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“Jesus ensinou-nos a tratar Deus por Pai, ou melhor, por Papá”
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O Papa Francisco refletiu sobre a oração do Pai-Nosso. Na semana em que voltou a apelar à proteção do ambiente, o Papa alertou para divisões, convidou a rezar pelo fim do comércio das armas e assinalou o 50º aniversário do Renovamento Carismático.

 

1. O Papa dedicou a audiência-geral de quarta-feira à oração do Pai Nosso. “Jesus ensinou-nos a tratar Deus por Pai, ou melhor, por Papá (na língua dele: Abbá). Quem não recorda a oração que Ele nos ensinou: o Pai-Nosso? A paternidade de Deus é fonte da nossa esperança. Como vemos no Evangelho, Deus não consegue estar sem nós. Nunca estamos sozinhos. Podemos viver afastados d’Ele, ou mesmo estar contra Ele; podemos até professar-nos como pessoas «sem Deus». Mas Ele não pode estar sem nós. Pensemos na parábola do Pai misericordioso. Quando o filho pródigo, depois de ter gasto tudo, regressa à casa onde nasceu, o pai não aplica critérios de justiça humana, mas primariamente sente a necessidade de perdoar e, com o seu abraço, faz o filho perceber que, durante todo o tempo da sua ausência, sentiu falta dele, o seu amor de Pai sofreu. Como Jesus ensinou e viveu, Deus é Pai, mas não à nossa maneira humana: nenhum pai deste mundo se teria comportado como o Protagonista da referida parábola. Deus não pode estar sem nós; sente a nossa falta. Ele nunca será um Deus «sem o homem». Esta certeza é a fonte da nossa esperança, que encontramos espelhada em todas as invocações do Pai-Nosso. Quando precisamos de ajuda, Jesus não nos diz para nos resignarmos e fecharmos em nós mesmos, mas ensina-nos a elevar ao Pai do Céu uma súplica confiante. Todas as nossas necessidades, desde as mais evidentes e diárias como a alimentação, a saúde, o trabalho, até à necessidade de sermos perdoados e sustentados contra as tentações, não são uma prova de que estamos abandonados e sozinhos, mas há um Pai amoroso nos Céus que sempre olha por nós e nunca nos abandona”, garantiu o Papa, no passado dia 7 de junho, na Praça de São Pedro.

Francisco abençoou, ainda, um altar para um centro de adoração eucarística pela paz que se destina ao Santuário de Nossa Senhora do Rosário de Namyang, na Coreia do Sul. “Que neste mês de junho, dedicado à devoção ao Sagrado Coração de Jesus, não falte a oração de cada um pela paz”, concluiu.

 

2. O Papa lançou um apelo pela proteção do ambiente. “Nunca esqueçamos de que o ambiente é um bem coletivo, património de toda a humanidade e responsabilidade de todos”, afirmou Francisco, numa mensagem no Twitter (https://twitter.com/pontifex_pt) assinalando o Dia Mundial do Ambiente, a 5 de junho, que decorreu este ano marcado pela saída dos Estados Unidos do Acordo do Clima de Paris, anunciada na semana passada pelo presidente norte-americano, Donald Trump.

Ainda neste dia, Francisco elogiou o Papa Pio XII pela sua ação em defesa dos judeus, durante a II Guerra Mundial, apresentando-o como exemplo do cumprimento das obras de misericórdia. “Muitas vezes corremos riscos. Pensemos aqui, em Roma, em plena guerra: quantos arriscaram, a começar por Pio XII, para esconder os judeus, para que não fossem mortos, para que não fossem deportados”, lembrou, na homilia da Missa a que presidiu na capela da Casa de Santa Marta. “Arriscavam a sua pele, mas era uma obra de misericórdia salvar aquelas pessoas”, acrescentou.

 

3. Na Solenidade de Pentecostes, o Papa Francisco lembrou que a Igreja deve rejeitar “coligações e partidos” no seu seio, apelando à unidade dos católicos, sem “posições excludentes”. “Inflexíveis guardiães do passado ou vanguardistas do futuro, em vez de filhos humildes e agradecidos da Igreja: assim temos a diversidade sem a unidade”, assinalou, na homilia da Missa do passado Domingo, 4 de junho, perante milhares de pessoas reunidas na Praça de São Pedro, no Vaticano.

Também neste dia foi publicada a Mensagem para o Dia Mundial das Missões 2017, com o Papa a desafiar a Igreja a transmitir a “força transformadora do Evangelho” a um mundo ferido e muitas vezes sem rumo. “O Evangelho ajuda a superar os fechamentos, os conflitos, o racismo, o tribalismo, promovendo por todo o lado a reconciliação, a fraternidade e a partilha entre todos”, defendeu, na mensagem para o próximo Dia Mundial das Missões (22 de outubro), que tem como tema ‘A missão no coração da fé cristã’. “A missão da Igreja não é a propagação duma ideologia religiosa, nem mesmo a proposta duma ética sublime”, escreveu Francisco, sublinhando a responsabilidade de transmitir a mensagem cristã “num mundo baralhado com tantas quimeras, ferido por grandes frustrações e dilacerado por numerosas guerras fratricidas”, que precisa do “poder transformador do Evangelho”. “A missão adverte a Igreja de que não é fim em si mesma, mas instrumento e mediação do Reino”, apontou.

 

4. No mais recente ‘Vídeo do Papa’ (https://thepopevideo.org/pt-br.html), Francisco convidou a rezar pelos responsáveis das nações para que se “comprometam em pôr fim ao comércio das armas”. “É uma absurda contradição falar de paz, negociar a paz e, ao mesmo tempo, promover ou permitir o comércio de armas”, afirmou o Papa Francisco, no vídeo divulgado no YouTube e nas redes sociais. “Acabemos com esta situação”, apelou. “Rezemos todos juntos pelos responsáveis das nações, para que se comprometam decididamente em pôr fim ao comércio das armas, que provoca tantas vítimas inocentes”, é o convite do Papa Francisco na intenção de oração para o mês de junho.

 

5. Numa mensagem de felicitações ao Renovamento Carismático Católico (RCC), que celebrou, em Roma, o seu 50º aniversário, o Papa destacou o papel destas comunidades no diálogo ecuménico. “Vocês são um precioso instrumento do Espírito para caminhar com os outros irmãos cristãos, unidos na oração e no trabalho pelos mais necessitados, ‘caminhando juntos para a mesa da Eucaristia’, como disse no Egito, quando rezámos com o Papa Tawadros”, afirmou Francisco, numa saudação divulgada pela Rádio Vaticano.

Os participantes nas comemorações dos 50 anos do RCC participaram na Vigília ecuménica de Pentecostes, no sábado, dia 3 de junho, com o Papa, no Circo Máximo. A celebração teve a participação de cerca de 30 mil pessoas, católicos e também do mundo evangélico e pentecostal, oriundos de cerca de 130 países, incluindo Portugal.

Aura Miguel, jornalista da Renascença, à conversa com Diogo Paiva Brandão
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