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“Um abraço de consolação a todos os cristãos do Médio Oriente”
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O Papa está de visita ao Egipto. Na semana em que deixou uma saudação aos ciclistas portugueses que vão ligar Roma e Fátima em bicicleta, Francisco fez um donativo para um balneário preparado para pessoas com necessidades especiais e pediu uma Igreja atenta às “necessidades dos irmãos”. Na Páscoa, o Papa apresentou a ressurreição de Jesus como “sentido” para a vida.

 

1. O Papa Francisco gravou uma mensagem vídeo dirigida ao povo egípcio, na antecipação da visita que está a realizar por este dias (28 a 29 de abril) ao país africano fazer. Na mensagem, Francisco faz votos de que a visita seja encarada como um abraço extensível ao mundo islâmico. “Desejo que esta visita seja um abraço de consolação e encorajamento a todos os cristãos do Médio Oriente; uma mensagem de amizade e estima a todos os habitantes do Egipto e da região; uma mensagem de fraternidade e reconciliação para todos os filhos de Abraão, particularmente ao mundo islâmico onde ocupa lugar de destaque o Egipto. Faço votos de que possa ser uma válida contribuição também para o diálogo inter-religioso com o mundo islâmico e para o diálogo ecuménico com a venerada e amada Igreja Copto-Ortodoxa”, salientou o Papa.

Na vídeo-mensagem, o Papa Francisco diz ainda esperar que no mundo, e também no Egipto, não faltem obreiros da paz: “O nosso mundo, dilacerado por uma violência cega, que feriu também o coração da vossa amada terra, precisa de paz, amor e misericórdia; precisa de obreiros de paz e de pessoas livres e libertadoras, pessoas corajosas que saibam aprender do passado para construir o futuro sem se fechar nos preconceitos; precisa de construtores de pontes de paz, de diálogo, de fraternidade, de justiça e de humanidade”.

Entretanto, o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé adiantou que o Papa vai deslocar-se ao Egipto sem recurso a qualquer carro blindado e sem preocupações adicionais decorrentes dos recentes atentados contra a comunidade cristã. “Nas suas deslocações, o Papa usará um automóvel fechado, mas não blindado. Foi ele que quis assim”, revelou Greg Burke, em conferência de imprensa.

 

2. O Papa saudou os grupos de portugueses que marcaram presença no Vaticano, em particular aos “ciclistas militares e civis” que vão ligar Roma e Fátima em bicicleta, por ocasião da viagem de Francisco à Cova da Iria. “Obrigado pela vossa presença e sobretudo pelas vossas orações! À Virgem Maria confio os vossos passos ao serviço do crescimento dos nossos irmãos e irmãs. Sobre vós e vossas famílias desça a Bênção do Senhor”, referiu o Papa, no final da audiência-geral de quarta-feira, 26 de abril, na Praça de São Pedro.

Na tradicional catequese, o Papa Francisco falou da existência humana como uma “peregrinação” e convidou todos a confiar em Deus mesmo nos momentos mais difíceis. “O nosso Deus é um Deus próximo, que caminha ao nosso lado. Não é um Deus distante e indiferente, mas cheio de amor e ternura por cada homem e mulher. Ao contrário de nós, hábeis em arruinar vínculos e derrubar pontes, Deus permanece fiel, nunca nos deixa só, mas caminha sempre ao nosso lado, mesmo que nos esquecêssemos dele”, declarou, elogiando ainda um grupo de casais, a celebrar as bodas de ouro do seu casamento: “É bela a vida do Matrimónio cristão”.

 

3. O Papa Francisco fez um donativo à associação São Luís Gonzaga ‘Obra de amor’ para pagar o aluguer anual do estabelecimento balneário‘La Madonnina’, em Focene, a 30 quilómetros de Roma, que está preparado para acolher pessoas com necessidades especiais, especialmente no verão. A Rádio Vaticano informa que ‘La Madonnina’ tem um centro de saúde e profissionais da Federação Italiana de Natação Paraolímpica que, segundo a necessidade de cada pessoa, adapta os instrumentos para tornar prazerosa e segura a estadia dos utentes na praia. A emissora católica acrescenta que o objetivo não é a de criar uma praia que seja um “gueto” mas um sítio “sem barreiras arquitetónicas e mentais”, onde todos podem desfrutar o mar e os seus benefícios.

 

4. No dia em que a Igreja assinalou a festa da Divina Misericórdia, no passado Domingo, 23 de abril, o Papa Francisco lembrou que as comunidades católicas devem ser sensíveis às “necessidades dos irmãos”, com gestos de “partilha”. “A misericórdia aquece o coração e torna-o sensível às necessidades dos irmãos com a partilha e a atenção. A misericórdia leva todos a ser instrumentos de justiça, de reconciliação e de paz”, declarou, perante milhares de pessoas reunidas na Praça de São Pedro, para a recitação da oração pascal do Regina Coeli. A misericórdia, acrescentou, abre as “portas do coração” e aproxima as pessoas dos que estão sós e marginalizados, mostrando que “a violência, o rancor, a vingança não têm qualquer sentido”.

 

5. O Papa Francisco apresentou a ressurreição de Jesus como “sentido” para a vida. “Isto não é uma fantasia, a ressurreição de Cristo não é uma festa de muitas flores, isso é bonito, mas é mais. É o mistério da pedra rejeitada, que acaba por ser o fundamento da nossa existência. Cristo ressuscitou!”, sustentou o Papa, na Missa de Domingo Páscoa, na Praça de São Pedro. “Nesta cultura do descarte, onde aquilo que não serve segue o caminho do usa e deita fora, onde aquilo que não serve é descartado, aquela pedra rejeitada é fonte de vida”, acrescentou o Papa, pedindo que cada um esteja disposto a levar a sua cruz, porque ela abre um horizonte novo, o da ressurreição. “Pensemos um pouco, cada um de nós, nos problemas diários, nas doenças que vivemos ou que algum dos nossos familiares tem, nas guerras, nas tragédias humanas, e simplesmente, com voz humilde, sem flores, a sós, diante de Deus: Não sei como é que isto vai acabar, mas tenho a certeza de que Cristo ressuscitou”, apelou.

Após a Via Sacra, no Coliseu de Roma, o Papa Francisco falou em “vergonha”. “Vergonha por todas as imagens de devastações, de destruição e de naufrágio que se tornaram vulgares na nossa vida. Vergonha pelo sangue inocente que diariamente é derramado por mulheres, crianças, imigrantes e pessoas perseguidas devido à cor da sua pele, à sua origem étnica ou social e pela sua fé em Ti”, manifestou, em Sexta-feira Santa.

Em Quinta-feira Santa, o Papa presidiu à Missa da Ceia do Senhor na Casa de Reclusão de Paliano, em Frosinone, a sul de Roma, e lavou os pés a 12 presos da instituição. “Deus ama assim! Até ao fim. E dá a vida por cada um de nós, e orgulha-se disso, porque Ele é amor”, lembrou Francisco.

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