Lisboa |
Início da Visita Pastoral à Vigararia da Amadora
“É importante que haja uma presença sistemática dos Bispos junto das comunidades”
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A paróquia da Amadora recebeu o encontro de abertura da Visita Pastoral à Vigararia da Amadora, com o Patriarca de Lisboa a destacar a importância destes momentos na vida da Igreja. D. Manuel Clemente sublinhou ainda que se a Igreja quer evangelizar deve ter em conta a realidade local de cada comunidade.

 

“A Visita Pastoral é uma realidade muito importante na vida da Igreja, porque é uma ocasião para os Bispos estarem mais presentes nas comunidades e naquilo que é a sua vida do dia-a-dia, também nos meios socioculturais, civis, no contacto com outras instituições que formam a Igreja”. Foi desta forma que, no início da Visita Pastoral à Vigararia da Amadora, no passado dia 20 de setembro, o Patriarca de Lisboa sublinhou desde logo a importância da visita dos Bispos às vigararias. No salão paroquial da Amadora, D. Manuel Clemente apontou as diferenças entre uma Visita Pastoral numa realidade rural ou em meios urbanos, enaltecendo que “o importante é que haja uma presença sistemática, ou pelo menos razoável, dos Bispos junto das comunidades e das instituições de todo o tipo”, com as quais a Igreja “pode e deve entabular um diálogo frutuoso, sem confundir o que é a Igreja e o que é a sociedade civil”. “Estamos cá todos para servir, afinal de contas, a mesma população, seja praticante ou não”, lembrou.

 

Realidades e proveniências

Alfornelos, Alfragide, Amadora, Belas, Brandoa, Buraca, Casal de Cambra, Damaia, Falagueira, Massamá, Monte Abraão, Queluz, Reboleira, São Brás e Venda Nova são as paróquias que, ao longo de mais de três meses, vão receber a Visita Pastoral (ver caixa). Neste primeiro contacto com os cristãos destas comunidades, o Patriarca de Lisboa sublinhou que na configuração atual, datada de 1975, a diocese tem “realidades muito distintas”. “Esta zona de Lisboa e o chamado Termo de Lisboa, onde a Vigararia da Amadora se insere, é uma realidade urbana e periurbana, onde há realidades que estão relativamente consolidadas, mas também geralmente envelhecidas, e depois realidades que ainda se estão a fazer, onde vieram ter populações de outras partes do país e até do mundo, e onde não há ainda propriamente uma comunidade humana sedimentada. Ou seja, as pessoas estão a morar aqui, como amanhã podem estar noutro sítio”, descreveu o Patriarca de Lisboa.

Neste encontro com padres, diáconos e membros dos conselhos pastorais das paróquias da Vigararia da Amadora, D. Manuel Clemente frisou igualmente que esta zona pastoral da diocese compreende uma população “proveniente dos cinco continentes, com dezenas e dezenas de milhares de pessoas que vêm de várias partes do mundo e que agora aqui estão e também fazem parte da população, como aquelas que vieram de outros pontos do território nacional”.

 

Ajudar a formar a sociedade humana

O Patriarca entende que a Igreja tem de ter presente “as realidades de cada terra e as proveniências das populações” quando quer anunciar Jesus Cristo. “É bom ter presente estas características quando se pensa em evangelização. Nós, comunidades cristãs, temos de ter a consciência redobrada de que temos uma missão também neste aspeto de formar, ou de ajudar a formar, a sociedade humana. Quando vou a instituições civis – sejam bombeiros, escolas, câmaras municipais, juntas de freguesia… – costumo dizer: ‘Eu estou aqui, como representante da instituição mais antiga do território’. Porque de facto é assim: se nós formos ver os primórdios do nosso existir coletivo havemos de ver que a primeira quadrícula, a instituição que formou esse território, a que nós depois chamamos país, foi a Igreja. É muito importante nós, cristãos, percebermos que não estamos só para ‘portas a dentro’, nem sobretudo. Estamos em função de uma sociedade que tem que ser sociedade”, alertou D. Manuel Clemente, colocando a tónica no encontro: “Nós temos este dever e obrigação [de ajudar a formar a sociedade humana], não para impor coisa nenhuma nem para os trazermos todos para a pia batismal, mas para lhes prestarmos esse serviço de os juntar, de os unir. E depois, a pouco e pouco, eles descobrirem que todos têm como vocação ser filhos de Deus, irmãos da mesma família. Nós existimos há dois mil anos no mundo como uma oportunidade de os homens, encontrando-se com Deus, se encontrarem entre si como irmãos”.

 

Unidade

No início deste encontro, o vigário da Vigararia da Amadora, padre Sidónio Peixe, agradeceu ao Patriarca de Lisboa e aos Bispos Auxiliares “a iniciativa da Visita Pastoral a esta vigararia”. Este sacerdote, que é pároco de Alfornelos e Brandoa, manifestou igualmente “a alegria” pela presença dos prelados junto destas comunidades cristãs. D. Manuel Clemente entende que a Visita Pastoral é um fator de unidade para ‘dentro’ e para ‘fora’ da Igreja. “A visita dos Bispos às paróquias é um fator de unidade não só entre as comunidades cristãs mas também de proposta aos que nos rodeiam. Por isso a Visita Pastoral é muito importante, a vários níveis, porque ativa a vontade de Deus de fazer um mundo de irmãos”.

