Domingo |
À procura da Palavra
Da missa à Eucaristia
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CORPO E SANGUE DE CRISTO Ano A

"Quem comer deste pão viverá eternamente.”

Jo 6, 51

 

Não tem sido fácil o uso de “eucaristia” para nos referirmos àquilo que toda a gente conhece como “missa”. Este foi, e ainda é, o termo familiar para designar, no ocidente, a reunião eucarística dos cristãos. O seu uso provém da despedida em latim: “Itte, missa est!”, com um sentido de despedida e envio. Da designação de uma parte ao todo da celebração foi um passo, e assim nasceram expressões comuns: “ouvir missa”, “dizer missa”, “missa cantada”, “pagar a missa”, “missa de homenagem”, “missa gregoriana”… e outras mais.

A utilização mais frequente da palavra “eucaristia”, termo mais antigo e de profundas raízes bíblicas, com o significado de “acção de graças”, não é apenas uma questão de linguagem. Ela sugere a passagem de uma vivência da missa como um acto religioso individual para a eucaristia que alimenta e faz crescer a comunidade. Não se trata apenas de algo que o sacerdote “diz” ou “faz”, mas de uma celebração vivida por todos, com beleza e inteligibilidade. Não é assistir a algo que ocorre fora de nós, mas participar na maior acção da humanidade: Jesus a dar-nos a sua vida na morte e ressurreição.

“Eucaristia” compromete-nos por dentro. Reclama consciência e vontade em dar graças, com Jesus, ao Pai. Já não é mais o cumprimento de um preceito obrigatório (cuja infracção ganhou a categoria de pecado mortal) para se descobrir como a reunião feliz de uma comunidade com Jesus, para alimentar a fé, para crescer em fraternidade e fortalecer a esperança. Pede um envolvimento que reclama simplicidade e beleza na celebração, participação e relações fraternas que testemunhem a vida plena dada por Jesus, compromisso com os pobres e maior empenho na justiça. Não é algo que simplesmente “acontece” por detrás das portas de uma igreja, sem “antes” nem “depois”, mas passo importante de uma caminhada de povo, que segue Jesus na missão de levar o seu amor ao mundo. É a Páscoa de Jesus na nossa vida de hoje, e por isso os textos bíblicos trazem luz à leitura da nossa história, e os gestos de Jesus renovam-se na coragem dos nossos gestos de amor e de verdade.

A festa do “Corpus Christi” que hoje celebramos é oportunidade para uma maior vivência “eucarística” de cada um de nós e das nossas comunidades. Não seria importante reflectir sobre o que faz aproximar ou afastar os cristãos das nossas eucaristias? A iniciação cristã das crianças e da catequese em geral como desperta e fortalece a alegria deste encontro que Jesus realiza para nós e connosco? O Concílio Vaticano II disse que a eucaristia “é a fonte e o centro de toda a vida cristã”: não haverá algum trabalho, com partilha, diálogo, criatividade, e ousadia, que é importante fazer? A vida que Jesus nos dá na Eucaristia como trasnforma a nossa vida?

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