Missão |
Mário Almeida
“Foi apenas preciso deixá-Lo entrar na minha vida!”
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Mário Almeida nasceu no dia 18 de junho de 1987 em Oeiras. É licenciado em Geografia pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e Mestre em Urbanismo e Ordenamento do Território pelo Instituto Superior Técnico da Universidade Técnica de Lisboa.

 

Um percurso cristão marcado pelo sim ao que era pedido

Foi batizado ainda não havia completado 2 meses, na paróquia de Agualva. Viveu sempre em Agualva-Cacém com os seus pais e irmãos e teve uma infância “normal”. “Ia contente para a catequese e à missa”, apesar de ser o único “que ia com regularidade à missa, muito alicerçado na fé e na prática dos meus avôs e seguindo o exemplo dos catequistas.” Aos 9 anos de idade, enquanto esperava o início da missa após a catequese, viu o Jornal Voz da Verdade, que era colocado à disponibilidade de quem quisesse levar um exemplar, deixando o seu contributo numa caixa colocada para o efeito. “Na altura, falei com o senhor Padre e a senhora responsável pela secretaria da Paróquia e perguntei-lhes o porquê de o jornal estar ali, sem ninguém a vendê-lo, quando podia dar um contributo para as obras da Igreja de Santa Maria, então recém-construída. Disseram-me que o senhor que os vendia tinha adoecido e que já não os podia vender mais e eu disse-lhes que, a partir daquele momento, os começaria a vender. Não sei ao certo se eles me levaram muito a sério, mas desde os meus 9 até aos 15 anos colaborei nessa função e muitos jovens da Paróquia também deram o seu apoio pontual. Era bom sentir que todo aquele serviço que estávamos a ter era um contributo para ajudar a pagar a construção da Igreja”, conta-nos. Aos 14 anos tornou-se “auxiliar da catequese” e aos 15 foi convidado para dinamizar uma pequena sala na paróquia onde existiam computadores, cuja intenção era ensinar as pessoas que quisessem aprender a usar o computador. Ainda hoje realiza este serviço e partilha que “12 anos depois, é bom sentir que ajudei muitas pessoas a valorizarem-se.” Também com 15 anos se tornou acólito, função que ainda hoje desempenha. “Sem dúvida que é uma graça servir a Deus no altar da Eucaristia e posso dizer que esse foi o passo decisivo que me fez compreender verdadeiramente a importância da Eucaristia para o cristão.” No ano de 2004 recebeu o sacramento da Confirmação e passou a integrar o Grupo de Jovens de Agualva, onde afirma ter crescido e apreendido grande parte dos valores cristãos que são hoje a sua base. Foi também animador do grupo, passando dessa forma os ensinamentos adquiridos durante o seu percurso. De 2008 a 2012 colaborou no CeUC (Pastoral Universitária de Lisboa) “no secretariado em permanência ao público” e partilha que “esse serviço permitiu-me contactar com a Igreja no mundo universitário e estar por dentro de muitas atividades desenvolvidas para os jovens, desde a Bênção de Finalistas à Missa das Universidades.” Hoje em dia ainda colabora com o CeUC no apoio à realização de diversas atividades. Participou também, ao longo dos anos, em vários encontros e cursos, “quer como participante quer como membro da equipa, como é o caso do Curso de Orientação Religiosa ou do Curso Alpha, ambos na Paróquia de São Jorge de Arroios. Também aqui frequentei o CAES – Centro Académico Edith Stein, onde fiz grande parte da minha Dissertação de Mestrado, conheci a Comunidade Emanuel e tive um contato próximo com outros estudantes universitários que professam a mesma fé que eu e, de uma forma especial, com Deus através da oração e da Eucaristia”, como nos conta na primeira pessoa. Realizou grande parte das suas experiências religiosas mais marcantes com os Missionários Claretianos (responsáveis pela paróquia da Agualva). Em 2009 e 2010 participou nos “100 Talentos” que consiste em “uma semana missionária, de vivência em comunidade e de contacto com as pessoas, em que cada um dos participantes era desafiado a descobrir um talento seu e pô-lo a render em função do próximo.” Em 2010 participou no Encontro Ibérico de Taizé, no Porto. Em 2011 participou nas Jornadas Mundiais da Juventude, em Madrid, com os Missionários Claretianos, uma experiência que considera “marcante pelo testemunho de fé que um encontro destes representa, por estar na presença do Papa e por todas as condicionantes climatéricas que envolveram os participantes na Vigília em Cuatro Vientos.” Em 2012 participou num encontro da Comunidade Emanuel em Paray-le-Monial e afirma que este é um lugar que é “sem dúvida um paraíso na terra e onde me senti muito próximo de Deus.”

 

A missão como agente transformador na sua vida e na dos outros

Em dezembro de 2013, integrado no Projeto Casa Claret, conheceu a missão Claretiana em São Tomé, numa Semana Missionária, e em num mês de Voluntariado Missionário em agosto de 2014. Recorda este mês de missão como “experiência muito boa para contactar com pessoas e instituições locais e conhecer a sua realidade. Todos juntos conseguimos fazer com que o pouco, pequeno e possível da nossa Missão fosse transformador na vida daqueles com quem estivemos e moldasse a nossa própria vida.”

Colabora com a PROCURA – Missões Claretianas, diretamente com o Padre João Luís, na Delegação de Lisboa – Colégio Universitário Pio XII e na Delegação de Agualva-Cacém, ao nível do voluntariado e de experiências “transformadoras” de missão em Portugal e em S. Tomé e Príncipe.

“Em suma, em todas estas experiências, senti a presença de Deus e que Ele me tem moldado ao seu jeito e usado como seu instrumento. E só foi preciso deixá-Lo entrar na minha vida!”, conclui.

texto por Catarina António, FEC – Fundação Fé e Cooperação
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