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Encontro de oração pela paz na Terra Santa decorre este Domingo
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Iniciativa do Papa Francisco vai ter lugar no Vaticano e junta o presidente israelita e o presidente da Autoridade Palestiniana. Na semana em que falou do dom da piedade, o Papa alertou para a importância dos filhos no matrimónio, apelou ao fim dos conflitos na Ucrânia e na República Centro-Africana e deslocou-se ao Estádio Olímpico de Roma.

 

1. Decorre este Domingo, 8 de junho, no Vaticano, o encontro de oração pela paz, convocado pelo Papa Francisco, com os líderes israelita e palestiniano. A data foi anunciada recentemente, em comunicado, pela Sala de Imprensa da Santa Sé, sendo que o presidente israelita, Shimon Peres, e o presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmoud Abbas, vão marcar presença neste encontro de oração.

Recorde-se que o convite foi feito pelo Papa, durante a recente visita de três dias à Terra Santa, numa Missa celebrada na Praça da Manjedoura, em Belém. Falando no final da celebração, Francisco disse que a paz só se constrói com a oração e, de seguida, fez o convite: “Neste lugar, onde nasceu o Príncipe da Paz, desejo fazer um convite a vossa excelência, senhor Presidente Mahmoud Abbas, e ao senhor Presidente Shimon Peres para elevarem, juntamente comigo, uma intensa oração, implorando de Deus o dom da paz. Ofereço a minha casa, no Vaticano, para hospedar este encontro de oração”.

 

2. O dom da piedade foi o tema da catequese do Papa durante a audiência-geral da passada quarta-feira, dia 4 de junho. “É preciso esclarecer, desde logo, que este dom não se identifica com o ter compaixão de alguém, ter piedade do próximo, mas indica a nossa pertença a Deus e a nossa ligação profunda com Ele, uma ligação que dá sentido a toda a nossa vida e que nos mantém em comunhão com Ele, mesmo nos momentos mais difíceis e complicados”, começou por referir o Papa.

O Santo Padre sublinhou que a piedade é o dom do Espírito Santo que permite aos cristãos viver a vida cristã com autêntico espírito religioso e com uma profunda confiança em Deus. “Longe de ser um dever ou imposição, este dom garante que a nossa relação com Deus brote genuinamente do nosso coração. Se o dom da piedade nos faz crescer na relação e na comunhão com Deus e nos leva a viver como seus filhos, ao mesmo tempo, ajuda-nos a transmitir este amor também sobre os outros e a reconhecê-los como irmãos”. Desta forma, prosseguiu: “A piedade ajuda-nos a viver como irmãos, tornando-nos capazes de alegrar-nos com quem se alegra, chorar com quem chora, estar próximo de quem está só ou angustiado, corrigir quem está no erro, consolar quem está aflito, acolher os mais necessitados”.

 

3. O Papa afirmou que não ter filhos acabará por trazer ao casamento “amargura e solidão”. Segunda-feira, dia 2 de junho, durante a Missa na Capela da Casa de Santa Marta, no Vaticano, Francisco deixou uma mensagem aos casais. “Estes matrimónios que não querem os filhos, que querem permanecer sem fecundidade. Esta cultura do bem-estar de dez anos atrás convenceu-nos: ‘É melhor não ter filhos! Assim podes ir conhecer o mundo, de férias, podes ter uma casa no campo, tu estás tranquilo’. Mas é melhor? Talvez seja mais cómodo ter um cãozinho, dois gatos, e amor vai para eles. E no final este matrimónio chega à velhice em solidão, com a amargura da triste solidão. Não é fecundo, não faz aquilo que Jesus faz com a sua Igreja: fá-la fecunda”, alertou, citado pela Rádio Vaticano.

A mensagem principal é que o matrimónio cristão é fiel perseverante e fecundo. “O amor de Jesus faz a Igreja fecunda”, sublinhou o Papa Francisco, que recordou as difíceis provas que, a propósito deste aspeto, surgem num matrimónio quando os filhos não chegam ou são doentes. O Santo Padre considerou que muitos são os casais que encontram a sua força em Jesus. “A vida matrimonial deve ser perseverante. Porque, ao contrário, o amor não pode andar em frente", sublinhou.

Cerca de quinze casais estiveram presentes na Eucaristia e agradeceram a Deus as suas histórias de amor em família com 25, 50 e 60 anos. Uma ocasião em que o Papa refletiu sobre os três pilares que, na visão da fé, devem suster o amor dos casais: fidelidade, perseverança e fecundidade.

 

4. O Papa Francisco apelou ao fim dos conflitos que se arrastam na Ucrânia e na República Centro-Africana, que já provocaram dezenas de mortos. Estas palavras foram proferidas Domingo, dia 1, perante milhares de peregrinos na Praça de São Pedro, no Vaticano. “Com ânimo entristecido, rezo pelas vítimas das tensões que ainda continuam em algumas regiões da Ucrânia e da República Centro Africana. Renovo o meu premente apelo a todas as partes implicadas, para que sejam superadas as incompreensões e se procure, com paciência, o diálogo e a pacificação”, disse.

O Papa convidou os milhares de peregrinos reunidos na Praça de São Pedro a rezar com ele à Virgem Maria, “Rainha da Paz”, pedindo a sua “intercessão materna”. Depois, lembrou que nesse Domingo se celebrava o Dia Mundial das Comunicações Sociais, com o tema ‘Comunicação ao serviço da cultura do encontro’. “Os meios de comunicação social podem favorecer o sentido de unidade da família humana, da solidariedade e do empenho por uma vida digna para todos. Rezemos para que a comunicação, em todas as suas formas, esteja efetivamente ao serviço do encontro entre as pessoas, comunidades e nações. Um encontro fundado sobre o respeito e a escuta reciproca", sublinhou.

 

5. O Estádio Olímpico de Roma recebeu, no sábado, 31 de maio, um encontro do Renovamento Carismático. Num discurso aos mais de 50 mil participantes, o Papa exprimiu as suas expectativas em relação àquilo que ele definiu como “uma corrente de graça para a Igreja”. “A Renovação Carismática é uma grande força ao serviço do anúncio do Evangelho na alegria do Espírito Santo. Vós recebestes o Espírito Santo que vos fez descobrir o amor de Deus para com todos os seus filhos e o amor pela Palavra”. Francisco recomendou ainda aos Carismáticos que não percam a liberdade que o Espírito Santo lhe deus e que se deixem iluminar, guiar, orientar, empurrar-se por Deus, lá onde os quer levar, sem se perderem e excessos de organização.

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