Lisboa |
Cardinalato de D. Manuel Clemente
“Para o bem da Igreja”
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O Cardinalato é “um serviço de ajuda, suporte e proximidade especial à pessoa do Papa e para o bem da Igreja”, referiu o Papa Francisco em carta recente enviada aos novos Cardeais da Igreja, entre os quais D. Manuel Clemente, Patriarca de Lisboa, que recebem este sábado, dia 14, o barrete e o anel cardinalício, em Roma.

 

Os Cardeais fazem parte do Colégio Cardinalício ou Colégio de Cardeais ficando responsáveis por assistir e aconselhar o Papa nas tarefas da Igreja universal. Como tal, reúnem-se em Consistórios ordinários ou extraordinários, convocados pelo Papa e habitualmente com a finalidade de fazer uma consulta importante ou tratar de outros assuntos de grande relevo. Após a morte ou renúncia de um Papa, os Cardeais eleitores, com idade inferior a 80 anos e que compõem o Colégio Cardinalício ou Colégio de Cardeais, reúnem-se em Conclave para elegerem o novo Sumo Pontífice.

 

Símbolos

Nas vestes habituais, a cor vermelha distingue os Cardeais. A cor significa o sangue derramado por Cristo e torna presente a função de “servir na Diocese de Roma para dar testemunho a esta da Ressurreição do Senhor e dá-lo totalmente, até o sangue, se necessário”, salientou ainda o Papa Francisco, na referida carta aos novos Cardeais.

Existem três símbolos que, para além do solidéu vermelho, distinguem um Cardeal e que são entregues, pelo Papa, na celebração da criação de Cardeal: o barrete vermelho, sinal da dignidade do Cardinalato (aquando o momento da entrega, o Papa lembra ao novo Cardeal que este barrete, simboliza “a prontidão para agir com coragem, até ao derramamento de sangue, para o aumento da fé cristã, para a paz e tranquilidade do povo de Deus e para a liberdade e crescimento da Santa Igreja Romana”); o anel, expressão de uma união mais forte entre o Cardeal e a Igreja (o novo Cardeal recebe este símbolo, enquanto escuta do Papa as seguintes palavras: “Recebe o anel das mãos de Pedro e sabe que o teu amor pela Igreja é fortalecido pelo amor do Príncipe dos Apóstolos”); e a bula de nomeação (este símbolo reforça ainda mais a estreita união que os Cardeais possuem com o Papa (ao receber a bula, o recém Cardeal escuta o título cardinalício que lhe foi oferecido e recebe do Papa o abraço da paz).

 

O “desafio” e a “exigência” de trabalhar perto do Papa

O Patriarca de Lisboa, que este sábado, dia 14 de fevereiro, é feito Cardeal em Roma, considera “um desafio” trabalhar de perto com o Papa Francisco, reconhecendo “a exigência” do Sucessor de Pedro. “É um desafio, com certeza [trabalhar muito perto do Papa Francisco]! O Papa Francisco leva a exigência evangélica em tudo o que diz e em tudo o que faz a um tal ponto que é muito estimulante, mas também é muito exigente. E, depois, vamos lá ver o que é que ele pede. Porque os cardeais, ao longo da sua evolução histórica, são apoios do Bispo de Roma na sua missão universal enquanto Papa, para isso mesmo, para uma missão que não se esgota ali na Igreja de Roma de que são bispos, mas se estende a todas as Igrejas. Porque são sucessores de Pedro e nisso confirmam os irmãos”, salientou D. Manuel Clemente, em entrevista à Rádio Renascença, antes de partir para Roma onde vai receber o anel e o barrete cardinalício.

À emissora católica portuguesa, o novo Cardeal sublinhou ainda que o mote do Sínodo Diocesano 2016 – “O sonho missionário de chegar a todos” – é concretizável “a pouco e pouco”.

 

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Transmissões pelo site do Patriarcado

A entrega do barrete e do anel cardinalício no sábado, 14 de fevereiro, às 10h00 portuguesas, e a Santa Missa no Domingo, dia 15, às 9h00 de Portugal continental, vão ser transmitidas em direto pelo site do Patriarcado de Lisboa (www.patriarcado-lisboa.pt), a partir da emissão oficial da CTV, Centro Televisivo do Vaticano.

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