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Encerramento em Roma do Ano da Vida Consagrada
‘Vida Consagrada em União’
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Aqui deixamos o testemunho de Ausenda Pires, ov (consagrada na Ordem das Virgens), que teve a oportunidade de participar nas actividades com que se encerrou, em Roma, o Ano da Vida Consagrada.

 

Nos passados dias 28 de janeiro a 2 de fevereiro ocorreu, em Roma, um encontro para todos os consagrados do mundo com o tema: ‘Vida Consagrada em União’. Eu tive oportunidade de ir no dia 30 e ficar até ao fim.

No primeiro e nos dois últimos dias, o programa foi igual para todas as formas de vida consagrada, mas nos dias 29, 30 e 31 houve encontros específicos para cada forma. O encontro terminou com a celebração da Missa com o Santo Padre, a propósito do encerramento do Ano da Vida Consagrada.

No encontro da Ordem das Virgens, pude ver virgens consagradas dos cinco continentes. São mais de 4000 em todo o mundo e, apesar do Rito de Consagração só ter sido revisto e restaurado há menos de 50 anos, desde há 2000 anos que sempre houve mulheres a serem consagradas pelos seus Bispos para o serviço da Igreja e para serem sinal da Igreja Esposa de Cristo. De facto, a variedade de virgens consagradas no mundo dá nota (logo visual) do que é a Catolicidade da Igreja! Cada uma torna visível, por um lado a sua cultura e o seu trabalho no meio do mundo e, por outro, a sua esponsalidade com Cristo!

 

Painel

Nestes dias, ouvimos vários testemunhos de virgens consagradas de todo o mundo (até na China) e também houve palestras formativas muito ricas, dadas por virgens consagradas teólogas de vários países.

No penúltimo dia, no dia 1 de fevereiro, houve um encontro com o Santo Padre na Aula Magna, e antes houve um painel, moderado pelo P. Federico Lombardi, com um representante de cada forma de vida consagrada. Deixo um pequeno resumo do que cada disse acerca do que é a vida consagrada, tendo em conta a sua forma própria e o tempo actual.

Começou por falar a Irmã Carmen das Irmãs Missionárias de Nossa Senhora de África que referiu três traços essenciais da vida apostólica: (1) o encontro com o Ressuscitado; (2) a vida comunitária, que, nesta altura, está a sofrer uma reestruturação; (3) a radicalidade da missão.

Depois o Irmão Emili Turú dos Maristas falou da importância de se ir às periferias também da Igreja, ou seja, de estar com aqueles que se sentem excluídos da Igreja. Na sequência disto, referiu também a importância da boa preparação para tal, pois as fronteiras (sejam elas quais forem) são sempre lugares perigosos. No entanto, às vezes morre-se por excesso de prudência e é necessário, ou melhor, somos chamados a ser homens e mulheres da Instituição mas profetas no meio do Povo. Ele chamou também à atenção para o clericalismo que, como diz o Papa Francisco, é um vírus generalizado, mas que segundo o irmão, não atinge só os homens. Contra este vírus ele propôs que façamos sobressair a fraternidade, as relações horizontais mais que as verticais. Chamou também à atenção para a vida espiritual e para a importância de se dar profundidade à vida apostólica para não se cair num ativismo.

De seguida, falou a Monja Ester da Ordem de São Bruno. Começou por explicar que este era o primeiro encontro para os irmãos de clausura. [Na verdade, o Santo Padre escreveu a todos os mosteiros de clausura dando autorização para que fossem ao encontro e assegurando a estadia em Roma. As irmãs e os irmãos de clausura só tinham de arranjar as viagens. Por isso, Roma foi invadida por manjas e monges de clausura nesses dias!!] Ela disse que se sentia como um peixe fora de água por ter de falar para tanta gente, mas que na verdade não estava fora de água pois estava na água da Igreja. Depois continuou dizendo que, nesses dias, viam a utilidade da sua inutilidade! Referiu também que, se o Papa bento deu um grande contributo à vida monástica por ser ele próprio um monge, o Papa Francisco deu um passo em frente no chamamento à autenticidade. “Os estereótipos fazem-nos mal, principalmente a nós”, dizia a monja, “é importante sermos o que somos verdadeiramente.” Dizia também que é típico haver uma “angelicação” das monjas e que era preciso combater isso.

