Lisboa |
Ordenações de Presbíteros, neste Domingo
Fazer caminho com os outros
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São sete os jovens que neste Domingo, 26 de junho, vão ser ordenados sacerdotes para a Diocese de Lisboa, nos Jerónimos, numa celebração presidida pelo Cardeal-Patriarca, D. Manuel Clemente. Bernardo, Joaquim, Marcos, Rodrigo e Tiago, do Seminário dos Olivais, e Miguel e Thiago, do Seminário ‘Redemptoris Mater’, mostram o desejo de caminhar em Igreja com as pessoas.

 

 

“Alegria de poder servir”

Bernardo Trocado

27 anos, Estoril

“Ainda vou ver alguém à frente do altar!” – Esta “boca”, segundo Bernardo, vinda do então pároco do Estoril, padre António Teixeira, desmontou o pensamento de deste jovem, então com 21 anos. “Como cristão, estava feliz da vida, mas a perspetiva de ser padre não a tinha”.

Natural de Cascais, Bernardo foi batizado no Estoril mas só quando entrou na universidade é que começou a “redescobrir a paróquia”. Num campo de férias, ao qual a sua família sempre esteve ligada, descobriu “a alegria de poder servir”. Após uma dinâmica onde era pedido para se escreverem “frases nas cruzes” que eram produzidas, Bernardo acaba por perder a dele e, quando encontrou outra, no chão, no último dia do campo de férias, a palavra que lhe calhou foi “coragem”. Perante este sinal, foi contar ao padre Ricardo Neves, seu diretor espiritual, “o que ia dentro” de si. “Foi estranho dizer isso, mas foi bom porque ele serenou-me bastante”, recorda.

Chegado de Erasmus, no seu terceiro ano da licenciatura em Economia, Bernardo disse à sua família – pais e mais três irmãos – que iria entrar no seminário. “Foi tudo muito bom, sereno e tranquilo. A família foi a grande transmissora da fé. Foi o primeiro contacto do amor de Deus, sem o saber”, conta Bernardo, que pouco tempo depois viu também o seu irmão gémeo, Luís, a seguir o mesmo caminho. “Não foi inveja... (risos) Acho que ele já andava a rezar isso com calma, até antes de mim”, afirma.

A adaptação a uma vida de seminário, com ritmos próprios, fez-se por procurar “estar sempre inteiro”, mesmo sabendo que nem sempre foi possível. “Houve tribulações que vieram, sobretudo nos dois primeiros anos... pela vida comunitária, pelo auto conhecimento que implica o caminho. Também de olhar para mim e ver que não sou nada de especial... Se calhar por achar que tinha tomado uma decisão incrível e depois tomamos conta que somos muito frágeis”, revela.

No trabalho pastoral que realizou, Bernardo começa por destacar a noção que ganhou, enquanto colaborou no pré-seminário, de que “ é possível pôr pessoas a fazer caminho. Aprendi a ter muita paciência nos itinerários que são misteriosos para cada rapaz”. Na paróquia de Monte Abraão, em Sintra, “tem sido um contacto humano muito rico. Vejo pessoas com um sentido comunitário muito forte, empenhadas”.

Ordenado num tempo de misericórdia e em contexto de Sínodo Diocesano, Bernardo afirma que a Igreja pode esperar dele “uma grande paixão por quem está mais longe, especialmente daqueles que, mesmo às ‘apalpadelas’, não encontram a fé”. “Espero que a Igreja conte com a minha santidade porque é isso que faz a diferença. Espero que Ele me conceda esse dom”.

 

 

“Ajudar mais as pessoas” foi a melhor proposta

Joaquim Loureiro

30 anos, Massamá

De Almeida para Lisboa. Assim foi a viagem de Joaquim Loureiro que, aos 10 anos, deixou a Guarda, de onde é natural, para ir estudar para os Pupilos do Exército. O pároco de Massamá, padre Luís Cláudio, amigo de infância dos seus pais, abriu-lhe a porta de sua casa e da paróquia aos fins-de-semana. “A questão de ser padre nunca foi posta como questão prioritária”, aponta Joaquim, que começou logo a trabalhar na banca assim que concluiu a licenciatura em Contabilidade e Administração, aos 21 anos. “Tinha uma ambição de carreira. A questão vocacional, começa pelo facto de não ir pensando muito se queria casar ou não”. Foi então que, com direção espiritual e a sua participação na paróquia, Joaquim se questionou sobre “qual seria o projeto de Deus”. “Sentia que queria ajudar mais as pessoas. Na banca ajudamos se tiverem possibilidades... Não há almoços grátis”, lembra.

