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“Estaremos todos unidos pela oração”
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O Papa enviou uma saudação aos peregrinos que estão a caminho de Cracóvia para a JMJ e também aos jovens que não puderam ir à Polónia. Na semana em que o Papa lamentou a “violência absurda” e condenou “atos deploráveis de terrorismo e violência”, o Vaticano divulgou uma Constituição Apostólica sobre a vida contemplativa feminina e o programa da visita do Papa à terra de São Francisco, em agosto.

 

1. O Papa Francisco pediu orações pela Jornada Mundial da Juventude (JMJ), que decorre desde terça-feira e até este Domingo, 31 de julho, e recordou de forma especial os que não se puderam deslocar a Cracóvia, na Polónia, assegurando que estarão unidos pela oração.“Por estes dias, muitos jovens de todas as partes do mundo estão a caminho de Cracóvia, onde terá lugar a 31ª Jornada Mundial da Juventude. Também eu partirei na quarta-feira próxima, para encontrar esses rapazes e raparigas, e celebrar com eles e para eles o Jubileu da Misericórdia, pela intercessão de São João Paulo II. Peço-vos que nos acompanheis com a oração. Desde já, saúdo e agradeço aos que estão a trabalhar para acolher os jovens peregrinos, com numerosos bispos, sacerdotes, religiosos, religiosas e leigos. Dirijo um pensamento especial a todos os jovens que, impossibilitados de estar presentes, vão seguir o evento através dos meios de comunicação. Estaremos todos unidos pela oração”, garantiu o Papa, no passado Domingo, 24 de julho, no Vaticano, perante milhares de pessoas reunidas na Praça de São Pedro para a oração do Angelus.

 

2. O Papa Francisco associou-se “à dor e ao horror perante esta violência absurda”, referiu o porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, referindo-se ao homicídio do padre Jacques Hamel, de 84 anos. Na passada terça-feira, 26 de julho, dois homens armados entraram numa igreja em Saint-Etienne-du-Rouvray, França, durante a celebração da Eucaristia, tendo feito vários reféns e assassinado o sacerdote. O Arcebispo de Rouen, D. Dominique Lebrun, que se encontrava na Polónia a acompanhar a Jornada Mundial da Juventude, também já lamentou o ataque contra a Igreja e anunciou o seu regresso a França para acompanhar a comunidade paroquial “em choque”. “Convido os jovens a não baixar os braços perante a violência e a tornar-se apóstolos da civilização do amor”, concluiu, numa mensagem.

 

3. O Papa Francisco lançou, no passado Domingo, um apelo contra a violência. No Angelus, na Praça de São Pedro, no Vaticano, Francisco lembrou as vítimas do ataque em Munique e do atentado de sábado em Cabul e apelou a todos que se unam a ele em oração pela segurança e pela paz. “Nestas horas o nosso ânimo está, uma vez mais, perturbado por tristes notícias de atos deploráveis de terrorismo e de violência que causaram dor e morte. Penso nos dramáticos acontecimentos de Munique, na Alemanha, e Cabul, no Afeganistão, onde numerosos inocentes perderam a vida”, lembrou. “Estou próximo dos familiares das vítimas e dos feridos. Convido-vos a unirem-se à minha oração, para que o Senhor a todos inspire propósitos de bem e de fraternidade”, acrescentou.

O Papa, que rezou em silêncio antes de convidar peregrinos e visitantes a recitar em conjunto uma Avé Maria, sublinhou a importância da oração: “Quanto mais intransponíveis parecem ser as dificuldades e obscuras as perspetivas de segurança e de paz, mais insistente deve ser a nossa oração”.

 

4. O Vaticano divulgou, no dia 22 de julho, a Constituição Apostólica ‘A Busca do Rosto de Deus’, sobre a vida contemplativa feminina. A promoção de uma formação adequada, a centralidade da leitura divina, os critérios específicos para a autonomia das comunidades contemplativas e a filiação dos mosteiros a uma federação são alguns dos pontos em destaque no documento ‘Vultum Dei Quaerere’.

Em conferência de imprensa, o secretário da Congregação para os Institutos da Vida Consagrada, monsenhor José Rodriguez Carballo, explicou que o documento, assinado pelo Papa Francisco a 29 de junho, substitui um outro de 1950, do pontificado do Papa Pio XII. Monsenhor Carballo adiantou ainda que esta Constituição Apostólica é o resultado de um trabalho com mais de dois anos, que recolheu respostas, a um questionário enviado pelo Vaticano, dos mosteiros de clausura do mundo inteiro que acolhem no total 44 mil religiosas.

Os motivos para este documento, explica Francisco, são o caminho percorrido pela Igreja e “o rápido avanço da história humana” passados 50 anos desde o Concílio Vaticano II. Daí a necessidade de estabelecer um diálogo com a sociedade contemporânea, salvaguardando ao mesmo tempo “os valores fundamentais” da vida contemplativa, cujas características – o silêncio, a escuta, a estabilidade – “podem e devem constituir um desafio para a mentalidade de hoje”.

Num mundo que busca Deus, o Papa considera que as pessoas consagradas são chamadas a ser “sábias interlocutoras” para “reconhecer as perguntas que Deus e a humanidade nos colocam”. Francisco expressa ainda o seu apreço às “Irmãs contemplativas”, dando ênfase de que “a Igreja precisa delas” para levar “a boa notícia do Evangelho” aos homens e mulheres do nosso tempo. E não se trata de uma missão fácil, dada a atual realidade “que obedece à lógica do poder, da economia e do consumo”. Por isso, Francisco propõe um desafio: que as Irmãs contemplativas sejam “lanternas” que guiam e acompanham o caminho da humanidade.

“A vida consagrada é uma história de amor apaixonado pelo Senhor e pela humanidade que se revela através da apaixonada busca do rosto de Deus”, lembrou o Papa Francisco.

 

5. O Papa Francisco vai visitar, no dia 4 de agosto, a Porciúncula, em Assis, onde se encontra a Basílica de Santa Maria dos Anjos, no contexto do 8º centenário do “perdão de Assis”. De acordo com a Sala de Imprensa da Santa Sé, no programa da deslocação do Papa destacam-se os momentos de oração pessoal, uma meditação pública e o encontro com os frades franciscanos que estão na enfermaria provincial.

O Papa Francisco já visitou Assis, a 4 de outubro de 2013, sendo o primeiro pontífice, em oito séculos, a visitar a ‘sala do despojamento’ de São Francisco, o santo que o inspirou na escolha do nome para o pontificado. A visita ao local que é considerado o centro do franciscanismo acontece no contexto do Ano Santo da Misericórdia.

Aura Miguel, jornalista da Rádio Renascença, à conversa com Diogo Paiva Brandão
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