Em quarto lugar falou a leiga consagrada Olga Krizova, polaca, representante dos Institutos Seculares. Afirmou ela que não se trata apenas de se ser consagrado no meio do mundo mas de se alimentar do mundo, reconhecer a presença de Deus no mundo, voltar à criação, contemplar a obra de Deus no mundo. Falando dos conselhos evangélicos, referiu que por vezes a pobreza é expressa por uma grande vulnerabilidade no meio das realidades temporais e que a obediência é a obediência da vida como ela se apresenta. Na verdade, estas formas de vida não têm obras visíveis, nem a própria consagração o é, mas porque são sinais do quão misteriosa é a presença de Deus em cada um de nós. De facto, o mundo não se salva de fora, mas de dentro e eles dão testemunho da radicalidade do evangelho no ceio do mundo.

 

Pertença

Quase a terminar, falou a Paola da Ordem das Virgens que descreveu esta forma de vida consagrada numa palavra: Pertença. Pertença, em primeiro lugar, a Jesus como esposa. Pertença à Igreja Diocesana, ao Bispo, na oração pessoal e litúrgica e sendo sinal no mundo da Igreja que é feminina, mãe, esposa. A Paola referiu também que o confronto com o Rito da Consagração é um passo importante no discernimento vocacional, por ser ele próprio a regra de vida da virgem consagrada. Disse também que a virgindade é profecia. Por fim, referiu que a nossa vocação é pessoal, mas que pertencemos a uma Ordem e juntas somos sinal da Igreja particular e Universal.

Por fim, falou a Anna da Comunidade das Beatitudes, como representante das novas formas de vida consagrada. Infelizmente não pude acompanhar o testemunho dela até ao fim, mas ela começou por dizer que estas novas formas são sinal de que a vida cristã, a vida de santidade é para todos.

 

Primeiro rezar

No dia seguinte, celebramos, então, a Missa com o Santo Padre. Sei que todos temos acesso à homilia, por isso realço apenas o que o Papa Francisco veio dizer aos que estavam na Praça de São Pedro por não haver lugar para todos na Basílica (que foi o meu caso). O Santo Padre disse-nos (novamente) para fazer sempre memória do primeiro encontro com Jesus e daquele amor primeiro que nos fez deixar tudo para O seguir, e para nos lembrarmos sempre que a nossa primeira missão como consagrados é... rezar! De resto, trabalhemos serenamente... mas, primeiro, vem a oração!

 

Um abraço em Cristo, Aquele que nos une!

Ausenda, ov

 

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Pré-Seminário

4 a 6 de março – Retiro Vocacional para rapazes do 12º ano e universitários (no Seminário de Caparide)

20 a 22 de março – Estágio de Páscoa: para rapazes do 7º e 8º anos

29 de março a 1 de abril – Campanário de Páscoa: para rapazes do 9º, 10º e 11º anos.

 

Informações: em www.preseminariodelisboa.net

Inscrições: 965187486 ou preseminariodelisboa@gmail.com

  

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Luzeiro de Páscoa

 

18 a 21 de março – Luzeiro de Páscoa: para raparigas do 7º, 8º e 9º anos

18 a 21 de março – Luzeiro de Páscoa: para raparigas do 10º, 11º e 12º anos

 

Os Campos Vocacionais para Raparigas são tempos de catequese e convívio, oração e partilha, trabalho e jogo, meditação e distração para aprender a escutar Deus, e conhecer o projecto de vida que sonha para ti, e a construir a vida como resposta alegre e fiel a Deus.

 

Sector de Animação Vocacional (informações e inscrições em www.vocacoesxpto.net)

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