Na Tua Palavra |
D. Nuno Brás
Esculturas vivas de Deus
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Muito mais que preocupado em resolver as questões colocadas pela “agenda mediática” (que, de uma forma ou de outra foram dominando as notícias que se dizia virem das recentes Assembleias dos Sínodos dos Bispos), a Exortação Apostólica do Papa Francisco “A alegria do amor” é antes um hino ao amor que se vive nas famílias. Mais: é um incentivo a que os cristãos não desistam da família – da sua e de todas as famílias – e do seu modo tão próprio de viver.

Certamente: a família não foi inventada por Jesus. Ela faz parte da natureza humana. Mas existe um modo cristão de viver a vida familiar: aquele onde o Evangelho está no centro da vida, com todas as suas exigências e com todas as suas alegrias, e que, segundo o próprio Jesus, está mais conforme com a realidade do “princípio”, com o modo como Deus tudo pensou (“no princípio não era assim” – disse o Senhor a quem lhe perguntava pela possibilidade de divórcio: Mt 19,8).

Tão grave como o pecado – sempre presente na vida humana e, por isso, sempre presente na vida de qualquer família – é a tentação de pensar que, daí para a frente, tudo fica comprometido; que já não existe solução. Ou, então, aquela outra tentação de recordar constantemente o mal praticado, não deixando que as feridas se curem com o passar do tempo e, sobretudo, com o amor vivido e partilhado. A vida de uma família não pode ser construída na base de um “não”. A vida de qualquer família só pode assentar num “sim” (em muitos “sins”, sempre retomados).

Não espanta pois a afirmação do Papa – que, sem trazer novidade doutrinal, resume bem toda a Exortação: “O casal que ama e gera a vida é a verdadeira ‘escultura’ capaz de manifestar Deus criador e salvador” (AL 11). Essa é a maravilha da vida familiar: por meio das famílias, em cada minuto que passa, Deus mostra-se presente, atuante na história e no mundo. É por isso que “a alegria do amor que se vive nas famílias é também o júbilo da Igreja”.

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