Em 2010, a visita do Papa Bento XVI marca a sua decisão de entrar no seminário. Decisão essa que só muito tarde, já “no limite” foi comunicada. “A minha mãe ficou muito contente, mas ao meu pai, só lhe disse em Agosto, já prestes a entrar. O meu irmão disse que só se casaria se um dia eu fosse para padre... mas ainda não casou... (risos)”, refere Joaquim Loureiro.

Deixou de lado o “medo de voltar a estudar” e rejeitou duas propostas “atrativas e feitas com muita persistência”, por parte de outros bancos. “Estou com outro projeto!” – contestava Joaquim. Quando foi contar ao seu responsável a decisão de se despedir para entrar no seminário e estudar Teologia, já o aguardava uma proposta contratual muito melhorada. No entanto, face à decisão, o diretor garantiu-lhe que “quanto a isso, não podia fazer nenhuma proposta”. “Apoiou-me e tratou pessoalmente do meu processo”, revela.

Do tempo em seminário destaca a importância da direção espiritual e, face aos momentos menos bons, contesta dizendo que “um caminho sem tribulações não é um caminho certo”. No trabalho pastoral, passou por “realidades muito diferentes”: o pré-seminário e paróquias de Sobral de Monte Agraço, Sapataria, Arruda dos Vinhos e Portela.

Como sacerdote, o futuro padre Joaquim deseja viver como “cooperador ativo do Bispo”. Num tempo de mudança na Igreja, considera como “trabalho fundamental”, tornar possível a “construção nova das comunidades cristãs”, sabendo que “não somos uma Igreja de multidões mas de cristãos”.

 

 

“Não ser estorvo à graça de Deus”

Marcos Martins

33 anos, São Nicolau

Quando Marcos Martins entrou na Universidade Católica para estudar Filosofia achou que “seria um bom instrumento para ajudar a responder aos problemas” que fosse tendo na vida, mas estava longe de pensar que, numa ida à capelania da universidade, ia encontrar a resposta que precisava. Aquando o fim do curso de quatro anos, e já a colocar-se a possibilidade de dar aulas, Marcos sentia-se “muito vazio” e “numa ânsia”. Desceu à capela da universidade para ir à Missa, onde conheceu o capelão, padre Hugo Santos. “Comecei a ir à Missa todos os dias”, revela. No entanto, mesmo aí, a questão vocacional não fazia parte dos seus planos. Agora, prestes a ser ordenado sacerdote, Marcos recorda os “vários toques de Deus” na sua vida, que o fizeram despertar para a vocação. O primeiro aconteceu, por intermédio de um amigo, que brevemente também será ordenado padre jesuíta. “Depois de um grande debate que tivemos, disse que gostaria que desse catequese com ele. Nunca tinha falado da fé a ninguém... tinha apenas 19-20 anos. Isso fez-me aprofundar a fé”, aponta.

Dos ensinamentos recebidos em família, Marcos Martins recorda o facto de, todas as noites, a mãe “se ajoelhar e rezar” com ele. “Na altura não dei muito valor, mas ao longo dos tempos fui recuperando isto”. Natural de Lisboa, o futuro sacerdote tem quatro meios-irmãos e viveu, nos últimos anos da sua adolescência, em Alfornelos. Foi aluno do Colégio Pio XII, “onde ia à Missa”, e do Externato Marista de Lisboa, onde completou a iniciação cristã.

Do que conhecia do seminário, “não tinha uma visão positiva e olhava até com desconfiança e preconceito”. Quando entrou no seminário, Marcos revela ter ficado “deslumbrado e apaixonado” pelo que viu. Não obstante, a ‘lua-de-mel’ acabou na passagem para o 2º ano. “Foi um ano muito complicado, difícil, com amigos a sair do seminário. Experimentei uma ideia extraordinária e perfeita para cair na realidade e sair dessa ilusão... para começar a construir um caminho com raízes”, aponta.

