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Nossa Senhora de Fátima no Patriarcado de Lisboa
“Maria é verdadeiramente a imagem e o ícone da Igreja”
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Na chegada da Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima ao Patriarcado de Lisboa, o Cardeal-Patriarca considerou que Maria é um exemplo para os cristãos “no acolhimento e seguimento de Jesus Cristo”. No Mosteiro de Alcobaça, D. Manuel Clemente desafiou ainda a ouvir “a voz que a Imagem Peregrina diz sem precisar de palavras”.

 

Foi com fogo-de-artifício, desde o castelo, que Alcobaça recebeu a Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima. “Maria, como disse o Concílio Vaticano II e antes do Concílio tanta gente o disse, é verdadeiramente a imagem, o ícone da Igreja, aquilo que nós todos devemos ser no acolhimento de Jesus Cristo, no seu seguimento, na sua oferta ao mundo, para glória de Deus Pai e no impulso do Espírito”, observou o Cardeal-Patriarca de Lisboa, na Missa que presidiu, no Mosteiro de Alcobaça, no final da tarde do passado Domingo, 17 de janeiro, o primeiro dia de Nossa Senhora de Fátima na diocese. “Aquilo que aconteceu em Maria, há dois mil anos e assim pôs Cristo no mundo e O seguiu na Terra até ao fim e agora com Ele na glória, é o que há de acontecer com todos nós, os cristãos. Porque esse Espírito que recebemos no Batismo foi esse mesmo Espírito que n’Ela operou inteiramente a oferta de Jesus Cristo, Senhor e Salvador de todos e de cada um”, apontou D. Manuel Clemente.

No Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça, com milhares de fiéis, esta foi uma celebração “preenchida de significado”, segundo o Cardeal-Patriarca. “Este lugar tem um significado particular. Tenho a certeza que São Bernardo, fundador dos Cistercienses, que mandou que se construísse este mosteiro, já lá vão oito séculos e meio, estará muito contente. Porque se havia devoção que enchia inteiramente o coração de São Bernardo era exatamente à Mãe de Jesus”, frisou D. Manuel Clemente.

 

Multidões que se levantam

A visita da Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima a todas as 17 vigararias do Patriarcado de Lisboa decorre desde o passado dia 17 de janeiro, até 7 de fevereiro. Organizada no âmbito do programa de preparação para o centenário das aparições de Nossa Senhora em Fátima, a visita da Imagem Peregrina tem como tema ‘Donde me é dado que venha ter comigo a Mãe do meu Senhor’ (Lc 1, 43).”O tema da visita é retirado da exclamação de Santa Isabel quando Maria a visita. Nós sabemos porque isso aconteceu e continua a acontecer. E sabemos de onde parte a visitação de Maria a Isabel e agora a nós, em todas as comunidades que a sua Imagem Peregrina visita também: vem de Deus! De Deus parte a vinda de Cristo ao mundo, de Deus parte aquela disponibilidade com que criou Maria na sua Imaculada Conceição, para depois ser a Mãe do Filho de Deus no mesmo mundo, de Deus parte tudo quanto é bom e nos leva a Deus por este envolvimento maternal no seguimento do seu Filho e Nosso Senhor, Jesus Cristo”, lembrou o Cardeal-Patriarca. ‘Donde me é dado que venha ter comigo a Mãe do meu Senhor’ é uma resposta que os cristãos “não devem apenas repetir” mas “consentir profundamente nos seus corações”. “Desde que somos cristãos, neste ‘cantinho’ do mundo tão abençoado, como é Portugal, a presença da Mãe de Jesus é tão forte, entrou tanto na nossa alma e nos nossos sentimentos mais profundos – até para além das fronteiras estritas da confessionalidade direta – que basta aparecer o seu sinal para que se levantem multidões e os corações se levantem também”, observou D. Manuel Clemente, sublinhando ainda que “quando pensamos e dizemos Maria não estamos a pensar em Alguém remoto, mas numa presença que, com Jesus, está connosco”.

 

Corações

No final da celebração, antes da partida de Nossa Senhora para o Santuário da Nazaré, o Cardeal-Patriarca apelou à escuta. “Em relação às necessidades, ansiedades, perplexidades, dificuldades, nossas ou dos nossos, diante de tudo isso, oiçamos a voz que aquela Imagem Peregrina nos diz sem precisar de palavras: ‘façam o que Jesus vos disser’, como Ela disse nas Bodas de Caná. E nós sabemos o que Jesus nos diz: amarmos a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos. E assim, esta visita de Maria, da Senhora de Fátima e da sua Imagem pelas nossas terras será sobretudo uma peregrinação pelos nossos corações”.

 

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Benedita: a porta de entrada de Maria em Lisboa

A paróquia de Nossa Senhora da Encarnação da Benedita foi a primeira do Patriarcado de Lisboa a receber a visita da Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima. “Ficámos muito gratos, e honrou-nos muito, termos sido a porta da diocese para Maria. A Benedita tem uma história muito particular com Nossa Senhora – a padroeira é a Virgem Maria – e já vem de há muito tempo a devoção à Mãe de Jesus”, manifesta, ao Jornal VOZ DA VERDADE, o pároco da Benedita, padre Gianfranco Ventura Bianco.

