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Cardeal-Patriarca de Lisboa analisa ‘Amoris laetitia’
“A família como embrião e escola da sociedade”
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O Cardeal-Patriarca considerou que a Exortação apostólica pós-sinodal ‘Amoris laetitia’ (‘A alegria do amor’) é “um documento sobre a família”. Na conferência de imprensa em Lisboa acerca do texto do Papa Francisco, D. Manuel Clemente destacou o “apelo à Igreja” para “corresponder ainda melhor” à “importância que a família deve ter”.

 

Lembrando que participou nas duas sessões do Sínodo sobre a família, que decorreram no Vaticano em 2014 e 2015 e que deram origem à nova Exortação apostólica do Papa, o Cardeal-Patriarca sublinhou que “é a família” que está na base de ‘Amoris laetitia’. “O tema deste documento é a família, embora saibamos – porque isso preocupa muitas pessoas – que o que tenha sido mais versado pela comunicação social em geral, quer aqui, quer em Itália, quer um pouco por todo o lado, sejam aquelas problemáticas ligadas à situação dos divorciados recasados no que diz respeito aos sacramentos, ou a atitude em relação às pessoas com tendência homossexual. Mas estas não foram as temáticas que ocuparam mais tempo na reflexão sinodal”, garantiu D. Manuel Clemente, insistindo: “Quando lemos a Exortação, encontramos muita matéria de reflexão acerca do lugar da família como primeira vinculação da sociedade – e que hoje, por variadíssimas razões tem muita dificuldade em manter-se. O Papa insiste muito na família como embrião e como escola da sociedade e do que a sociedade deve ser, na sua complementaridade e na sua riqueza partilhada. Esta é a grande apresentação de fundo da temática familiar: a família é um bem importante para a sociedade e na tradição bíblica em que a Igreja Católica se inclui ela também tem uma definição específica”.

No Mosteiro de São Vicente de Fora, em Lisboa, o Cardeal-Patriarca destacou ainda, da Exortação, o “apelo aos homens e mulheres da Igreja, os agentes pastorais em geral e os pastores em particular”, para se “corresponder ainda melhor” à “importância que a família deve ter”. “Insistir-se muito mais e dedicarmo-nos ainda mais à preparação das famílias, ao acompanhamento das famílias, a evitar tanto quanto possível as ruturas e a recuperar aquilo que possa ser recuperado, nunca esquecendo esse ideal familiar como central para a vida da Igreja e como oferta da Igreja à sociedade em geral”. D. Manuel Clemente considerou, por isso, que este documento “vai induzir muita aplicação pastoral”.

Aos jornalistas, no passado dia 8 de abril, data em que ‘Amoris laetitia’ foi apresentada no Vaticano, o Cardeal-Patriarca lembrou que, “sobre os pontos que foram mais mediatizados”, deve “ser lido, com cuidado, o capítulo oitavo, que se refere a essas temáticas das ruturas conjugais”. “O Papa, em termos de decisão, não quer – expressamente não quer – adiantar novidades. Isso vem expresso no número 300”. D. Manuel Clemente sublinha que Francisco apela aos Bispos para reforçarem o discernimento, porque nem todos os casos são iguais. “O Papa diz: ‘Eu não vou adiantar norma nenhuma em relação a estas situações, eu quero é que tenhamos todos, ainda mais, um outro olhar, um olhar de discernimento, de perceber que as situações não são iguais, que em termos de responsabilidade também não e que as pessoas devem ser atendidas na particularidade de cada caso’”.

 

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Conferência de imprensa transmitida em direto pelo Facebook

Pela primeira vez, o Departamento da Comunicação do Patriarcado de Lisboa transmitiu um evento em direto através da sua página no Facebook (www.facebook.com/patriarcadolisboa). No passado dia 8 de abril, a partir do Mosteiro São Vicente de Fora, foi transmitida por esta rede social a conferência de imprensa do Cardeal-Patriarca acerca da nova Exortação apostólica do Papa Francisco, ‘Amoris laetitia’. O vídeo está agora também disponível no canal do YouTube da diocese (www.youtube.com/patriarcadolx).

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