Por entre paróquias da cidade, como o Alto do Lumiar, e rurais, como Arruda dos Vinhos, Sobral de Monte Agraço, Arranhó e também, já como diácono, o pré-seminário, Marcos foi encontrando no trabalho pastoral gente “muito carente de Deus”. “Quando falava nas paróquias as pessoas desejavam alguém que lhes desse esperança, que as conduzisse para serem felizes”. No pré-seminário, o “desafio” foi o de não tentar “traduzir na vida dos outros o que se passou na minha”, revela Marcos Martins, que se põe agora ao serviço da Igreja de Lisboa, esperando “não estorvar ou ser empecilho à graça de Deus” e “morrer para que outros tenham vida”.

 

 

“Onde Ele for, aí vou eu”

Miguel Cavaco

27 anos, Barrancos

Quis ir para a faculdade para ser engenheiro bioquímico, mas: “Nunca lá meti um pé”. No dia em que soube da colocação na universidade, foi enviado para o Seminário ‘Redemptoris Mater’ de Lisboa. Para Miguel, tudo começou com uma Jornada Mundial da Juventude, em Colónia, na Alemanha, em 2005. Num encontro vocacional, com os iniciadores do Caminho Neocatecumenal, Miguel Cavaco notou que, na sua vida, começam a “crescer duas árvores: a chamada ao seminário e estudar Ciências”. De Colónia para a frente, a vocação “foi-se confirmando”.

Filho único, numa terra pequena com aproximadamente 1800 habitantes, a primeira vez que foi à Missa tinha 7 anos e foi acompanhado por uma tia. No entanto, a mãe sempre o ensinou a rezar. “Aquelas Avé Marias e Pai Nossos, que rezávamos antes de dormir, foram fundamentais”, realça. Miguel entrou na catequese, começou a ser acólito. Em 2000, após a morte daquele que foi, durante 56 anos, pároco de Barrancos, a vila do distrito de Beja recebe um novo sacerdote, padre José Alberto, natural da Vidigueira, mas formado num Seminário ‘Redemptoris Mater’ no Japão. Nesse período, e sendo acólito, Miguel vê a sua mãe regressar à Missa. “Numa terra pequena era muito bonito ver o filho no altar”, graceja. Em 2002, a sua mãe “insiste” para que vá com ela assistir a “umas catequeses”. “Fui ‘arrastado’ pela minha mãe e, com 13 anos, fiz o convívio que deu início à minha comunidade neocatecumenal”, recorda. Anos mais tarde, na primeira noite que passou no seminário, Miguel Cavaco recorda-se bem do choque. “A primeira noite foi terrível. Quando tocou o sino às 5h45, pensei: ‘Onde é que eu vim parar!!’ Lembro-me de abrir a Bíblia e ler: ‘Não fostes vós que me escolhestes, mas fui Eu que vos escolhi’. E eu pensei: ‘O que posso fazer contra isto? Não posso lutar contra o Senhor’. Tem sido assim no seminário”, refere.

Trabalhou numa paróquia de Madrid, na preparação da JMJ’2011 e, depois, dois anos no México. Em Portugal, já como diácono, realizou o seu trabalho pastoral na paróquia da Benedita. Daquele lugar, Miguel guarda uma reflexão: “A primeira coisa que fazemos a uma criança, no dia do Batismo, é dar-lhe uma cruz. Todos nós carregamos essa cruz que nos foi entregue no Batismo... mas nesse dia também nos foi dado o Espírito Santo para nos ajudar a carregar essa cruz. O que tenho visto na Benedita é isso: muita gente com cruzes enormes, por isso é necessário tentar mostrar Cristo que vem para nos dar a vida e que nos quer ricos do seu Espírito”. Miguel Cavaco manifesta ainda um desejo para a sua nova vida como sacerdote: “Deixar Deus trabalhar em mim. Onde Ele for, aí vou eu!”

