Perfil |
Mafalda Maria de Barros Calado Ferreira Rodrigues
O amor no estar, no ser, no partilhar
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Mafalda Maria de Barros Calado Ferreira Rodrigues nasceu em Coimbra, a 2 de dezembro de 1996, mas mudou-se para Aveiro ainda com poucos dias de vida. Está a finalizar a licenciatura em Genética e Biotecnologia na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro. Em agosto de 2016 esteve em missão na Ilha de Santiago, em Cabo Verde, com o grupo Sementes da Pastoral Universitária de Braga e, em 2017, esteve durante dois meses em missão em Angola, com o grupo Grão.

 

“Tinha uma luzinha acesa no meu coração”

Filha de pais católicos, “mas pouco (ou nada) praticantes”, diz-nos que o acesso que teve à experiência católica foi “sempre pouco dinâmico e pouco revelador daquilo que era verdadeiramente Deus”. “Fui crescendo e aceitando esta maneira de viver a religião, até ao momento em que houve um distanciamento. A minha vida mudou, a cidade onde vivia ficou para trás, e a minha relação com Deus também. Com o passar do tempo e o despertar da minha consciência, a vida desafiou-me a pensar mais além. A perceber o que era verdadeiramente o ‘rezar’, o ‘amor de Deus’, o ‘falar com Deus’, e tudo o que envolvia a vida católica”, conta. Com 17 anos, entrou na Universidade de Trás-Os-Montes e Alto Douro no curso de Genética e Biotecnologia que está neste momento a terminar, “mas já com a ideia de iniciar o curso de Enfermagem no próximo ano letivo”. Considera que se deu início ao “despertar” que até aí não tinha acontecido. “Desde aí, que percebi que tinha uma ‘luzinha’ acesa no meu coração, que me dizia que Algo maior me chamava: dedicar parte da minha vida a quem nada me pedia, mas que me recebia de braços abertos”.

 

O coração brilhava como nunca!

Decidiu então “pegar nesse sentimento” e torná-lo parte do seu dia-a-dia e das suas escolhas, como partilha: “Em 2014, juntei-me ao projeto VidaIN da APN (Associação Portuguesa de Doentes Neuromusculares). Aí, embora com alguma dificuldade, percebi com clareza que era essa a missão que me chamava: as pessoas. No ano de 2015, decidi ir mais além e juntar-me ao grupo Sementes (projeto de voluntariado de curta duração promovido em países de expressão portuguesa em vias de desenvolvimento. Está direcionado para estudantes universitários ou recém-licenciados que pretendam fazer uma experiência de Missão de curta duração durante o período de verão), da Pastoral Universitária de Braga. Este projeto tem como objetivo mandar jovens universitários em Missão para PALOP’s durante 1 mês. A minha vida estava dividida como nunca: Vila Real, Espinho e Braga. Mas o coração também brilhava como nunca. Era este o caminho, tinha a certeza! Fiz a formação e em Agosto de 2016, fui enviada para a Ilha De Santiago em Cabo Verde, durante 1 mês. Foi um mês de dúvidas, de incertezas… mas principalmente de encontro e de serviço. Perguntava-me muitas vezes se seria capaz de dar o que me era proposto, se não estaria a ser injusta com as pessoas que ‘deixava’ para trás e que eventualmente precisariam de mim, se conseguiria superar imprevistos… mas depois percebi que ir em missão não era isto. Não era sobre as minhas dúvidas e sobre as minhas superações. Era muito mais que isso! Era sobre descentralizar-me de mim própria, e centrar-me nos outros. Era isso a missão, os outros.”

 

“Não há melhor sítio para estar que aquele a que Deus nos leva”

Quando regressou, diz-nos que que interiorizou “essa maneira de viver com tanto amor, que se tornou o meu dia-a-dia.” Sentiu então que “devia aprofundar essa experiência de missão. Aplicar, além-fronteiras, tudo o que tinha vivido e aprendido em Cabo Verde. E assim, juntei-me ao GRÃO (um projeto de voluntariado internacional, formado por estudantes universitários e jovens profissionais, com inspiração Jesuíta. O seu principal objetivo é promover a formação dos jovens voluntários no sentido de os dotar das competências necessárias para a realização de Missões para o desenvolvimento, de curta duração. As Missões são realizadas em países Africanos de expressão Portuguesa durante os meses de Verão, em cooperação com ONG’s e outras organizações locais)”. Fez nove meses de formação e sente que foi onde teve “o maior encontro com Deus”: “Quando confiei cegamente, e tive a oportunidade de viver dois meses (Agosto e Setembro de 2017) em Benguela, Angola. Fui enviada com uma comunidade de mais 5 pessoas, em que o meu cargo era “Chefe de Oração”. O que vivi, o amor que encontrei na simplicidade de cada sorriso tímido, de cada mão estendida, de cada cumprimento olhos nos olhos... O amor no estar, no ser, no partilhar! Foi a prova de que não há melhor sítio para estar que aquele a que Deus nos leva. Não sei onde me vai levar futuramente o caminho de Deus, mas sei que confio naquilo que Ele tem reservado para mim. E sou eternamente grata por isso.”

texto por Catarina António, FEC | Fundação Fé e Cooperação
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