Editorial |
P. Nuno Rosário Fernandes
Profeta e mensageiro para o serviço
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No dia 12 de maio de 2010, o Papa Bento XVI, hoje Papa Emérito, afirmou em Fátima ter-se feito “peregrino com os peregrinos”, no Santuário que é “o coração espiritual de Portugal e meta de uma multidão de pessoas, provenientes dos mais diversos lugares da Terra”. Hoje, depois da passagem do Papa Francisco por Fátima, onde canonizou dois novos santos (Francisco e Jacinta), penso poder reiterar que este coração espiritual é um coração que se alarga ao mundo inteiro.

A presença do Papa Francisco, fazendo-se peregrino como todos nós, para assinalar a comemoração do Centenário das Aparições teve, precisamente, esta marca distinta de todas as outras visitas que o Santo Padre tem realizado a lugares designados de periferia. Francisco veio para rezar, e essa foi sempre a sua postura, desde que chegou até à sua partida, acenando, como tantos peregrinos, de lenço branco e olhar comovido na procissão do adeus. A sua retirada no final do terço, na noite de 12 de maio, dentro do carro que o transportou até à Casa do Carmo, foi discreta e silenciosa, sem retirar a serenidade do momento espiritual que se vivia. Todos estavam ali para rezar, e as atenções dirigiam-se para o essencial, Deus.

Na tarde de sexta-feira, na chegada à Capelinha das Aparições, após a entrega de um ramo de flores simbolizando todos aqueles que são confiados ao seu pastoreio, o mundo inteiro, fez-se silêncio. Um silêncio acompanhado pelas centenas de milhares de pessoas que naquele recinto se uniam, assim, à oração do Sucessor de Pedro. Uma oração que durou cerca de oito minutos, e por onde passou, também, a sua missão apostólica, e o pedido de perdão pelos seus erros, revelou o Papa aos jornalistas, no voo de regresso a Roma.

Na oração que Francisco rezou em voz alta, individualmente, em frente da imagem de Nossa Senhora de Fátima, encabeçando, assim, toda a multidão ali presente, rezou a ‘Salvé Rainha’ (oração aqui publicada na passada semana) desenvolvendo cada uma das invocações. Nesta oração, reconhecendo Maria como Rainha, apresentou-se como peregrino da Luz, da Paz e da Esperança. Da Luz que vem das mãos de Maria, da Paz anunciada pela nossa Mãe naquele lugar e da Esperança que o Espírito alenta. Contudo, com um objetivo essencial: ser “profeta e mensageiro para a todos lavar os pés”.

Esta Mãe, “Senhora da veste branca”, é portadora e anunciadora da Misericórdia de Deus. Misericórdia mostrada há cem anos atrás e que convida todos os baptizados a viver em Deus, expressando um desejo de inocência e de paz. Ela é vida, doçura, esperança nossa, e vê as alegrias do ser humano, assim como vê as dores e geme e chora com os que choram.

Nesta oração, o Papa Francisco pediu ainda que se robustecesse a alegria da Igreja de Cristo, fortalecendo-se, também a esperança de todos os que são filhos de Deus e abrindo as portas para que seja seguido o exemplo, não apenas dos novos santos Francisco e Jacinta, mas de todos aqueles que “se entregam à mensagem do Evangelho”. Isto, porque a vida de santidade é para todos e está aberta a todos.

E deixa um compromisso: ser peregrino e peregrinar por todos os caminhos, derrubar todos os muros, vencer todas as fronteiras, sair em direção a todas as periferias, revelando a justiça e a paz de Deus.

Este é o caminho que todos somos convidados a fazer, tendo Maria por companheira de viagem, peregrinando connosco, sem lhe retirar o lugar que tem de Mãe do Senhor, Bendita entre todas as mulheres, Profecia do Amor misericordioso do Pai, Mestra do Anúncio da Boa-Nova do Filho, Sinal do Fogo ardente do Espírito Santo.

Nesta oração que esta semana quisemos explorar, percebemos a forma como o Papa Francisco a todos nos entregou e consagrou a Deus, por Maria, Virgem do Rosário Fátima, portadora de um manto protetor.

 

No próximo número vou procurar explorar a Saudação do Papa Francisco na Bênção das Velas. 

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