Família |
Testemunho de um casal
Ecos da Formação para Agentes de Pastoral Familiar da Diocese de Lisboa
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No dia 18 de Março concluímos a 3ª edição da formação para agentes de Pastoral Familiar da Diocese de Lisboa, dirigida a todas as pessoas que colaboram com paróquias, grupos ou movimentos na área da pastoral familiar, preparando-as para melhor realizar o seu serviço. Esta formação de 3 módulos decorreu no Centro Diocesano de Espiritualidade, no Turcifal (Torres Vedras). Partilhamos o testemunho de um casal que participou na formação.

 

“A convite do nosso pároco, Pe. Nuno Westwood, com o objetivo de começar a dar os primeiros passos numa pastoral familiar na Unidade Pastoral de Nova Oeiras e São Julião da Barra, participámos na formação de agentes da Pastoral Familiar de 2017.

Fomos acolhidos com largos e rasgados sorrisos pelos formadores e, mais do que uma transmissão de conhecimentos, ao jeito de sala de aula, foi criado um ambiente que proporcionou uma tão bela e rica partilha de todos os participantes. Sem dúvida que a Catarina e o Nuno, que se complementam numa verdadeira comunhão, bem como o Pe. Rui, na sua presença genuína e disponível, foram essenciais.

Criados por amor e para o amor, somos atraídos à comunhão com Cristo e n’Ele a família, célula fundamental da sociedade, a Igreja doméstica, transforma-se. O que é pedido a todos e a cada um dos agentes da Pastoral Familiar é que saibam ler a realidade com os seus gigantescos desafios, que façam um discernimento do que Deus quer e pede, e atuem criando propostas de acordo com o Evangelho. No fundo o grande desafio é que sejam instrumento, proponham e anunciem Cristo Ressuscitado a cada família de forma a que se dê este encontro primordial pelo qual todo ser humano anseia. Sabemos que os desafios que hoje se apresentam às famílias são imensos, e por isso a nossa realidade familiar, tão sofrida, pede duas mãos: uma que se compadece acolhendo com misericórdia e outra que guia, acompanha e enceta novos caminhos, guiada pelo Espírito, através de uma linguagem atual, que conhece e compreende estes mesmos desafios. Assim as nossas famílias transformar-se-ão em oficinas de afetos, onde a fé, a esperança e a caridade brotam constantemente.

As nossas famílias têm também a vocação de ir ao encontro, acolher e acompanhar cada família para que todos juntos cresçamos na alegria, na simplicidade e na confiança, sempre enraizados em Cristo Jesus. Quer-se que a família evangelize a família pelo testemunho verdadeiramente cristão e, desta forma, enriqueceremos as nossas comunidades, família de famílias, para que o sonho missionário chegue, de facto, a todos.”

 

texto por Joana e Pedro Teixeira Duarte, paróquia de S. Julião da Barra

 

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Ecos do retiro para Casais Novos (até 7 anos de matrimónio)

Nos dias 11 e 12 de Março participámos no retiro para casais novos que decorreu no Seminário de Alfragide, com o tema “Fica Connosco” (Lc 24, 26). O retiro foi orientado pelo Pe. Jorge Anselmo e por um casal “mais veterano”, o Alberto e a Luísa, todos dinamizadores da pastoral familiar.

Para nós foi a primeira vez que contactámos mais diretamente com a Pastoral Familiar. Até então, sempre estivemos mais comprometidos com a Pastoral Juvenil e da Catequese da paróquia do Lumiar, missão que deixámos em 2015.

Foi no grupo de jovens da nossa paróquia que nos conhecemos e, mais tarde, começámos o nosso namoro (em 2004). Paralelamente, demos catequese juntos e dedicámo-nos à coordenação da catequese.

Casámos no final de 2015 e tivemos a graça de ir a Roma, onde participámos na audiência dos ‘sposi novelli’ com o Papa Francisco, momento que deu também sentido ao início da nossa vida matrimonial.