O Patriarca de Lisboa incentivou as paróquias a evangelizarem e darem a conhecer Jesus Cristo. “Nós estamos aqui, hoje, nesta tarde, na Amadora, a iniciar a Visita Pastoral porque há quase dois mil anos aquele pequeno grupo de seguidores de Jesus, que estava de portas fechadas em Jerusalém, cheios de medos que os matassem também como tinham morto a Cristo, descobriu que ‘Ele está no meio de nós’. Isso criou a Igreja! Nós somos, hoje, o Corpo de Cristo no mundo. Em cada uma destas 15 comunidades da Vigararia da Amadora, o que está, acreditamos nós, é Cristo Ressuscitado, na força do seu Espírito, a atuar e a espalhar aquilo que começou há dois mil anos entre Nazaré e a Galileia, e Jerusalém da Judeia”. Para D. Manuel Clemente, “a existência dos cristãos é a comprovação de que a aventura do Evangelho continua hoje tão original, tão forte, tão fresca como começou então”.

  

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Visita Pastoral à Vigararia da Amadora

As 15 paróquias que compõem a Vigararia da Amadora estão a receber a Visita Pastoral. Entre 20 de setembro e 4 de janeiro de 2015, o Patriarca de Lisboa e os Bispos Auxiliares vão conhecer de perto a realidade desta zona da diocese. Damaia (23 a 28 de setembro), Alfragide e Buraca (30 de setembro a 5 de outubro), Venda Nova (7 a 12 de outubro), Brandoa e Casal de Cambra (21 a 26 de outubro), Alfornelos e Massamá (18 a 23 novembro), Reboleira e São Brás (25 a 30 de novembro), Falagueira e Amadora (2 a 8 de dezembro), Queluz e Monte Abraão (8 a 14 de dezembro) e Belas (16 a 21 de dezembro) são as paróquias do Patriarcado de Lisboa que vão receber a Visita Pastoral do Patriarca D. Manuel Clemente e dos seus Bispos Auxiliares, D. Joaquim Mendes, D. Nuno Brás e D. José Traquina. Conhecer de perto a realidade social e cristã que se vive nas comunidades e contactar com os cristãos são os objetivos de mais esta Visita Pastoral a uma vigararia da diocese.

Além da presença nas paróquias, a Visita Pastoral vai ter também diversos encontros vicariais. O Encontro Vicarial com Agentes de Pastoral Social decorre dia 24 de outubro, às 21h30, na Brandoa, enquanto o Encontro com Autarcas do Concelho da Amadora é a 5 de novembro, às 21h30, na Reboleira, e Encontro Autarcas do Concelho de Sintra vai ter lugar a 7 de novembro, à mesma hora, em Massamá. Para o dia 9 de novembro, às 16h00, na Amadora, está marcado o Encontro Vicarial dos Jovens com o Patriarca de Lisboa, e a 5 de dezembro, às 21h30, em Alfornelos, o Encontro Vicarial de Catequistas.

O encerramento da Visita Pastoral à Vigararia da Amadora vai decorrer já em 2015, no dia 4 de janeiro, com uma celebração em Queluz, a partir das 15h00.

 

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Sínodo Diocesano: o convite para o dia 25 de outubro

O Patriarca de Lisboa convidou as paróquias e os agentes de pastoral da Vigararia da Amadora a marcarem presença na abertura solene do Sínodo Diocesano, que vai decorrer no próximo dia 25 de outubro, a partir das 14h30, na Sé de Lisboa. O desafio a participar nesta celebração, por ocasião do dia da Dedicação da Sé, é extensível a todas as outras paróquias e vigararias da diocese, como salientou D. Manuel Clemente.

O Sínodo Diocesano 2016 tem como lema ‘O sonho missionário de chegar a todos’, da Exortação Apostólica ‘Evangelii Gaudium’, do Papa Francisco. São cinco as etapas da caminhada sinodal: Guião #1 / setembro a dezembro de 2014: ‘A transformação missionária da Igreja’; Guião #2 / janeiro a março de 2015: ‘Na crise do compromisso comunitário’; Guião #3 / abril a junho de 2015: ‘O anúncio do Evangelho’; Guião #4 / setembro a dezembro de 2015: ‘A dimensão social da evangelização’; e Guião #5 / janeiro a março de 2016: ‘Evangelizadores com Espírito’. Antes do início de cada trimestre, a Comissão Preparatória do Sínodo publica os guiões de leitura que vão acompanhar a caminhada.
O Guião #1, bem como o cartaz de divulgação nas paróquias, está disponível em papel na Livraria Nova Terra, no Patriarcado de Lisboa (Mosteiro de São Vicente de Fora), ou em formato digital através do site http://sinodo2016.patriarcado-lisboa.pt.
Informações: 218810568 ou livraria.nt@patriarcado-lisboa.pt

texto e fotos por Diogo Paiva Brandão
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