Na Tua Palavra |
D. Nuno Brás
Presença real
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Uma rã pode contentar-se com o seu pequeno mundo, reduzido ao fundo do poço onde nasceu e onde sempre viveu. Mas um ser humano não pode deixar de se interrogar sobre o significado do azul do céu que vê e que o interpela.

Não tenho dúvidas de que, de uma forma ou de outra, foi esta insatisfação com aquilo que se vê que conduziu os portugueses do século XV a lançarem-se na procura do desconhecido, mesmo que os tentassem convencer de que, para lá do que era possível avistar, “apenas existissem leões”.

Ao ser humano não basta a realidade do que se toca, escuta ou vê; aliás, essa realidade que lhe foi dada e que ele não criou convida-o sempre a ir mais longe, a procurar um sentido para a realidade exterior e para aquela interior que o transforma no eterno insatisfeito, único capaz de perguntar, de se interrogar e de interrogar tudo e todos os que se encontram à sua volta.

A realidade é bem maior que aquilo que pode ser medido, investigado pelas ciências naturais. Basta pensarmos no amor. Alguém, alguma vez, o encontrou “na ponta de um bisturi”?

Podemos, certamente, procurar na Eucaristia muitas realidades humanas de que a sua celebração se reveste: a fraternidade de uma refeição; o alimento que temos obrigação de partilhar com aqueles que não o têm; os laços que cria para o futuro entre aqueles que nela participam…

Contudo nenhuma dessas realidades é capaz de esgotar aquela outra que nunca poderia ter sido imaginada por nenhum homem porque vai no sentido contrário ao da natureza e da própria imaginação, e que apenas o Deus connosco poderia criar: “Isto é o meu Corpo, tomai e comei; este é o Cálice do meu Sangue, tomai e bebei”.

A presença real de Jesus Cristo ressuscitado na Eucaristia pode não ser vista pelos olhos da carne. Mas convida-nos a reconhecer o Senhor ao partir do Pão como sucedeu com os discípulos de Emaús. E convida-nos a ir mais longe, sempre mais longe: a viver cada vez mais no horizonte de Deus.

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