Missão |
Ana Mano, Associação Rosto Solidário
Missão é para sempre!
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Ana Mano nasceu a 29 de novembro de 1991 em Barcelos. Viveu até aos 9 anos de idade numa aldeia de Barcelos onde cresceu perto da sua família. Aos dez anos mudou-se para o centro da cidade que considera ter-lhe trazido enormes oportunidades. É licenciada em Turismo e mestre em Marketing e Negócios Internacionais. É escuteira desde os dez anos. Em 2015 partiu em missão por um mês para Angola com a Associação Rosto Solidário.

 

O Escutismo e a descoberta da Associação Rosto Solidário

Com 10 anos de idade, Ana entrou para o Agrupamento 13 – Barcelos do Corpo Nacional de Escutas e desde então tem sido uma escola de vida: “até hoje preparei e fiz inúmeras atividades, acampei nos mais diversos sítios, liderei equipas, aprendi a definir os meus próprios objetivos e a planear o necessário para os alcançar e, principalmente, aprendi a viver em comunidade, respeitando os outros e agindo numa perspetiva de serviço.” Foi no seio do movimento escutista que surgiu o sonho de partir em missão para um país africano. Um sonho que se concretizou numa oportunidade quando Ana, num convívio fraterno em Eirol, conheceu uma voluntária passionista que lhe deu a conhecer a Associação Rosto Solidário e as suas missões em Angola.

 

A partida para Angola

No dia 1 de Agosto de 2015, Ana partiu para Angola, juntamente com outras duas voluntárias passionistas, a Verónica e a Bárbara: “parti com vontade e alegria, o mais importante a levar na bagagem!”. Foi um tempo novo, de descoberta de uma nova realidade: “descobri um povo cheio de dificuldades principalmente educativas e de higiene. E descobri um povo cheio de vida e alegria, que não se queixa incessantemente da mais ínfima contrariedade que a vida lhes traz as quais, pelo contrário, para eles são tantas e tão grandes. Descobri um povo amoroso, sempre com um sorriso na face, pronto a dar o que tem por pouco que seja, com uma vontade enorme de aprender.”

Durante o seu tempo de missão, Ana deu aulas de trabalhos manuais e de alfabetização aos mais novos, deu cursos específicos de Informática e de Recursos Humanos aos mais velhos e visitou várias comunidades cristãs onde deu formação sobre higiene e saúde, estando também ao serviço do centro educativo que a acolheu (CESA). O dia-a-dia com uma realidade completamente diferente fez Ana perceber e olhar para a vida e o quotidiano com um novo olhar: “o povo angolano ensinou-me a aceitar de forma mais tranquila as circunstâncias que a vida nos traz e a olhar para as preocupações diárias de uma forma mais ligeira, com mais amor e numa perspetiva de que tudo são desafios que nos fazem orientar o nosso caminho.”

Desde tempo de missão, Ana recorda os quatro ingredientes fundamentais para o sucesso de qualquer missão: “tempo para os outros, tempo para refletir, tempo para parar, tempo para rezar.”

 

O regresso a casa

Regressar a casa foi para a Ana a experiência mais difícil pois o olhar renovado pela missão fez encarar o dia-a-dia e a realidade de uma maneira diferente: “depois de ver o que vi, de sentir o que senti, de conhecer quem conheci, voltar e ver onde e como vivo é o mais difícil de aceitar… não me sentir em casa na minha própria casa. Tanto espaço… tanta coisa... Mas sei que isso faz também parte da experiência e com isso irei também crescer.”

Hoje, Ana acumula o trabalho numa empresa de gestão e organização de eventos, com a participação nas diversas atividades promovidas pelo grupo de voluntariado passionista, associado à Rosto Solidário. “Neste momento a minha missão principal aqui é ajudar os próximos a ir em missão e a viver aquilo que eu vivi. Se quero voltar? Quero! Quero muito! Quero dar mais um bocadinho de mim numa futura missão fora, em África ou onde surgir a oportunidade. Mas desta vez, por mais tempo… apesar de que missão, missão é para sempre!”

texto por Emanuel Oliveira Soeiro, FEC – Fundação Fé e Cooperação
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