Lisboa |
Encerramento da Visita Pastoral à Vigararia da Amadora, em Queluz
“Tarefa da Igreja é ser o brilho forte da luz de Deus no mundo”
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O dia já era de festa, na igreja de Queluz, com o final da Visita Pastoral de quase quatro meses à Vigararia da Amadora e a presença do Patriarca e dos Bispo Auxiliares. Contudo, nessa manhã do passado Domingo, 4 de janeiro, o Papa Francisco anunciava que D. Manuel Clemente vai ser criado Cardeal em fevereiro, o que tornou este dia ainda mais especial para a diocese.

 

Eram 15h30 quando o futuro Cardeal chegou a Queluz. As varandas das casas em volta da igreja estavam decoradas com o brasão de armas do Patriarca e alguns estandartes do Menino Jesus. No adro da igreja, adornado com flores, uma multidão de fiéis, segurando pequenas bandeiras, esperava D. Manuel Clemente. O Patriarca chegou sorridente. Cumprimentou cada um dos sacerdotes da Vigararia da Amadora, beijou o crucifixo, aspergiu os cristãos que lhe davam as boas-vindas e conviveu com algumas crianças que se aproximaram para lhe entregar flores. A banda de Massamá toca então o tema ‘Maria da Fonte’, seguido do hino do Sínodo Diocesano 2016. ‘É o sonho missionário de chegar a toda a gente. Longe ou perto, o necessário é mostrar Cristo presente. É o sonho missionário de chegar a toda a gente’, desafia a letra do hino, que foi cantada por todos, neste dia que era de festa para a vigararia e também para toda a Diocese de Lisboa. Após falar aos jornalistas sobre a sua nomeação para Cardeal (ver pág.05 desta edição), D. Manuel Clemente presidiu à Missa de encerramento da Visita Pastoral à Vigararia da Amadora, com D. Joaquim Mendes, Bispo Auxiliar de Lisboa, no início da celebração, a felicitar o Patriarca por esta nomeação do Papa Francisco. “Queria dar voz a toda a Igreja de Lisboa, para felicitar o senhor D. Manuel pela sua nomeação, esta manhã, como Cardeal da Santa Igreja. Damos graças ao Senhor por esta notícia que nos alegra, uma notícia esperada, uma notícia desejada, uma notícia que muito nos honra. Através do senhor D. Manuel sentimos uma comunhão mais profunda, uma maior unidade com a Igreja de todo o mundo. Agradecemos ao Senhor este dom que Ele dá à Igreja de Lisboa e pedimos-Lhe que acompanhe o senhor D. Manuel neste serviço que a Igreja agora lhe pede”.

 

“Tudo foi Epifania”

Esta celebração em Queluz, no Domingo da Epifania do Senhor, marcava o encerramento da Visita Pastoral às 15 paróquias (Alfornelos, Alfragide, Amadora, Belas, Brandoa, Buraca, Casal de Cambra, Damaia, Falagueira, Massamá, Monte Abraão, Queluz, Reboleira, São Brás e Venda Nova) da Vigararia da Amadora, que teve início no dia 20 de setembro do ano passado. “Tudo foi Epifania durante estes meses de Visita Pastoral. Epifania quer dizer manifestação, algo que se manifesta, e neste caso Alguém que se manifesta e o próprio Deus que se manifesta no mundo, na Pessoa de Jesus Cristo, seu Filho, e de tudo quanto o envolve”, observava o Patriarca de Lisboa, na homilia, explicando o sentido das suas palavras: “Isto é Epifania, porque isto é continuar na vida da Igreja de hoje, e concretamente em cada uma das paróquias desta vigararia, aquilo que aconteceu há dois mil anos”.

Sublinhando que a Visita Pastoral “tem como finalidade que tudo se reavive ainda mais e se redefina neste único sentido das coisas da Epifania de Deus em Jesus Cristo”, D. Manuel Clemente lembrou a atualidade da Igreja. “É tão importante nós percebermos isto muito bem e cada vez mais: nós não estamos a lembrar apenas histórias do passado. Aconteceram, realmente, mas aconteceram para nunca mais deixar de acontecer! E hoje, aquilo que aconteceu em Jesus Cristo, Cristo Ressuscitado reproduz no seu Corpo, que é a Igreja, para que a luz de Deus continue a ser a luz do mundo, e a Epifania do Céu na Terra continue também, mais e sempre!”, garantiu.

