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Peregrinação Aniversária das Aparições
Maria como exemplo nos momentos de “dúvida” e “dor”
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O Secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, desafiou os peregrinos de Fátima a imitar a atitude da Virgem Maria nos momentos de “dúvida” e de “dor” na sua vida.

 

“Para muitos de nós, estes são momentos mais do que justificados em que o «coração» se comprime, se fecha, se aniquila, rompe qualquer comunicação com tudo e com todos; mas não sucedeu assim com Maria”, declarou o cardeal italiano, na homilia da Missa que encerrou a peregrinação internacional do 13 de outubro. Perante milhares de peregrinos reunidos na Cova da Iria, o líder da diplomacia da Santa Sé apresentou a Virgem Maria como Alguém que “sabe estar ao pé da Cruz” e, por isso mesmo, tem uma “missão materna” na Igreja. “Ao pé do Crucificado, o próximo são todos os discípulos e discípulas que Jesus ama; todos, sem excluir ninguém. Assim, ao pé do Crucificado, são próximo os discípulos e discípulas que fugiram”, acrescentou.

O cardeal italiano recordou as várias situações em que os fiéis colocam “em dúvida a fidelidade de Deus” perante os “inimigos”, os “lados obscuros da vida”, contrapondo a estas hesitações a convicção da fé da Virgem Maria. “Ao pé do Crucificado, está disposta a atravessar uma das contradições mais dolorosas que uma mulher possa viver: a morte do seu próprio Filho; uma morte ainda mais gravosa, porque resultante da maldade dos outros”, observou D. Pietro Parolin.

Na noite de dia 12, o Secretário de Estado do Vaticano pediu “opção de fé” na “era da informação e da comunicação”. “No mundo ocidentalizado, vivemos a era da informação; temos canais televisivos, radiofónicos, informáticos que nos ‘passam informação’ a todas as horas. Enquanto a pessoa informada se preocupa com armazenar em si mesma a maior quantidade de informações, fazendo deste tesouro o metro para se medir a si mesma, à sociedade e ao mundo, a pessoa de fé preocupa-se com sair de si mesma e apostar em Cristo, porque faz d’Ele o tesouro e o metro para medir a existência”, lembrou.

Antes de ir para Fátima, o cardeal Parolin foi recebido, em audiência, no Palácio de Belém, pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que agraciou o cardeal italiano com a Grã-Cruz da Ordem de Cristo.

fotos por Filipe Amorim e Presidência da República
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