Lisboa |
XII Encontro Nacional da Pastoral Penitenciária
Ministra da Justiça afirma “indispensabilidade” da assistência religiosa nas prisões
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A Ministra da Justiça, Francisca Van Dunem, realçou a “indispensabilidade” do trabalho dos assistentes religiosos e espirituais nas prisões, e dos voluntários que com eles colaboram, para que os estabelecimentos prisionais sejam lugares “reeducação e de reinserção social”.

 

Na sessão de abertura do XII Encontro Nacional da Pastoral Penitenciária, nos dias 20 e 21 de janeiro, em Fátima, Francisca Van Dunem valorizou a ação de sacerdotes, religiosas e voluntários “na assistência religiosa e na reintegração social” dos “concidadãos privados da liberdade”. A ministra expressou a “maior das magnanimidades” pelo trabalho da Pastoral Penitenciária, sublinhando que é uma ajuda para “refazer” a vida de quem “sofreu a angústia da queda” e uma estrutura que sai da “retórica e dos discursos que preenchem o espaço da opinião” para “passar à ação”. “Mais importante do que pensar bem, do que expressar corretamente as ideias, ter o dom da palavra ou domínio de técnicas de oratória, é agir bem. É no agir bem que reside toda a misericórdia e toda a compaixão. É na consciência do agir bem que nos erguemos depois de todas as contrariedades, que encontramos a redenção de toda a dor”, salientou Francisca Van Dunem. A Ministra da Justiça referiu-se também ao “parque prisional” português “vetusto” e ao “sistema prisional em esforço”, afirmando a urgência de “medidas de política criminal destinadas a combater a sobrelotação das prisões e a aprofundar o recurso a penas alternativas, não privativas da liberdade”.

Neste encontro, que teve como tema ‘Este é o tempo da misericórdia’, o diretor-geral da Reinserção e Serviços Prisionais, Celso Manata, sublinhou também o papel de sacerdotes, religiosas e voluntários na assistência religiosa que “ultrapassa essa realidade e abrange áreas como a cultura ou o desporto”. “Uma imensidão de coisas que são importantes para o ser humano. Até uma pequena palavra que é dada e neste caso por estes amigos de qualidade”, frisou. Neste sentido, D. Joaquim Mendes, bispo que acompanha o setor enquanto vogal da Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana, destacou a ação da pastoral penitenciária e de todos quantos se empenham no objetivo da “libertação integral da pessoa humana e que estende às necessidades de cada recluso na situação que se encontra”. “Confirmo ainda a disponibilidade da Igreja Católica para com a direção-geral da Reinserção e Serviços Prisionais no processo de reabilitação e inserção positiva dos reclusos na sociedade: sem nos movermos por interesse ou proselitismo”, apontou.

foto por Ecclesia/Paulo Rocha
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