Editorial |
P. Nuno Rosário Fernandes
Acordemos para a vida!
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No dia 26 de abril de 2016 deu entrada na Assembleia da República, com 8426 assinaturas, uma petição do Movimento cívico “Direito a morrer com dignidade”, solicitando a despenalização da morte assistida. O mesmo é dizer, pedindo a aprovação da eutanásia. Esta petição, depois de ter baixado a diversas comissões na Assembleia da República, vai a discussão na reunião plenária do próximo dia 1 de fevereiro, onde cada partido deverá ter, apenas, três minutos para se pronunciar. Da discussão à votação, ao que tudo indica, pouco tempo deverá passar, e diante destas movimentações o que fazemos nós, cristãos, para defender a vida? Apesar de, enquanto cristãos, considerarmos a vida como dom de Deus, o debate sobre a eutanásia não deve ser um debate confessional. “O respeito pela vida é um valor civilizacional”, lembra esta semana a médica Isabel Galriça Neto, durante as Jornadas de Formação do Clero, e por isso diz respeito a todos e deve ser defendido e valorizado.

A vida é dom precioso e precisamos todos de ajudar a vivê-la, colocando de lado o que são conceitos de instrumentalização da vida humana ou até de compreensão da vida como um objecto.

Recentemente demos conta, aqui neste jornal, de um manifesto conjunto de ex-bastonários da Ordem dos Médicos, manifestando-se contra a eutanásia. A Conferência Episcopal Portuguesa fez publicar uma nota pastoral, que provavelmente muito poucos terão lido ou conhecerão, sobre este mesmo tema, e uma outra sobre a ideologia do género. É importante que acordemos para a vida. Isto é, que sejamos capazes de estar despertos e atentos às tentativas, tantas vezes concretizadas, de manipulação da vida humana, desrespeitando o que esta tem de maior e mais importante: a sua própria dignidade.

Pode surgir a pergunta: então, o que podemos fazer? A resposta não se pode limitar à oração. É preciso que os cristãos se manifestem pela vida e deixem de permanecer na passividade vendo acontecer as transformações que tendem a mudar a nossa sociedade.

O Papa Francisco tem utilizado a expressão ‘cristãos mornos’, que aqui recupero, para lembrar a responsabilidade que todos temos de promover e incentivar à vida, lembrando inclusive que existem instrumentos e meios para aliviar o sofrimento de quem padece de doença sem cura. Os cuidados paliativos existem para ajudar a viver até à morte. Para dar à pessoa uma vida com dignidade.

Não deixemos que isto nos passe ao lado!

 

P. Nuno Rosário Fernandes, diretor

p.nunorfernandes@patriarcado-lisboa.pt

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