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Patriarcado na JMJ em Cracóvia
Missa dominical junta cerca de 600 jovens de Lisboa
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Ao todo, 680 jovens inscreveram-se na Jornada Mundial da Juventude (JMJ) através do Serviço da Juventude do Patriarcado de Lisboa. A Missa dominical, que começou às 16h00 e à qual se seguiram alguns momentos de convívio, constituiu uma maneira de darem início à JMJ e pedirem a bênção de Deus para a semana que tinham pela frente.

 

“A Missa foi um momento de nos encontrarmos, e o facto de sermos só portugueses dá-nos mais alento e mais força. Quando vamos para a faculdade apanhamos um choque muito grande e eu senti isso, parecia que as pessoas não participavam muito neste tipo de coisas, que não há muitos jovens católicos em Portugal, mas depois quando participamos aqui vemos que afinal não somos assim tão poucos, ainda somos muitos…”, afirma Ana Sousa, de 23 anos, peregrina integrada no Grupo de Jovens de Mafra. Foi a experiência que teve na JMJ de Madrid em 2011 que incitou Ana a inscrever-se neste encontro: “Acho que nós estamos muito fechados, na nossa paróquia, na nossa terra, e de facto Madrid abriu-me muito os horizontes. Nunca pensei que houvesse tantos jovens católicos no mundo”. Segundo Ana, era difícil ir à JMJ do Rio de Janeiro (2013) por questões financeiras e de segurança, mas parece-lhe que a visita à Polónia é mais acessível. Ana acredita que faz sentido que tenha sido este o país escolhido para acolher as jornadas, já que “estamos no Ano da Misericórdia e na terra de João Paulo II”. Aqui, o seu objetivo é encontrar-se com Cristo: “O importante é que no meio disto tudo, consigamos encontrar-nos com Ele, e que saiamos daqui com a nossa fé fortalecida”.

A alegria vivida em Madrid, relatada por Ana e outros jovens do grupo, motivou Viviana Gonçalves, Cláudia Gomes e Mariana Craveiro, de 20, 21 e 18 anos, respetivamente, a inscreverem-se neste encontro de jovens de todo o mundo. Viviana sentiu uma espécie de chamamento, achava que “tinha de vir”. Para Cláudia, que se sentia afastada da Igreja e queria aproximar-se de Deus, as expectativas são altas: “Acho que vai ser uma experiência incrível, uma coisa que só estando cá é que se sabe”. Mariana veio para “crescer na fé”, agora que vai começar uma nova etapa na sua vida: a entrada na faculdade. O facto de ser a primeira vez que sai de território nacional, porque atingiu a maioridade há pouco tempo, não a impediu de vir à descoberta. “Tinha muito gosto em ver o Papa, e ver uma organização tão grande, com tantos jovens, com tantas oportunidades de descoberta e de momentos de oração”, conta Mariana.

Também Cláudia Leão, de 25 anos, e João Martins, de 24, vêm à JMJ com um grupo de jovens. Ambos são animadores no grupo de Queijas, e trazem com eles 22 peregrinos dos 14 aos 30 anos, graças às atividades de angariação de fundos que o grupo foi levando a cabo durante os últimos anos. Depois de ter ido a Madrid em 2011, não quis perder a oportunidade de voltar a participar numas jornadas: “Foi uma aventura completamente nova porque nunca tínhamos ido a um acontecimento do género. Fomos à descoberta, no fundo, e ficámos assoberbados com a grandeza que se viveu lá. De facto, é a maior experiência que se pode ter do que é ser a Igreja, que é realmente católica e universal: vemos ali pessoas de todos os continentes, com todas as vivências de fé possíveis dentro da nossa igreja, e esse intercâmbio cultural enriquece muito, quer individualmente, quer a nossa identidade enquanto grupo”, afirma João. Cláudia, que está a participar pela primeira vez na JMJ, acolherá de braços abertos tudo o que esta semana lhe trouxer: “Sinceramente, estou à espera de tudo. Estou à espera de momentos bons, momentos maus, momentos menos bons que são ultrapassados com a graça de Deus e muita capacidade de lidar com as coisas que correm menos bem, estou à espera de muita partilha, estou à espera de muita música – uma das coisas que nós mais fazemos é música –, estou à espera de sentir a Igreja, da vivência de Igreja, mas num meio mais jovem. A nossa comunidade é uma comunidade excelente, mas infelizmente é uma comunidade já muito envelhecida. Estes encontros de jovens são uma maneira de experimentar o que é ser a igreja jovem, uma igreja com ideias, uma igreja fresca e à espera de mudar o mundo e de fazer as coisas acontecer”.

texto por Joana Malta Gomes, www.krakow2016.com/pt
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