Na Tua Palavra |
D. Nuno Brás
Um dia para o melhor amigo
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“Dedique o dia ao seu melhor amigo” – convidava, há dias, o título de uma notícia num jornal da nossa praça. Não resisti a ler, confesso. Afinal, o “melhor amigo” era o gato, o cão ou o periquito – aquele animal de “estimação” que alguns têm lá em casa.

Reconheço que o “truque” jornalístico funcionou: o seu objectivo era que o leitor lesse a notícia e, pelo menos comigo, aconteceu – suponho que com muitos outros.

Reconheço, também, que neste nosso mundo, para muitas pessoas, o animal doméstico que têm em casa acaba, infelizmente, por ser a única companhia de que gozam ao longo do dia, senão mesmo das semanas.

Mas, claramente, estamos a substituir as pessoas pelos animais – e a questão não é, simplesmente, aquela notícia de jornal.

É verdade que os animais são dóceis (alguns); é verdade que quando são amestrados fazem aquilo que lhes mandam; é verdade que não protestam nunca; é verdade que, ao fim e ao cabo, a sua presença e obediência nos dão uma sensação de poder incontestado… A ponto de se dizer que “o cão é o melhor amigo do homem”. Tudo isso será verdade. Mas é, de facto, nisso que consiste um amigo?

A questão, não é, obviamente, se é bom ou mau ter um animal em casa, ou gostar ou não de animais. A questão é bem diferente: trata-se de saber se somos ou não capazes de ter amigos; se gostamos de os ter de verdade — não aqueles que estao sempre de acordo connosco; não aqueles que parecem seguir sempre aquilo que dizemos… refiro-me antes àqueles amigos que permanecem por toda a vida; àqueles em quem podemos confiar; àqueles que nos ajudam a crescer e a ser mais; àqueles que nos dizem abertamente que não concordam connosco; àqueles que nos dão a mão quando tudo parece desabar à nossa volta e nos fazem perceber que o mundo é muito mais que aquela desgraça ou sofrimento por que estamos a passar; àqueles que fazem sua a nossa tristeza e caminham ao nosso lado sem esperar nada em troca, àqueles que são, “apenas” nossos amigos.

Esses são aqueles amigos insubstituíveis. Esses são aqueles de quem não podemos deixar de cultivar a amizade. Esses são aqueles cuja amizade nunca merecemos – e, por isso, lhes estamos eternamente gratos.

A esses vale a pena dedicar não apenas um mas muitos momentos ao longo da vida.

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