 

 

“Fazer-me útil para os outros”

Rodrigo Alves

25 anos, Terrugem

“Não queria nada com isto”. Foi assim que ao 6º volume, Rodrigo Alves deixou a catequese da sua paróquia, Terrugem. Mais tarde, o seu irmão que na época estava no seminário convidou-o para um campanário do pré-seminário e acabou por ir e gostar. Numa altura em que a inquietação vocacional se tornava mais presente, a caminhada em pré-seminário “deu um impulso para entrar no seminário”. “Havia alguma inquietação, ao olhar para a minha comunidade e pensar que talvez o Senhor me quisesse padre. Não se trata de ser imprescindível para os outros mas fazer-me útil para os outros”, revela Rodrigo.

Em casa, com a mãe, a decisão não foi um choque porque contou com o “‘sintoma’ de já ter tido outro filho no seminário”. Com o pai, separado, o caminho foi diferente. “Fui fazendo-o participar desta caminhada. De alguma maneira, os objetivos de felicidade que um pai tem para um filho foram sendo cumpridos, na lógica de que há caminho feito aqui que corresponde àquilo que me queria oferecer”.

Rodrigo reconhece que “abominava” ir estudar Filosofia e línguas – disciplinas presentes no curso de Teologia –, mas foi a partir daí que reconheceu o início de uma caminhada. “Para ir estudar aquilo seria porque Alguém queria que eu fizesse esse caminho”. No seminário, a vida comunitária trouxe “o desafio de aturar muita gente” que não escolheu. No entanto, “é o que o seminário tem de mais belo e profundo: descobrir e fascinar-me pelas descobertas dos outros”. Nesse tempo, enquanto colaborou com o pré-seminário, o acompanhamento dos “miúdos” foi desafiante. “De que maneira posso fazer parte, tomar parte, acompanhar a vida deles? Foi muito importante mesmo para eu próprio saber lidar com isso”, aponta. A experiência na paróquia de Loures, mesmo já depois de ter sido ordenado diácono, foi fazer-se “tudo para todos”. “Nas funções de diácono, há tesouros que se abrem de uma forma diferente e são da minha responsabilidade direta, que não vêm por causa de mim”.

Sobre o futuro, não traça um “mega plano”. “O que se pode esperar de mim como sacerdote é a disponibilidade para fazer cominho com aqueles que me forem dados. O pouco que tenho para oferecer são os meus pés, para me pôr a caminho com os outros”.

 

 

“Serei o que Ele permitir”

Thiago Leite

29 anos, Brasília (Brasil)

Estava a aprender a tocar guitarra e foi através disso que voltou a entrar na Igreja. Uma amiga disse-lhe que na paróquia “havia muita gente a tocar e isso podia ser bom”. Thiago Leite aceitou então o convite e conheceu o Caminho Neocatecumenal. Tinha então 17-18 anos.

Nascido em São Paulo, no Brasil, Thiago mudou-se com a família para a capital, Brasília. Os seus dois irmãos mais novos, juntamente com os seus pais, tinham uma prática católica “de ir apenas aos batizados”. Ao terminar o 12º ano, a dúvida que tinha era escolher entre Administração ou Educação, para poder lecionar. “A minha ideia estava mais voltada para a Educação... mas o Senhor chamou-me para outros caminhos”, recorda Thiago.

Após entrar numa comunidade neocatecumenal, Thiago lembra um encontro vocacional, com os iniciadores do movimento, em Brasília, em 2004, que lhe iria mudar a vida. “Nesse encontro senti-me chamado pelo Senhor mas não sabia o que seria aquilo. Fiquei muito assustado porque tinha muitos planos. O Senhor insistiu comigo, continuando a chamar-me. Eu estava numa relutância de seguir pelo meu caminho”.

Quando disse em casa, à sua família, que iria a um encontro em Itália, em Porto San Giorgio, para depois ser enviado para um Seminário ‘Redemptoris Mater’ para qualquer lugar do mundo, “foi um choque porque esperavam que fizesse a faculdade”. Thiago já trabalhava nesta altura e recorda a surpresa com que os seus colegas souberam que “tinha de deixar tudo e partir”. “Foi algo que os questionou muito positivamente”, aponta.