 Já enquanto casal, fomos convidados a participar e auxiliar no grupo de namorados das “Terças.com”, da Pastoral Juvenil de Lisboa, missão que nos sentimos impelidos a receber, dando seguimento e sentido ao que é, para nós, o sacramento do Matrimónio.

Entretanto também fomos abençoados com uma nova vida que já cresce dentro de nós e deverá nascer em Julho deste ano.

Foi assim neste contexto que participámos no retiro de casais novos, conjuntamente com outros cinco casais.

O retiro seguiu as linhas orientadoras da experiência do caminho e encontro com o Ressuscitado que fizeram os discípulos de Emaús, considerando a possibilidade destes discípulos formarem também um casal, Cléofas e a sua esposa.

Foram, assim, quatros os principais momentos do retiro:

1) Encontro no caminho (refletimos: como é que Jesus nos encontra no caminho? Se Ele nos apanhasse de surpresa, o que é que nos ouviria a falar? Como nos acompanhamos e deixamos acompanhar por Jesus e pelo outro?)

2) Jesus explica a Palavra (recordámos as leituras do nosso casamento e refletimos como cada um pode ser permeável à Palavra, como a família deve ser uma escola de acolhimento, de diálogo, de reconciliação, um lugar onde se aprende a comunicar a proximidade)

3) Gestos da liturgia Eucarística (refletimos: como temos vivido e o que nos pode ajudar a viver a espiritualidade conjugal? Reconhecemos a presença de Jesus que resulta do pedido “Fica connosco”)

4) Regresso ao lugar de origem, renovados (refletimos: qual é o lugar / acontecimento que faz sempre sentido e onde vamos voltar?)

Ao longo de todo o retiro fomos convidados a visitar vários pontos da exortação apostólica “Amoris Laetitia” do Papa Francisco. Efetivamente, este retiro vem na linha do desafio que o Santo Padre lança à Igreja para “um bom acompanhamento dos jovens casais nos seus primeiros anos, com propostas adaptadas aos seus horários, às suas linguagens, às suas preocupações mais concretas”.

Estes foram os tópicos que nortearam o retiro, que foi também marcado por momentos de oração, de descanso do corpo e do espírito, de partilha de vida, de revitalização para retomar “com garra” o nosso caminho de família, onde queremos que Deus esteja sempre presente e atuante.

A participação neste retiro foi, sem dúvida, um ponto de apoio para continuarmos a alimentar espiritualmente a nossa vida de casal.

 

texto por Marta Valdrez e Henrique Alves

 

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ComTributo à Igreja

Continuação do Capítulo IV.

 

Atitude de serviço

São Paulo ensina-nos “… que o amor não é apenas um sentimento, mas deve ser entendido no sentido que o verbo «amar» tem em hebraico: «fazer o bem». Como dizia Santo Inácio de Loiola, «o amor deve ser colocado mais nas obras do que nas palavras».

Curar a inveja

“… no amor, não há lugar para sentir desgosto pelo bem do outro.(…) O verdadeiro amor aprecia os sucessos alheios, não os sente como uma ameaça, libertando-se do sabor amargo da inveja. Aceita que cada um tenha dons distintos e caminhos diferentes na vida; e, consequentemente, procura descobrir o seu próprio caminho para ser feliz, deixando que os outros encontrem o deles.” “O amor leva-nos a uma apreciação sincera de cada ser humano, reconhecendo o seu direito à felicidade.”

 

Sem ser arrogante nem se orgulhar

O Papa Francisco, como é seu hábito, vai-nos desafiando a sermos melhores, a puxar-nos para a santidade. “Quem ama não só evita falar muito de si mesmo, mas, porque está centrado nos outros, sabe manter-se no seu lugar sem pretender estar no centro.” São Paulo, mais uma vez tem expressões que ecoam nos nossos corações “… «a ciência incha», ao passo que «a caridade edifica». É muito importante uma atitude de humildade, porque “para poder compreender, desculpar ou servir os outros de coração, é indispensável curar o orgulho e cultivar a humildade.”

 

Amabilidade

Um Cristão, é um positivo por coerência. “Isto não é possível quando reina um pessimismo que põe em evidência os defeitos e erros alheios, talvez para compensar os próprios complexos.”