 

Luz de Deus

A grande igreja de Queluz como que se tornou pequena com tantos cristãos da Vigararia da Amadora que quiseram marcar presença na celebração onde o futuro Cardeal apontou que “existe, no mundo, muita treva e muita resistência à manifestação da Epifania”. “A tarefa da Igreja é ser o brilho forte da luz de Deus. A tarefa de nós todos, batizados, que recebemos uma luz no dia do batismo, é mantê-la acesa. Que essa Epifania, através de cada cristão, continue a acontecer e a brilhar, a brilhar cada vez mais, e a afastar todas as zonas de treva e de sombra, antiga ou moderna, que ainda seja preciso esclarecer”, desejou D. Manuel Clemente.

Falando, depois, sobre a “gente que procura”, o Patriarca de Lisboa convidou os cristãos a nunca cessarem a busca. “A distinção que existe entre nós, cristãos, discípulos de Jesus Cristo, e todos os outros homens e mulheres deste mundo que, de uma maneira ou de outra, procuram, é que nós já procuramos em Cristo, num Cristo que já nos encontrou e que nos leva sempre a mais. Nenhum de nós pode dizer, em qualquer aceção, que já tem que chegue, que já sabe tudo e que assim está bem…”. Segundo D. Manuel Clemente, “uma comunidade cristã é uma comunidade que procura, que está no meio do mundo com outra gente que procura”. Neste sentido, destacou a importância “da vida orante e da busca constante”.

 

Visita Pastoral foi um dom

Na igreja paroquial de Queluz, a celebração que marcou o final da Visita Pastoral à Vigararia da Amadora foi concelebrada pelos três Bispos Auxiliares de Lisboa, D. Joaquim Mendes, D. Nuno Brás e D. José Traquina, e também pelos padres desta vigararia, que compreende paróquias dos concelhos da Amadora e também de Sintra. Fazendo um balanço da Visita Pastoral, o Patriarca de Lisboa destacou “a estrela que brilha” em cada uma das 15 paróquias que compõem esta zona da diocese. “Eu nem imagino – e julgo que nenhum de nós imaginaria – o que seria cada uma destas paróquias da Vigararia da Amadora, e cada uma das localidades e terras da vigararia, se apagassem todas as luzes que brilham na fé e na caridade cristã das comunidades paroquiais. ‘Estrelas’, vós, que alimentam e conduzem a procura dos homens e das mulheres deste tempo”. D. Manuel Clemente frisou ainda que “uma Visita Pastoral ajuda a redescobrir a verdade e o realismo da Epifania”.

A terminar a celebração, o vigário da Vigararia da Amadora, padre Sidónio Peixe, começou por felicitar D. Manuel Clemente pela nomeação para Cardeal e agradeceu ao Patriarca de Lisboa a oportunidade que proporcionou às 15 paróquias desta vigararia com a presença dos Bispos no meio das comunidades, ao longo dos últimos meses. “Agradecemos esta graça, este dom, que o senhor Patriarca nos concedeu, da Visita Pastoral. Queria agradecer também aos senhores Bispos Auxiliares a dedicação, o carinho e o amor que mostraram em todas as paróquias” referiu este sacerdote, que é pároco da Brandoa e Alfornelos, agradecendo ainda “aos padres e diáconos e aos leigos, que foram extraordinários nas suas paróquias”.

Antes da bênção final, o Patriarca de Lisboa desejou que “da bonita Visita Pastoral à Vigararia da Amadora” fique “a consciência reforçada de que para cada comunidade o critério, o programa e o importante, é ser um lugar de Epifania”. “Que cada pessoa, crente, não crente ou de várias crenças ou descrenças, destas 15 paróquias, quando vos encontrar, quando vos procurar nas vossas próprias paróquias, encontre o que os Magos encontraram no presépio: Cristo ao colo de Maria, agora continuada na Santa Igreja que Ela representa”, concluiu D. Manuel Clemente.

texto e fotos por Diogo Paiva Brandão
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