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Cáritas Diocesana de Lisboa
Cardeal-Patriarca garante contas “bem auditadas” e apela à generosidade no peditório
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O Cardeal-Patriarca, D. Manuel Clemente, explica que as contas da Cáritas Diocesana de Lisboa estão auditadas e publicadas e apela à participação no peditório nacional que decorre até este Domingo, 19 de março – Dia Cáritas.

 

Na sequência de notícias na imprensa sobre alegadas discrepâncias nas contas apresentadas pela Cáritas Diocesana de Lisboa, o Cardeal-Patriarca recusa essa ideia e diz que acompanhou essas informações “com alguma surpresa e surpresa negativa, porque ainda há 15 dias a Cáritas Diocesana de Lisboa publicou e isso está patente, quer no site do Patriarcado de Lisboa, quer no nosso semanário Voz da Verdade, as contas e os subsídios distribuídos”, garantiu D. Manuel Clemente. Em declarações à Renascença, o Cardeal-Patriarca explicou ainda que as contas que estão publicadas correspondem “não só a 2014, como apareceu nessa notícia, mas aos últimos três anos. Portanto, está patente, está claro”. “As contas da Cáritas Diocesana também estão auditadas e bem auditadas”, reforçou.

D. Manuel Clemente referiu-se ainda ao dinheiro que a instituição diocesana tem no banco. “Fala-se muito de ela reter uma chamada ‘almofada’, mas é preciso ver que o dinheiro que há é também para garantir o pagamento dos ordenados aos funcionários que não são poucos, quer no lar, quer noutras instâncias, e precisam de ser garantidos esses mesmos ordenados”, salientou, sublinhando ainda ser necessário “colmatar aquilo que não pode vir das famílias, apesar dos apoios estatais que existem, por causa das dificuldades que mantêm e também em termos de futuro”. O Cardeal-Patriarca destacou igualmente a residência universitária que a Cáritas de Lisboa quer criar. “Há esse projeto, oxalá vá por diante, de apoio aos universitários que têm dificuldade em prosseguir os seus cursos”, desejou.

Questionado ainda sobre se são completamente infundadas estas questões em torno da Cáritas Diocesana de Lisboa, D. Manuel Clemente respondeu com um desafio: “Quem ler o relatório da Cáritas Diocesana de Lisboa no site da internet do Patriarcado [http://bit.ly/caritas2017], julgo que ficará com essas dúvidas esclarecidas”.

 

Apoiar na Semana Cáritas

No âmbito da Semana Nacional Cáritas (12 a 19 de março), os ofertórios das Missas deste Domingo destinam-se às Cáritas. Paralelamente, decorre o habitual peditório nacional pelas ruas de todo o país, que teve início na passada quinta-feira, 16 de março, e se prolonga até este Domingo III da Quaresma, 19 de março, que é, desde há alguns anos, o Dia Cáritas. À Emissora Católica Portuguesa, o Cardeal-Patriarca faz um apelo aos portugueses para que contribuam para o peditório nacional, deixando “uma mensagem de reforço àquilo que é dito e pedido pela Cáritas Portuguesa, e também pelas Cáritas Diocesanas, porque há muita coisa ainda para superar e responder na sociedade portuguesa, concretamente no apoio à família, porque é certo que há alguns indicadores positivos, em termos de emprego, mas ainda há muita coisa por resolver, e o facto de ter emprego não significa que se tenha uma remuneração capaz de responder às necessidades das famílias”.

D. Manuel Clemente não tem dúvidas de que as Cáritas têm dado resposta a essas necessidades, “quer a nível nacional, quer a nível de cada uma das dioceses”. “As Cáritas estão na primeira linha desta resposta da Igreja, não são a única no âmbito da Igreja Católica, outros católicos participam com outros cidadãos, mas por isso a Cáritas merece todo o nosso respeito pelo trabalho que faz e todo o nosso incentivo”, concluiu o Cardeal-Patriarca de Lisboa.

 

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“Compromissos honrados escrupulosamente”

A direção da Cáritas Diocesana de Lisboa (CDL) considera que a notícia sobre alegadas discrepâncias nas contas apresentadas pela instituição se trata de “uma oportunidade perdida”. “Perdida, pois apouca e mediocriza o esforço de tantos, voluntários e colaboradores, que diariamente fazem a vida desta instituição, levando o bem a tantos dos nossos concidadãos, de forma digna e elevado padrão de qualidade, como é notoriamente reconhecido”, refere um comunicado da CDL.

Nesta nota, publicada no site da instituição (www.caritas.pt/lisboa), a Cáritas de Lisboa considera ainda que “tornar ‘escândalo’ os montantes, ainda que os valores estejam atualmente incorretos por excesso, do que a instituição detém em contas bancárias, e que se encontra ao serviço da Igreja Diocesana e de projetos em curso ou futuros, desconhece simplesmente o esforço dedicado de direções anteriores e a ação sociocaritativa da CDL”. A instituição, segundo o comunicado, “tem compromissos permanentes que honra escrupulosamente, nomeadamente os salários a cerca de 50 trabalhadores, bem como impostos devidos, tendo as suas contas absolutamente em dia, com um sítio na internet onde espelha os seus relatórios de atividade e contas, relatórios de atividade mensal, encontrando-se certificada numa série de serviços segundo ‘standards’ internacionais e tendo projetos de futuro relevantes”.

O comunicado deixa ainda uma sugestão. “Interessante seria, porventura, aprofundar o historial da Cáritas em Portugal ao longo de décadas. E percebendo-a, dando-a a conhecer com as suas vicissitudes naturais, limitações e dificuldades, mas que também, dessa pesquisa se revelasse o bem que foi e continua a ser feito a favor de quem mais precisa”, frisa a nota, sublinhando que “talvez com esse trabalho ajudássemos a perceber melhor a intervenção social da Igreja, e se quiséssemos, precisamente na Diocese de Lisboa, a qual não se esgota no serviço direto da Cáritas Diocesana, mas que acontece através de muitas outras instituições, movimentos e obras com quem a Cáritas colabora e interage diariamente”.

textos por Diogo Paiva Brandão; foto por Fernando Colaço
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