 

Desprendimento

“…deve evitar-se dar prioridade ao amor a si mesmo, como se fosse mais nobre do que o dom de si aos outros.” São Tomás de Aquino disse “«ser mais próprio da caridade querer amar do que querer ser amado», e que de facto «as mães, que são as que mais amam, procuram mais amar do que ser amadas». Por isso, o amor pode superar a justiça e transbordar gratuitamente «sem nada esperar em troca» (…) «Recebestes de graça, dai de graça.»”

 

Sem violência interior

O Papa indica-nos que este tipo de violência, que acontece quando não estamos em paz com os irmãos, leva-nos à solidão e ao desprezo. Quem já não passou/passa por isto? “Alimentar esta agressividade íntima de nada serve.” “A indignação é saudável quando nos leva a reagir perante uma grave injustiça; mas é prejudicial quando tende a impregnar todas as nossas atitudes para com os outros.”

 

Perdão

Esta atitude, aponta-nos para a santidade. Eu perdoo-te, porque quero a tua salvação. “O problema é que, às vezes, atribui-se a tudo a mesma gravidade, com o risco de ser tornar cruel perante qualquer erro do outro.” “Quando estivermos ofendidos ou desiludidos, é possível e desejável o perdão; mas ninguém diz que seja fácil.” Frequentemente “… culpar os outros torna-se um falso alívio.” “Se aceitamos que o amor de Deus é incondicional, que o carinho do Pai não se deve comprar nem pagar, então poderemos amar sem limites, perdoar aos outros, ainda que tenham sido injustos para connosco.”

 

texto por Bruno de Jesus

  

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Próximas atividades

22 e 23 de Abril 2017 – Retiro para namorados

A Pastoral da Família do Patriarcado de Lisboa convida-te para um fim-de-semana diferente: um retiro para namorados.

O retiro será nos dias 22 e 23 de Abril, no CONFHIC (Congregação das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição), em Queijas (Oeiras), sob o tema "Dá e recebe, e alegra a tua vida"

As inscrições estão abertas até ao dia 17 de Abril através do site da Pastoral Familiar e tem um custo de 42¤ por pessoa.

Não percas tempo, inscreve-te já!

 

Maio de 2017

7 – Dia da mãe – sugestão de celebração nas paróquias

14 a 21 – Semana da Vida

28 de Maio – Festa Diocesana da Família

Todas as famílias da Diocese de Lisboa são convidadas a participar na Festa Diocesana da Família, no dia 28 de Maio de 2017. Este ano a Festa decorrerá na cidade de Alcobaça, junto ao mosteiro, sob o tema: “A Alegria do Amor” (AL).

O programa da Festa da Família é o seguinte:

10h00: Acolhimento

11h00: Oração da manhã / Laudes (na Igreja do Mosteiro)

11h30: Conferências/Workshops

12h30: Feira Familiar, jogos e atividades

13h00: Almoço partilhado, no mercado Municipal

15h00: Entrada dos casais jubilados na Igreja do Mosteiro e catequese sobre as bodas matrimoniais

15h30: Ensaio dos cânticos na Igreja

16h00: Eucaristia presidida pelo Cardeal-Patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente, com celebração das bodas matrimoniais

 

Bodas Matrimoniais

Todos os casais da Diocese que celebram 10, 25 e 50 e mais anos de casamento durante o ano 2017 são convidados a celebrar as Bodas Matrimoniais durante a Eucaristia da Festa da Família.

As inscrições estão abertas até ao dia 21 de Maio, através do site da Pastoral Familiar (http://familia.patriarcado-lisboa.pt).

textos pela Pastoral Familiar do Patriarcado de Lisboa
Na Tua Palavra
Não nos separemos d’Ele!
por D. Nuno Brás
A OPINIÃO DE
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A canonização de Frei Bartolomeu dos Mártires, da Ordem dos Pregadores (1514-1590), constitui um motivo...
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P. Gonçalo Portocarrero de Almada
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