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“Alegria, oração e ação de graças” para “viver o Natal de modo autêntico”
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O Papa Francisco falou do Natal. Na semana em que o Vaticano aprovou as “virtudes heroicas” da portuguesa Luiza Andaluz, fundadora das Servas de Nossa Senhora de Fátima, o Papa apontou os pecados do jornalismo, encontrou-se com as crianças da Ação Católica e com artistas.

 

1. A alegria do cristão “não se compra” e nunca deve ser perdida, mesmo quando as coisas não acontecem segundo os desejos de cada um. Foi este o encorajamento do Papa Francisco, durante a oração do Angelus, no passado Domingo, 17 de dezembro, dia em que comemorou 81 anos de vida. “Queridos irmãos e irmãs, a liturgia nos convida a colher o espírito com que tudo isso acontece, isto é, precisamente, a alegria. São Paulo nos convida a preparar a vinda do Senhor assumindo três atitudes: a alegria constante, oração perseverante e a contínua ação de graças”, frisou o Papa, na Praça de São Pedro, perante inúmeras crianças acompanhadas dos seus Meninos Jesus. “Alegria, oração e gratidão são três comportamentos que nos preparam a viver o Natal de modo autêntico”, acrescentou.

Neste final do tempo de Advento, o Papa desafiou os cristãos a confiarem as suas vidas à materna intercessão da Virgem Maria. “Ela é causa da nossa alegria, não somente porque gerou Jesus, mas porque nos envia continuamente a Ele”, referiu, concluindo: “Vamos repetir todos juntos: alegria, oração e ação de graças”.

 

2. A Santa Sé anunciou a aprovação das “virtudes heroicas” de Luiza Andaluz, fundadora das Servas de Nossa Senhora de Fátima. Com este passo, há mais uma portuguesa a caminho dos altares. O processo de canonização tinha sido entregue em Roma no dia 3 de abril de 2000.

Luiza Andaluz nasceu a 12 de fevereiro de 1877. Com 38 anos sentiu-se chamada à vida religiosa, como carmelita, tendo fundado, em 1915, as Servas de Nossa Senhora de Fátima. Em 1923 inicia-se a vida fraterna na sua casa em Santarém, hoje Casa Mãe da congregação, onde faleceu a 20 de agosto de 1973, com 96 anos.

As “virtudes heroicas” é a designação canónica dada ao conjunto de requisitos de exemplaridade de vida que devem ser demonstrados para que se inicie o processo formal de canonização na Igreja.

 

3. O Papa destacou a importância de lutar pela preservação de uma comunicação social que “informe verdadeiramente” e seja “voz mais próxima possível da realidade” do mundo e dos seus problemas. Numa mensagem durante uma audiência com os membros da União Italiana de Periódicos e de Imprensa e da Federação Italiana de Semanários Católicos, realizado dia 16 de dezembro, sábado, no Vaticano, Francisco alertou para os pecados do jornalismo. “Que não se caia no maior pecado da comunicação: a desinformação, dizendo apenas uma parte, a calúnia, que é sensacionalista, ou a difamação, procurando coisas já ultrapassadas, antigas, e trazendo-as à atualidade. Estes são pecados gravíssimos, que destroem o coração do jornalista e das pessoas”, alertou, frisando que “a voz dos media, livre e responsável, é essencial para o crescimento de qualquer sociedade democrática” e para o desenvolvimento no público de “um sentido crítico saudável que o faça fazer as perguntas que interessam e chegar às conclusões mais necessárias”. “Desta forma, evitamos ir constantemente ao sabor de slogans fáceis ou de campanhas de informação extemporâneas, que deixam transparecer a intenção de manipular a realidade, a opinião e as próprias pessoas, à base de rumores mediáticos inúteis”, sustentou.

 

4. O Papa Francisco recebeu, na Sala do Consistório, uma delegação da Ação Católica Juvenil Italiana, formada de 80 pessoas de toda a Itália, que foi apresentar os votos de Natal: “Caros meninos e meninas, sede amigos e testemunhas de Jesus, vindo de Belém para o meio de nós. Nesta festa do Santo Natal, já às portas, sois chamados a fazê-lo conhecer cada vez mais aos vossos amigos, na cidade, nas paróquias e nas vossas famílias. Obrigado mais uma vez pela vossa visita. Abençoo-vos com afeto, juntamente com os vossos entes queridos, com os educadores, os assistentes e com todos os amigos da ACR”.

O Papa manifestou particular apreço pelos encontros que este movimento está a organizar este ano, para conhecimento e proximidade com os “avós” da Associação, por ocasião dos 150 anos da mesma. “Esta é uma coisa muito bela e importante, porque os anciãos são a memória histórica de cada comunidade, um património de sabedoria e de fé que deve ser ouvido, conservado e valorizado”, apontou. “Sede, portanto, bons ‘fotógrafos’ seja daquilo que fez Jesus, seja da realidade que vos circunda, tendo olhos atentos e vigilantes. Muitas vezes há pessoas esquecidas: ninguém olha para elas, ninguém as quer ver. São os mais pobres, os mais fracos, relegados às margens da sociedade porque considerados como um problema. Mas são, pelo contrário, a imagem do Menino Jesus recusado e que não encontrou acolhimento na cidade de Belém, são a carne viva de Jesus sofredor e crucifixo”, lembrou.

 

5. O Papa Francisco recebeu no final da manhã de sexta-feira, 15 de dezembro, os cerca de 180 artistas e organizadores do ‘Concerto de Natal no Vaticano’, que iria decorrer na noite seguinte, na Sala Paulo VI, com os fundos recolhidos com a venda de bilhetes a serem destinados a dois projetos educativos envolvendo crianças e jovens na República Democrática do Congo e na Argentina. “O Natal – sabemo-lo – é uma festa sentida, participada, capaz de aquecer os corações mais frios, de remover as barreiras da indiferença em relação ao próximo, de encorajar à abertura ao outro e ao dom gratuito. Porque também hoje há a necessidade de difundir a mensagem de paz e de fraternidade precisamente no Natal; existe a necessidade de representar este acontecimento exprimindo os sentimentos autênticos que o animam”, salientou o Papa, neste encontro na Sala Clementina, no Vaticano. E a arte, acrescentou o Papa Francisco, “é um formidável meio para abrir as portas da mente e do coração ao verdadeiro significado do Natal”.

Aura Miguel, jornalista da Renascença, à conversa com Diogo Paiva Brandão
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