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Porquê casar pela Igreja?
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Esta é uma pergunta tão importante. Há tanto para dizer, é tão significativo e fundamental que não sei por onde começar…

Casar pela Igreja é, antes de mais, receber o carinho e o amor incondicional de Deus de uma maneira excepcional, ao que chamamos receber o sacramento do matrimónio. Através dele, Deus “entra” no casamento e torna-se o seu alicerce mais fundamental. O casal torna-se, assim, ainda mais consciente de que Deus está a seu lado, “para o que der e vier”, e que Ele fará tudo para que o casamento possa ser fonte de felicidade e alegria.

O dia do casamento, para ter sentido, precisa de ser um ponto de chegada e de partida para o casal.

Ponto de chegada de uma relação que começou a ser construída, há tempo atrás. Relação de amizade dialogada, de conhecimento mutuo trabalhado, de caminhos discernidos, de oração que alimenta o caminhar, de arestas polidas, de sincronização de projetos, de desafios novos assumidos juntos e de um crescer ajudando e deixando-se ajudar, aprendendo a acertar o passo onde o companheiro de viagem é Deus. O casamento é a confirmação do sonho que o casal quer viver e que Deus deseja e abriga mais do que ninguém.

É, também, ponto de partida para a concretização desse mesmo sonho. Jesus, através da sua entrega constante na Eucaristia, do seu corpo e do seu sangue e da sua Palavra, faz-nos capazes de amar em todas as situações, mesmo quando as nossas forças se acabam e não podemos mais.

Casar é abrir-se com generosidade e compromisso responsável a uma vida fecunda. O amor é sempre criador, aberto e expansivo pelo que não pode fechar-se caprichosamente sobre si próprio, nem só sobre uma relação a dois.

Ao casar pela Igreja, o casal compromete-se, com a mesma Igreja a viver o amor de Jesus. Cada um dos noivos promete ser reflexo vivo de Jesus, na sua vida de família e pede ajuda à comunidade cristã e a todas as pessoas que lhe são significativas, para viver este mesmo sonho.

Ser rosto de Deus leva cada membro do casal a amar o outro com fidelidade, decisão e paixão, ajudando-o a crescer, a ser feliz e envolvendo todas as pessoas próximas nesse remoinho de amor. Este não será perfeito nem fácil, pois somos frágeis, mas permitirá ao casal, com a ajuda de Deus e de toda a comunidade, ultrapassar as tempestades e ventanias para construir uma relação que dá força, firmeza e esperança. Não há que esquecer que é no meio das tormentas que o sim dado naquele dia diante de todos e de Deus se torna razão de continuar, motivo para apostar sem desistir.

Casar pela Igreja é saber que há que tentar amar mais, muito e sempre, mesmo quando os ventos são contrários. E, é saber que há que aprender, também, a deixar-se amar.

Casar é, assim, a confirmação de que a relação do casal é profundamente humana e divina. Assim, os noivos, ao casarem revelam que querem fazer parte de uma família, que tem a Deus como Pai e a Jesus como irmão. Família com muitos irmãos com os quais é possível construir uma nova sociedade onde todos possam ser felizes e possam ser respeitados e amados pelo que são. Tudo isto só é possível pelo Espírito que dá a força e o discernimento.

Casar diante de Deus e na Igreja, num compromisso diante de todos, é pois querer que a relação a dois se a abra a participar no sonho que Deus tem: a construção de um mundo de mais paz e de mais amor.

 

texto por João Costa, Fraternidade Missionária Verbum Dei

 

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Catequese doméstica: o Matrimónio é comunhão de vida

 

Uma breve apresentação sobre a renovação da visão sobre o matrimónio através do Concílio Vaticano II com a Constituição Pastoral sobre a Igreja no Mundo Actual (Gaudium et Spes)

Consciente que a teologia é um saber que dialoga com outros saberes para um melhor conhecimento do homem e da sociedade, o CVII convidou à renovação da teologia moral mais nutrida pelo Evangelho e suportada pelos vários ramos do saber. É neste contexto que surgem os números 47 a 52 da Constituição Pastoral sobre a Igreja no Mundo Actual (GS), números que convidamos à leitura. Este texto conciliar aborda o sacramento do matrimónio, manifestando uma nova visão na qual torna prevalecente a sua compreensão enquanto comunhão de amor.

