Lisboa |
Celebração do centenário das aparições
“Fátima é sobretudo este manto de Luz que nos cobre”
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O Papa Francisco considera que Fátima é um “manto de Luz” que cobre o mundo. Este é o “crer e sentir de muitos peregrinos” quando se refugiam “sob a proteção da Virgem Mãe para lhes pedir, como ensina a Salve Rainha, ‘mostrai-nos Jesus’”, assinalou o Papa, na celebração do centenário das aparições, no dia 13 de maio.


Na homilia da Missa, durante a qual Francisco e Jacinta foram canonizados, o Papa referiu-se aos pastorinhos, “a quem a Virgem Maria introduziu no mar imenso da Luz de Deus e aí os levou a adorá-Lo”. Francisco sublinhou que “não podia deixar de vir” a Fátima venerar a Virgem Maria e “confiar-lhe os seus filhos e filhas”. Sob o seu manto, acrescentou, “não se perdem; dos seus braços, virá a esperança e a paz que necessitam e que suplico para todos os meus irmãos no Batismo e em humanidade, de modo especial para os doentes e pessoas com deficiência, os presos e desempregados, os pobres e abandonados”.

No final, o Papa Francisco pediu a todos os peregrinos para serem “sentinelas da madrugada que sabem contemplar o verdadeiro rosto de Jesus Salvador, aquele que brilha na Páscoa, e descobrir novamente o rosto jovem e belo da Igreja, que brilha quando é missionária, acolhedora, livre, fiel, pobre de meios e rica no amor”.

 

Doentes são um “tesouro precioso da Igreja”

Na celebração no Santuário de Fátima, o Papa saudou os doentes, garantindo que “Deus é Pai” e nunca os esquecerá e pedindo-lhes que Lhe confiem as suas dores, os seus sofrimentos e o seu cansaço, que considerou “um tesouro precioso da Igreja”. A saudação aos doentes, concentrados na colunata norte do santuário, decorreu no final da Eucaristia, antes da Bênção do Santíssimo Sacramento. “Contai com a oração da Igreja que de todo o lado se eleva ao Céu por vós e convosco”, sublinhou o Papa, referindo que na bênção Jesus vai passar junto dos doentes para lhes “mostrar a sua proximidade e o seu amor”. Mas, acentuou, os doentes não se devem considerar apenas como meros “recetores de solidariedade caritativa”, mas sim “inseridos a pleno título na vida e missão da Igreja”, não devendo ter “vergonha de ser um tesouro precioso da Igreja”. “A vossa presença silenciosa, mas mais eloquente do que muitas palavras, a vossa oração, a oferta diária dos vossos sofrimentos em união com os de Jesus crucificado pela salvação do mundo, a aceitação paciente e até feliz da vossa condição são um recurso espiritual, um património para cada comunidade cristã. Não tenhais vergonha de ser um tesouro precioso da Igreja”, manifestou o Papa Francisco, apelando aos doentes para que vivam a sua vida e para que digam a Nossa Senhora, como os pastorinhos, que se querem oferecer a Deus de todo o coração.

O Papa permaneceu no altar até ao fim da celebração, acenando com um lenço branco na Procissão do Adeus, a que fez questão de assistir, deixando depois o recinto no Papamóvel. À saída, irromperam de novo no Santuário de Fátima os aplausos e os gritos de ‘Viva o Papa’, ‘Viva Francisco’, numa primeira despedida ao Santo Padre.

 

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A “voz profética” do Papa

Foi com “imensa alegria” que o Bispo de Leiria-Fátima saudou o Papa Francisco pela sua presença no Santuário de Fátima. No final da Missa, D. António Marto sublinhou a “voz profética” do Papa, “capaz de abater muros de separação”, de “lançar pontes de encontro entre os homens e os povos” e “de ser a voz dos sem voz”.

O bispo agradeceu ainda ao Santo Padre a sua visita como peregrino para assinalar o centenário das aparições de Nossa Senhora. “Como poderíamos nós celebrar este centenário sem a presença do Papa?”, questionou, sendo interrompido várias vezes por aplausos, agradecendo ainda a canonização dos pastorinhos Francisco e Jacinta. D. António Marto pediu também ao Papa uma “carícia e uma bênção especial” para as “crianças e os pequenitos” que estavam no santuário. “Obrigado, Santo Padre, porque convosco nos trouxestes dois santos, os dois pastorinhos Francisco e Jacinta, tão queridos ao nosso povo e intercessores afetuosos pelo Papa”, apontou o Bispo de Leiria-Fátima. No final da saudação, o Papa, como é hábito, ofereceu ao santuário um cálice em ouro.

 

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Papa rezou junto dos túmulos de Francisco e Jacinta

Na manhã do dia 13 de maio, o Papa Francisco encontrou-se com o Primeiro-Ministro, António Costa, e depois rezou, durante breves momentos e em silêncio, diante dos túmulos de Francisco e Jacinta, na Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima. Antes, o Papa saudou um grupo de crianças, filhos de funcionários do santuário, que lhe ofereceram um solidéu. À entrada da sacristia da basílica, o Papa saudou o padre Joaquim da Cunha, o sacerdote mais idoso de Portugal, perto de completar 105 anos, que reside atualmente na Casa Sacerdotal do Porto.

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