Foram milhares de fiéis, incluindo crianças, que na tarde do passado Domingo, 17 de janeiro, quiseram receber Maria, vinda da igreja de Rio Maior, na Diocese de Santarém. Nossa Senhora foi acompanhada por D. Nuno Brás, Bispo Auxiliar de Lisboa, e por cerca de 80 motoqueiros dos vários clubes da zona, “que fizeram questão de ‘escoltar’ Maria”, segundo o padre Gianfranco. “A visita da Imagem Peregrina trouxe muita alegria e fez com que as pessoas se mobilizassem todas e houvesse também uma grande preparação durante a semana”, revela este sacerdote, de 43 anos, lembrando que desde a última visita de Nossa Senhora à Benedita, “talvez nos anos 50”, que a paróquia tem “várias pequenas Imagens de Maria que andam de casa em casa”. A catequese paroquial “foi também mobilizada” para receber Nossa Senhora e a paróquia fez “propositadamente um cântico para este acontecimento, com letra e música própria”.

O padre Gianfranco partilha ainda “um episódio emocionante” que “está a marcar” a presença de Maria na Benedita. “Impressionou muito, a toda a gente, a situação de um miúdo, que perdeu a visão aos 3 anos devido a um tumor na cabeça, que quis tocar no carro de Nossa Senhora para pedir uma graça especial. Ele vem à Missa com os pais e à catequese e quando soube que Maria vinha cá quis tocar para Ela dar-lhe a vista outra vez”, conta.

  

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O homem que ‘conduz’ Maria pela diocese

Chama-se António Augusto, tem 41 anos, e é o condutor do carro que leva Nossa Senhora de Fátima pelas paróquias do Patriarcado de Lisboa. “É um sentimento único, um orgulho!”, refere, emocionado, ao Jornal VOZ DA VERDADE. Faltam as palavras a este paroquiano da Silveira, em Torres Vedras, quando pensa na missão que a Igreja Diocesana lhe pediu. “Eu nem queria acreditar quando me convidaram para fazer este serviço e a cada dia que passa continua a custar-me acreditar. É uma emoção muito grande”, salienta António Augusto, devoto de Nossa Senhora de Fátima.


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Programa semanal da visita da Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima a Lisboa

 

VIGARARIA DE ALENQUER

25 de janeiro (segunda-feira)

08h00 - Carregado

11h30 - Alenquer

12h15 - Merceana

 

VIGARARIA DE TORRES VEDRAS

25 de janeiro (segunda-feira)

16h00 - Ereira

16h30 - Maxial          

17h30 - Outeiro

18h00 - Campelos

19h00 - Ramalhal

19h45 - Monte Redondo

20h15 - Matacães

21h00 - Torres Vedras

 

26 de janeiro (terça-feira)

10h30 - Carvoeira

11h15 - São Domingos de Carmões

11h45 - Dois Portos

12h30 - Runa

13h15 - Turcifal

14h00 - Freiria

14h45 - São Mamede

15h30 - Ponte de Rol

16h30 - A-dos-Cunhados

17h15 - Vimeiro

17h45 - Maceira

19h00 - Seminário de Penafirme

 

27 de janeiro (quarta-feira)

10h30 - Silveira

11h15 - São Pedro da Cadeira

 

VIGARARIA DE MAFRA

27 de janeiro (quarta-feira)

12h00 - Encarnação

12h40 - Santo Isidoro

13h20 - Sobral da Abelheira

13h50 - Azueira

14h30 - Gradil           

15h00 - Vila Franca do Rosário

15h30 - Enxara do Bispo

16h30 - Milharado

17h30 - Venda do Pinheiro

18h30 - Malveira

19h00 - Alcainça

20h00 - Mafra           

 

28 de janeiro (quinta-feira)

10h00 - Carvoeira

10h45 - Ericeira

11h30 - Igreja Nova

12h00 - Cheleiros

 

VIGARARIA DE SINTRA

28 de janeiro (quinta-feira)

12h30 - Montelavar  

13h15 - Pêro Pinheiro           

14h00 - Almargem do Bispo

14h45 - Mira-Sintra

15h30 - Agualva

16h15 - São Marcos

17h00 - Cacém

18h00 - Rio de Mouro

 

29 de janeiro (sexta-feira)

08h00 - Rio de Mouro           

09h00 - Algueirão

10h00 - Terrugem

11h00 - São João das Lampas

12h00 - Colares

13h00 - Sintra

14h45 - Linhó

 

VIGARARIA DE CASCAIS

29 de janeiro (sexta-feira)

16h00 - Talaíde

17h00 - Tires

18h00 - Bairro Calouste Gulbenkian

19h00 - São Domingos de Rana

 

30 de janeiro (sábado)

09h30 - Parede

10h15 - Igreja da Boa Nova

13h30 - Cascais

14h30 - São João do Estoril

15h30 - Salesianos do Estoril

 

31 de janeiro (Domingo)

09h30 - Maristas de Carcavelos

 

VIGARARIA DE OEIRAS

31 de janeiro (Domingo)

12h00 - Nova Oeiras

13h35 - São Julião

14h00 - Oeiras          

14h30 - Paço de Arcos

15h00 - Caxias

15h25 - Porto Salvo

15h50 - Barcarena

16h20 - Queijas

16h45 - Carnaxide

17h15 - Outurela

17h40 - Linda-a-Velha

18h05 - Algés

19h00 - Cruz Quebrada

21h00 - Santuário da Senhora da Rocha

texto e fotos por Diogo Paiva Brandão
Na Tua Palavra
Não nos separemos d’Ele!
por D. Nuno Brás
A OPINIÃO DE
P. Gonçalo Portocarrero de Almada
Erram os que pensam que o mistério da paixão e morte de Cristo é algo passado e que, portanto, não lhes diz respeito.
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P. Nuno Amador
Quando as mulheres foram ao sepulcro de madrugada, o primeiro sinal que encontraram foi o túmulo vazio.
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