Já em Lisboa, num seminário longe do seu país e da sua família, Thiago Leite começou a viver “um período de surpresas boas”. O seminário “tirou todos os medos que tinha em relação à vocação, como por exemplo, pensar que agora o Senhor me vai tirar toda a liberdade, tirar a felicidade... Fui vendo que o seminário foi um percurso em que o Senhor me deixava livre”, refere.

Enquanto diácono, nos últimos sete meses, Thiago Leite teve o seu trabalho pastoral nas paróquias de Alcoentre e Manique do Intendente. São lugares onde lhe impressionaram “o sofrimento das pessoas, da necessidade que têm em ter uma experiência profunda do amor de Deus, da misericórdia. São realidades difíceis, pessoas isoladas, pessoas idosas”. Em Alcoentre, as visitas ao estabelecimento prisional têm sido “uma experiência muito boa”. “Vejo que a Palavra atua e é capaz de mudar a vida das pessoas. Isso ajuda-me e encoraja-me a ser um rosto da misericórdia de Deus para as pessoas, para onde Ele me enviar”, aponta Thiago, que pretende ser “um instrumento nas mãos de Deus”. “Vou ser aquilo que o Senhor permitir”, assegura o futuro sacerdote brasileiro.

 

 

Havia algo mais importante

Tiago Fonseca

30 anos, São Nicolau

O sonho que tinha era ambicioso: nem mais, nem menos, do que “ser presidente do Benfica!”. Para isso foi estudar Economia mas, ao longo do curso, o ‘sonho’ que comandou a vida de Tiago Fonseca foi outro. O namoro de três anos ajudou-o a “perceber a exigência do amor e da entrega de vida”, mas também o fez mudar de hábitos, deixando de ver os jogos do seu clube do coração. “Fui percebendo que havia coisas mais importantes do que o Benfica”.

Tiago é o mais novo de uma família numerosa, com sete irmãos. “Numa conversão maior da mãe”, os pais viram nisso “uma abertura à vida”.... e assim nasceu Tiago. A caminhada em Igreja foi feita no Colégio Planalto, do Opus Dei, e o “inconstante ritmo comunitário” era garantido pela Missa Dominical na paróquia “onde dava mais jeito”. Mas, em casa, até as “tarefas domésticas, como lavar a loiça”, eram oportunidade para, em família, rezar-se o terço.

A viagem a Roma, com um grupo de amigos, para acompanhar o Conclave após a morte de João Paulo II, em 2005, aproximou Tiago da vida em Igreja mas o desejo de ser padre surge somente em 2009, em Fátima, durante um encontro das Equipas de Jovens de Nossa Senhora, onde era responsável por acompanhar um grupo de jovens. “Perguntei-lhes se eles se queriam confessar. Chegado aos confessionários, vejo uma fila enorme para apenas dois padres”. Nesse instante, ficou em Tiago “um desejo enorme de ser padre para os poder confessar”. Em setembro desse mesmo ano, e com o acompanhamento do pároco de São Nicolau, o padre Mário Rui, acaba por entrar no seminário, onde viveu uma “experiência dura e belíssima”. Tiago ia com “a pedalada toda”, cheio de propostas “para ações exteriores” e de “bater às portas da vizinhança”, e lembra-se do então vice-reitor do Seminário de Caparide, padre Ricardo Neves, o abordar: ‘Rapaz, tu agora precisas é de ação interior, de rezar, de estar com Jesus!’. Para o recém-seminarista, esta foi “uma grande lição”. “O seminário foi uma escola de aprender a amar e deixar-me amar, assim como sou”, lembra. Dos anos em seminário, o desafio da vida comunitária foi o que mais o marcou. “Ajudou-me a perceber que, mesmo vivendo ao lado de 30 ou 40 rapazes, era muito fácil não nos conhecermos”, recorda.

O trabalho pastoral que fez na Ramada e no Milharado fê-lo perceber que não é “a última coca-cola no deserto”. “Saber que já há uma história de Deus com cada pessoa e que eu sou chamado a acompanhar, faz-me sentir tão pequenino perante a responsabilidade...”, aponta.

No fim da caminhada de seminário, Tiago Fonseca mostra-se confiante e “com o desejo de aprender mais e de contar com a ajuda das pessoas para ser um padre santo!”

texto e fotos por Filipe Teixeira
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