O concílio apresenta o matrimónio como uma aliança de amor e de fidelidade, “constituído à imagem da sua própria união [de Cristo] com a Igreja” (GS 48). É portanto a partir desta analogia entre o matrimónio e a Nova Aliança de Cristo que se definem as características do matrimónio. Como tal, assim como a entrega de Cristo pela Igreja é doação plena, fecunda e indissolúvel, também no sacramento do matrimónio se encontram essas características. Deste modo, situa na unidade de amor e não no dom dos filhos a base da fidelidade e unidade indissociável do matrimónio, pelo que é no amor que se encontra a raiz da qual se espera que brote a fecundidade do matrimónio.

Ultrapassa-se a anterior perspetiva do fim primário e fim secundário, afirmando vários bens e fins do matrimónio, todos de máxima importância e todos concorrentes para “o bem-estar temporal e eterno dos conjugues e dos filhos” (GS 48). Neste sentido é também dada relevância ao amor conjugal, contexto no qual é integrada a dimensão da sexualidade. Os atos sexuais, que correspondem a uma entrega livre e recíproca dos conjugues, são atos nobres e dignos, que fomentam o amor conjugal. Neles se dá uma entrega da pessoa na sua unidade de corpo e alma, pelos quais se unem duas pessoas. Assim se afirma que a relação conjugal é um bem em si, que expressa o amor mútuo do casal e promove a união de pessoas. Como tal, a sexualidade humana supera e muito a sexualidade animal.

O documento afirma ainda que os conjugues são cooperadores e intérpretes na ação criadora de Deus, no que se encontra subjacente a noção de paternidade responsável. Conscientes desta cooperação, os casais cristãos desempenharão o seu ministério com responsabilidade, atendendo ao próprio bem e dos filhos (nascidos ou por nascer), bem como ao bem da sociedade, da família e da Igreja. Assim, compete ao casal tomar a sua decisão diante de Deus, recorrendo aos critérios da justa regulação da natalidade, que são tirados da natureza da pessoa e dos seus atos e não são definidos como normas retiradas do meramente biológico. Distinguindo as dimensões unitiva e procriativa, o Concílio diz-nos ainda que podendo não enfrentar condições favoráveis à procriação, o casal deve ter em atenção que a abstinência prolongada não é boa, pelo facto de tal ameaçar o bem da fidelidade e da comunhão conjugal. Como tal, afirma que “a própria natureza da aliança indissolúvel entre as pessoas e o bem da prole exigem que o mútuo amor dos esposos se exprima convenientemente, aumente e chegue à maturidade” (GS 50).

 

texto por Nuno Fortes

 

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Concurso de Presépios 2014

Agradecemos a generosa partilha de todas as famílias que nos enviaram as fotos e os testemunhos sobre o Natal e os seus presépios. Esta partilha mostrou-se muito enriquecedora, ajudando-nos a celebrar o mistério do Natal, através da contemplação da sua representação no presépio. As fotos e os textos encontram-se publicadas na nossa página do Facebook (www.facebook.com/familia.patriarcadolisboa). Nesta edição publicamos a foto e o texto vencedores, que nos foram enviados pela família Neto.

 

O Presépio na nossa casa

É quase sempre assim, para que esteja pronto a 8 de dezembro.

Começo por ir ao musgo, às ramagens, à procura de serradura.

