Missão |
Ana Margarida Lucas
“Estou feliz por fazer a vontade de Deus!”
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Ana Margarida Lucas pertenceu ao grupo de Voluntariado Teresa de Saldanha e recentemente entrou no Postulantado das Irmãs Dominicanas de Santa Catarina de Sena.

 

Uma infância feliz e o início de um caminho para Deus

O percurso académico de Ana Margarida foi regular, realizado nas Caldas da Rainha, cidade onde nasceu. “Desde pequena desejava ser médica, contudo no final do 9º ano tinha consciência que não conseguiria obter notas para entrar medicina”, conta-nos. Em novembro de 2002 ingressou na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, para a licenciatura em Sociologia, com especialização na área da Educação e Cultura, que terminou em agosto de 2006. Fez diversas formações e estágios e no ano letivo de 2008/2009 fez a Pós-Graduação em Gerontologia Social, na Universidade Lusófona de Lisboa. Teve uma infância feliz. Passava a semana nas Caldas da Rainha e os fins-de-semana na terra dos avós. Em 2004 participou como Voluntária no Encontro de Taizé que aconteceu em Lisboa. Foi encaminhada para o grupo de jovens da Paroquia de Nossa Senhora de Fátima, onde foi participando e fazendo caminho. Este encontro foi um marco importante no seu percurso humano e cristão. Em 2005 o seu pai foi diagnosticado com cancro, mas estando ele a reagir bem, ela participou nas Jornadas Mundiais da Juventude na Alemanha, as primeiras com o Papa Bento XVI. Descreve este momento como “inesquecível”. No final de 2005 sentiu a vontade de fazer voluntariado missionário e foi aí que conheceu a Ir. Alzira, Dominicana de Santa Catarina de Sena, que acompanhava o grupo de Voluntariado Teresa de Saldanha, criado em 2002. Após conhecer o projeto percebeu que “não era só ir fazer missão e ficar por aí, implicava um continuar, um criar raízes, que eu nem dei conta, mas que felizmente aceitei. Ser VTS ia além da missão ad gentes, era fazer missão em qualquer lugar que fosse possível. Em janeiro de 2006, estabeleci os primeiros contactos com o VTS e com as irmãs, começando a fazer a formação a nível local do voluntariado e também a nível da FEC.”

 

Partir e deixar tudo

No dia 4 de agosto de 2006 partiu por um mês para Angola. Desenvolveu trabalho de formação de professores e alunos na área da educação social e informática. Com a doença do seu pai não arriscou ir mais do que um mês. No regresso, começou a trabalhar e o seu primeiro salário foi para enviar material para a missão. A doença do seu pai ia evoluindo e acabou por se dedicar mais ao acompanhamento da sua família. “Ele veio a falecer em 15 outubro de 2008, e sei que só com fé pude compreender a sua partida. Coloquei tudo nas mãos de Deus e deixei-me conduzir por Ele.” Em 2009 afastou-se das suas raízes e foi trabalhar para Tomar, indo a casa apenas nos fins-de-semana, pois continuava a ser Ministra Extraordinária da Comunhão. Ao mesmo tempo, aconteceu o primeiro convite a ela ou a “alguém igual a ela” para ir em missão para Timor-Leste. Procurou alguém, no entanto, não encontrou e ela também não podia ir por ter iniciado o estágio profissional e ainda estar de luto. Em 2010 conheceu melhor o projeto desenvolvido em Timor e, nesse mesmo dia, sentiu que tinha de partir! No entanto, o seu sobrinho nascia por essa altura e a ideia de não o ver crescer foi adiando os planos. Em agosto de 2011 participou nas JMJ em Madrid, a última do Papa Bento XVI, mais um momento marcante em que sentiu que Deus a chamava a mais. Voltou ao trabalho, mas sempre com a ideia de partir para Timor. Em novembro de 2012, após vários acontecimentos na sua vida pessoal e profissional, partiu para Timor junto com outra voluntária que iniciaria Postulantado em fevereiro. Chegou a Timor no dia em que completou 28 anos de idade. Finalmente em Same (onde abriu uma nova comunidade e um novo projeto), no dia 1 de junho de 2013 inaugurou as salas provisórias do ATL, cuja finalidade era “além de trabalhar o português, também desenvolver as capacidades motoras e cognitivas das crianças com atividades como: dança, música, teatro, modelagem, recorte, ginástica, brinquedos, legos, puzzles, jogos didáticos, etc.” Além do ATL tinham também a missão pastoral e “a comunhão aos doentes foi, sem dúvida, um dos momentos mais marcantes da missão em que podemos perceber a alegria de quem já não esperava receber Jesus em vida”. Apesar do desejo de ficar, em novembro chegou a hora de regressar a Portugal. Neste regresso integrou a equipa da Pastoral Juvenil da Família Dominicana, como representante do VTS.

 

O momento de cortar as amarras e dizer sim!

O seu coração ia ardendo cada dia mais para uma ligação mais profunda a Deus. Conta-nos na primeira pessoa: “E aquele ‘se’ voltou cada vez mais com grande persistência… e se entrasse na vida religiosa?!” (…) “Era chegado o momento de cortar as amarras e largar o barco na água para lançar as redes… Era altura de dizer sim! Entendi que se fui feliz em Timor, porque não continuar a ser feliz servindo os irmãos como religiosa?! No dia 8 de junho, dia de Pentecostes, comuniquei à Madre Geral da Congregação que queria ser admitida no Postulantado. Senti que o Espírito Santo comandava a minha ação, Ele me impulsionava a não ter medo.” No dia 4 de setembro entrou no Postulantado das Irmãs Dominicanas de Santa Catarina de Sena. No mesmo dia foi para Leiria, fazer a formação do Postulantado e no início do próximo ano entrará para o Noviciado em Lisboa, juntando-se à Marta Machado. Conclui afirmando: “Ao olhar todo o meu percurso compreendo que Deus foi sempre fazendo caminho comigo… sempre senti que queria estar junto d’Ele. Sentia-me bem na Sua casa, ocupada das Suas coisas… Olhar para trás e ver todas as opções que fui tomando, percebo como Ele esteve em cada uma das decisões. Nada acontece por acaso, tudo teve que acontecer por um motivo, nem antes, nem depois, tudo foi na altura certa! Enfim, como diz Teresa de Saldanha: Estou feliz por fazer a Vontade de Deus.

texto por Catarina António, FEC – Fundação Fé e Cooperação
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