Lisboa |
XX Festival Diocesano da Canção Cristã
A noite em que se cantou a pureza de coração para se ver a Deus
<<
1/
>>
Imagem
Video

Era o vigésimo e prometia ser a valer, daqueles que enchem o coração. E nessa noite de 26 de setembro não se falou de outra coisa. No Festival Diocesano da Canção Cristã, cantou-se para louvar o Senhor.

 

A missão era concreta: encontrar a pureza de coração para poder vê-l’O. O pavilhão do colégio dos Salesianos de Manique, em Cascais, foi enchendo à medida que a noite ia caindo. Primeiro as bancadas, depois a plateia. Tudo composto e tudo pronto, com muito barulho, balões, letras e cartazes. “Viemos apoiar as nossas meninas, não é?”, diziam. Lá no palco, seriam treze as canções a concurso, interpretadas por mais de 90 participantes. Cátia dos Santos e Gonçalo Pereira, da paróquia de Odivelas, foram os simpáticos e talentosos apresentadores da noite. Cheios de sorrisos, deram as boas-vindas a todos os que quiseram estar ali e cederam o lugar ao padre Carlos Gonçalves, assistente do Serviço da Juventude de Lisboa. “É bom estarmos aqui”, dizia o padre Carlos, no palco. Lembrava que ali se expressava a fé em Cristo, numa busca pela “pureza de coração, para ver a Deus na natureza, nos outros, em nós mesmos”. Sempre com a esperança de que a festa fosse “um passo nessa direção”.

 

Um longo percurso

Foi assim que quiseram fazer todos os 90 participantes que naquela noite, entre muita alegria e um nervoso miudinho, deram tudo o que tinham quando apresentaram as canções que tinham percorrido um longo percurso até ali chegar. Foram horas de trabalho a compor a música, a escrever a letra, a ensaiar, a crescer, sempre inspirados na bem-aventurança “Felizes os puros de coração porque verão a Deus”, que deu tema ao festival. E isso notou-se de forma especial nesta edição. Uma a uma, as treze canções subiram ao palco, sempre recebidas com muitos aplausos. Cada grupo, à sua maneira, ocupava o palco para cantar a pureza de coração. Mais guitarra, menos voz, mais piano. Sempre muita alegria.

O ambiente era de festa e até houve tempo para um concurso “Quem quer ser beatinho?”. Tudo transmitido em direto no site do Patriarcado, para todos os que à distância quisessem acompanhar este momento marcante do ano para a pastoral juvenil.

Depois de se cantar tudo o que havia para ouvir, a banda “Os Diospiros”, que é como quem diz “Fogo de Deus”, pôs cada um dos presentes a cantarolar grandes êxitos antes de se anunciar aquilo que todos queriam ouvir.

A tarefa ‘ingrata’ coube ao júri composto pelo padre Tiago Neto, o jornalista Diogo Paiva Brandão, o estudante Pedro Silva Rei e a especialista em música Margarida Mendes. Feitas as contas, em 1º Lugar e com Melhor Música ficou a Vigararia de Lisboa IV, representada pela paróquia de São Sebastião da Pedreira. Cantavam “O coração puro segue Jesus, sem hesitar pegará na sua cruz. O coração puro segue Jesus, ouve a sua voz e verá a sua luz”.

Em 2º Lugar e com Melhor Interpretação ficou a Vigararia de Sintra (paróquia do Cacém). O 3º Lugar foi atribuído a Loures-Odivelas. Já o prémio de Melhor Letra foi direto para a Vigararia de Oeiras, representada por Linda-a-Velha.

“Esta música vencedora já não é de Lisboa IV, é de toda a Diocese de Lisboa”, foi uma das frases mais repetidas. A alegria de vencer era também a alegria de poder partilhar a canção com todos os que a quisessem fazer sua.

 

__________________

 

Do Vaticano, um português com sotaque

Este ano, o festival teve uma visita especial: o padre João Chagas, responsável pelo Sector Juventude no Pontifício Conselho para os Leigos, na Santa Sé. Colocando a missão em palavras simples, pode dizer-se que é o sacerdote que colabora mais diretamente com o Papa no sector da juventude.

O padre brasileiro subiu ao palco para se mostrar feliz com a mensagem do Papa Francisco posta em canções. Anunciou em primeira mão a publicação da mensagem do Santo Padre para a Jornada Mundial da Juventude próximo ano e convidou todos os jovens da Diocese de Lisboa a estarem presentes em Cracóvia, para a Jornada Mundial da Juventude, em 2016.

Também o padre Eduardo Novo, diretor do Departamento Nacional da Pastoral Juvenil, e D. Joaquim Mendes, Bispo Auxiliar de Lisboa, marcaram presença. “É uma alegria ver como os jovens comunicam a sua experiência e evangelizam através da arte”, contava D. Joaquim. Tudo para “chegar a Jesus Cristo, capaz de encher a nossa vida e o nosso coração”. 

 

__________________

 

Uma atuação do grupo de jovens da Achada (Mafra) marcou o início do Festival
(Veja todas as fotos do Festival em www.flickr.com/patriarcadodelisboa)

texto por Clara Nogueira; fotos por Filipe Amorim
A OPINIÃO DE
Pedro Vaz Patto
De entre as muitas mensagens que recebi sobre a pandemia do Covid-19, uma reteve especialmente a minha...
ver [+]

P. Gonçalo Portocarrero de Almada
Onde está a Igreja nesta guerra mundial, que é a pandemia do coronavírus? Está, como sempre esteve, na...
ver [+]

Visite a página online
do Patriarcado de Lisboa
Galeria de Vídeos
Voz da Verdade
EDIÇÕES ANTERIORES