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A Família como Prioridade
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Nesta edição queremos recordar a importância de trazer a Família para o centro de toda a dinâmica pastoral: a Família deve ser a Prioridade – como agente evangelizador e como núcleo a evangelizar. Precisamos de retomar um “estilo familiar de ser Igreja”.

 

A Constituição Sinodal de Lisboa (2016), no ponto 66, incentiva a promoção da recomposição familiar da vida comunitária. Aí refere que: “A importância da família para a vida de toda a sociedade é também um benefício para a Igreja, como escreve o Papa Francisco: «A Igreja é família de famílias, constantemente enriquecida pela vida de todas as igrejas domésticas. Assim, em virtude do sacramento do Matrimónio, cada família torna-se, para todos os efeitos, um bem para a Igreja» (AL 87). Nesta perspetiva, a atenção a cada pessoa tem de ter em conta a sua realidade familiar. Exige-se, portanto, que cada comunidade se questione acerca das relações que a constituem e suportam, descubra a riqueza e valorize o contributo das famílias e as valorize como protagonistas da evangelização. São muitas as famílias que não tendo uma prática religiosa regular procuram a Igreja para celebrar um sacramento ou para solicitar a catequese para as crianças. Num contexto de maior distância cultural face ao mundo da fé, este facto constitui uma oportunidade para que se proponham aos adultos formas concretas de descoberta da fé e de primeiro anúncio que favoreçam a sua integração eclesial. A formação e acompanhamento das famílias, nas suas complexas problemáticas, favorecem o nascimento de dinamismos fecundos de colaboração entre elas e as comunidades cristãs. Neste sentido, incentivem-se iniciativas pastorais que devolvam à família a responsabilidade da sua função educativa.”

De forma muito concreta, a Constituição apresenta 5 desafios à nossa Igreja Diocesana no que que se refere a FAMÍLIA (nº70, artº5):

a. Caminhar com todas as famílias, anunciando-lhes o Evangelho que as ilumina e promove;

b. Propor o Matrimónio cristão como caminho de vida e santidade, apostando na sua preparação na juventude e no tempo de namoro;

c. Desenvolver as dimensões próprias da espiritualidade conjugal;

d. Reforçar o contributo da família como sinal credível e sujeito ativo para a evangelização;

e. Apoiar sempre as famílias, renovando-as na esperança e na confiança em Deus.

 

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A importância de fazer caminho em grupo

Fazemos parte de uma Equipa de Nossa Senhora (ENS) há 6 anos. Fazer caminho com esta equipa tem sido uma experiência muito positiva para nós, pois encontrámos neste grupo um espaço de partilha de vida. Pode parecer coisa pouca, mas é muito edificante a partilha de experiências de vida de cada casal, a escuta conjunta da Palavra de Deus, a oração e a reflexão. Aprendemos muito com as partilhas dos outros.

Adicionalmente, o Movimento propõe-nos dinâmicas de casal que são verdadeiramente essenciais para o equilíbrio de qualquer família, nomeadamente a oração pessoal, conjugal e familiar e o “dever de sentar” (que responde à necessidade de diálogo regular e franco entre o casal).

Propostas como a que o movimento ENS faz parecem-nos ter todo o sentido e atualidade. Fazer caminho em núcleos mais pequenos de Famílias prepara-nos para a inserção comunitária e para o dever se ser uma família de Famílias. Apelamos por isso a que se constituam grupos de famílias a caminho. É que, como diz o ditado popular, “sozinhos vamos mais rápido, mas juntos vamos longe”!

texto por Catarina e Nuno Luís Fortes 

 

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ComTributo à Igreja

Continuação do Capítulo IV da Amoris Laetitia

 

Alegria e Beleza

São Tomás dizia: “…que se usa a palavra «alegria» para se referir à dilatação da amplitude do coração.” “A beleza – o valor sublime» do outro, que não coincide com os seus atrativos físicos ou psicológicos – permite-nos saborear o carácter sagrado da pessoa, sem a imperiosa necessidade de a possuir.” A ternura (…) “Leva-nos a vibrar à vista de uma pessoa, com imenso respeito e um certo receio de lhe causar dano ou tirar a sua liberdade. O amor pelo implica este gosto de contemplar e apreciar o que é belo e sagrado do seu ser pessoal, que existe para além das minhas necessidades.” O Papa Francisco diz-nos: “Muitas feridas e crises têm a sua origem no momento em que deixamos de nos contemplar.” E ainda: “As alegrias mais intensas da vida surgem quando se pode provocar a felicidade dos outros, numa antecipação do Céu.” “…a alegria renova-se no sofrimento. Como dizia Santo Agostinho, «quanto mais grave foi o perigo no combate, tanto maior é o gozo no triunfo». O Santo Padre, ciente da importância da família, garante que: “Poucas alegrias humanas são tão profundas e festivas como quando duas pessoas que se amam conquistaram, conjuntamente, algo que lhes custou um grande esforço compartilhado.”