Retiro as caixas com as figuras, que guardo no teto falso e na cozinha. Tenho saudades de as rever. Algumas são-me muito queridas. Foram sendo adquiridas aqui ou ali, ao longo dos anos. Há também as da minha mãe, as da minha infância e as que os amigos me trazem. Todos os anos compro uma nova, faço dela um presente a mim mesma. Rondo… avalio, escolho… e o presépio vai ficando cada vez maior.

Fica tudo em desalinho. Preparo-me para 2 dias de trabalho. Normalmente, não sei por onde começar, ou como começar. Peço ajuda aos filhos. Quero encontrar uma ideia nova, fazer diferente, pôr histórias nos caminhos, nos recantos, nos segredos do presépio. Enquanto o faço, vou revendo a vida. A minha e a dos que me são próximos.

Um presépio encanta, fascina, deslumbra, provoca. Seja grande ou pequeno, elaborado ou simples. Gosto de presépios de todas as maneiras. O meu olhar detém-se na ternura de Maria e José. O presépio tem tanta humanidade... Significa uma boa nova, uma esperança, uma estrela para seguir, uma luz que irrompe na noite… e nada mais fica igual. A vida em torno da cabana ou da gruta tem agora um outro sentido. Nos que trabalham a terra, nos que guardam as ovelhas, nos que se deslocam nos caminhos de serradura, no moleiro, no pescador, no tosquiador, no ferrador, na senhora do poço.. Na aldeia do meu presépio, a pouco e pouco vão-se apercebendo do nascimento do menino. E acordando. Também os reis saem dos seus castelos. E tantos outros. Nós também.

Presépio feito. Os filhos aprovam. A família gosta. Depois vêm os amigos visitar. E ficam a olhar. E ficam a conversar. E ficam a rezar.

É assim o Natal e o presépio na nossa casa.

 

testemunho pela Família Neto

 

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Vai acontecer

Encontro anual com agentes de preparação para o Batismo

Neste Domingo, 11 de Janeiro, realiza-se pelas 15h00, na Igreja de São João de Deus, o Encontro Anual de CPB (Centros de Preparação para o Batismo) dirigido aos agentes envolvidos no acolhimento e preparação de pais e padrinhos para o batismo de crianças.

 

Retiro para casais

Nos dias 21 e 22 de Fevereiro realiza-se na casa de retiros de Santo Inácio (Rodízio, Sintra) um retiro para casais. O preço do retiro são 120¤ por casal. Poderá inscrever-se até 14 de Fevereiro em http://familia.patriarcado-lisboa.pt/eventos/inscrições

 

Peregrinação ao Encontro Mundial das Famílias, em Filadélfia

O Papa João Paulo II, conhecido como o Papa da Família, criou em 1994 o Encontro Mundial da família com objetivo de promover um tempo de partilha entre as famílias de todo o mundo, para poderem testemunhar a beleza o papel central da família. O próximo encontro, convocadas pelo Papa Francisco, é de 22 a 27 de Setembro de 2015 em Filadélfia, Estados Unidos da América. O tema é: “O amor é a nossa missão: a família plenamente viva”. O Setor da Pastoral da Família do Patriarcado de Lisboa em colaboração com o Departamento Nacional está a organizar a peregrinação a este encontro, de forma a que possamos ter um contingente nacional que represente as famílias cristãs do nosso país. Assim, aqui fica o convite: junte-se a nós neste peregrinação! Pode encontrar o programa da peregrinação e fazer a sua inscrição em http://familia.patriarcado-lisboa.pt/emf

textos pela Pastoral Familiar de Lisboa
Na Tua Palavra
Não nos separemos d’Ele!
por D. Nuno Brás
A OPINIÃO DE
Isilda Pegado
1. Neste tempo, em que o individualismo parece imperar, apesar da destruição que gera na Sociedade,...
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P. Duarte da Cunha
Que todos os homens querem ser felizes não parece ser objecto de discussão entre pessoas sãs. Todos queremos, de facto, ser felizes.
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