 

Casar-se por amor

Afinal, como deve ser vivido o matrimónio? “É verdade que o amor é muito mais do que um consentimento externo ou uma forma de contrato matrimonial, mas é igualmente verdade que a decisão de dar ao matrimónio uma configuração visível na sociedade com certos compromissos manifesta a sua relevância: mostra a seriedade da identificação com o outro, indica uma superação do individualismo do adolescente e expressa a firme opção de pertencerem um ao outro.” “Implica uma série de obrigações; mas estas brotam do próprio amor, um amor tão decidido e generoso que é capaz de arriscar o futuro.”

 

Amor que se manifesta e cresce

Para o cristão, a felicidade plena, está para vir. “Uma ideia celestial do amor terreno esquece que o melhor ainda não foi alcançado, o vinho envelhecido com o tempo.”

 

O diálogo

Quantas crises surgem, por má comunicação conjugal? O segredo é o diálogo. “Reservar tempo, tempo de qualidade, que permita escutar, com paciência e atenção, até que o outro tenha manifestado tudo o que precisava de comunicar.” É importante “…despojar-se das pressas, pôr de lado as próprias necessidades e urgências, dar espaço.” Muitas vezes, mas que falar, o cônjuge sente necessidade de ser ouvido. Numa vida a dois é necessário: “Desenvolver o hábito de dar real importância ao outro. Trata-se de dar valor à sua pessoa, reconhecer que tem direito de existir, de pensar de maneira autónoma e de ser feliz.”

Devemos estar atentos ao mundo. “Amplitude mental, para não se encerrar obsessivamente numas poucas ideias, e flexibilidade para poder modificar ou completar as próprias opiniões. É possível que, do meu pensamento e do pensamento do outro, possa surgir uma nova síntese que nos enriqueça a ambos.” Devemos aspirar à unidade na diversidade. Palavras sábias de Francisco, que nos impele: “Temos de nos libertar da obrigação de ser iguais.” Devemos ser cuidadosos nas discussões e “… o modo de as dizer ou a atitude que se assume no diálogo.”

 

texto por Bruno de Jesus

 

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Programa do Sector da Pastoral Familiar para o ano pastoral 2017-2018

 

Tema anual: ‘A Família: Da escuta da Palavra à transmissão da Fé’

·         Setembro 2017

o   30 – Encontro de oração pela vida não nascida – Esperança de Ana.

·         Outubro 2017

o   7 e 8 – Fórum Wahoo, em Torres Vedras.·   

o   13 – Encontro do Setor com os Movimentos.

o   13 – Encontro do Setor com Agentes de Pastoral Familiar, por Zonas Pastorais (Termo Oriental/ Termo Ocidental/ Lisboa/ Oeste).

o   15 - Eucaristia pela Vida não nascida – organizado pelo grupo Esperança de Ana.

·         Novembro 2017

o   4 – Caminhada pela Vida.

o   11 e 12 – Jornadas Nacionais de da Pastoral Familiar, Fátima.

o   18 – Encontro de Agentes de preparação para o Batismo.

o   19 – Encontro de Agentes de preparação para o Matrimónio.

o   25 e 26 – Encontro de Formação para Agentes de Pastoral Familiar, com José Granados, Professor no Instituto Pontifício João Paulo II

o   25 – Encontro de oração pela vida não nascida – organizado pelo grupo Esperança de Ana.

·         Dezembro 2017

o   17 – III Domingo do Advento – sugestão de celebração nas paróquias da Bênção das grávidas.

o   17 – Iniciativa da Luz da Paz de Belém.

o   31 – Festa da Sagrada Família.

·         Janeiro 2018

o   20 – Encontro nacional dos secretariados diocesanos em Fátima.

o   27 – Formação de Agentes da Pastoral Familiar – Módulo 1.

·         Fevereiro 2018

o   14 – Dia de São Valentim – sugestão de dinamização da celebração nas paróquias.

o   17 – Caminhada para namorados.

o   24 – Formação de Agentes da Pastoral Familiar – Módulo 2.

·         Março 2018

o   10 e 11 – Retiro para casais novos (até 7 anos).

o   16 a 18 – Retiro da Vinha de Raquel.

o   17 – Formação de Agentes da Pastoral Familiar – Módulo 3.

o   19 – Dia do Pai.

·         Abril 2018

o   7 e 8 – Retiro para Namorados.

o   9 – Dia da criança concebida – sugestão de celebração nas paróquias.

·         Maio 2018

o   6 – Dia da Mãe – sugestão de celebração nas paróquias.

o   14 a 20 – Semana da Vida.

o   15 – Dia Internacional da Família – sugestão de celebração nas paróquias.

o   27 – Festa da Família, em Torres Vedras.

o   31 – Dia dos irmãos – sugestão de celebração nas paróquias.

·         Junho 2018

o   1 – Dia da criança – sugestão de celebração nas paróquias.

·         Julho 2018

o   26 – Dia dos Avós – sugestão de celebração nas paróquias.

·         Agosto de 2018

o   22 a 26 – Encontro Mundial das Famílias, em Dublin, Irlanda.

 

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Sugestão

Dia 26 de Julho 2017, por ocasião da festa litúrgica de Santa Ana e S. Joaquim, avós de Jesus, a sociedade civil celebra o Dia dos Avós. Sugerimos a dinamização desta celebração nas paróquias.

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