Missão |
Susana Cristina Sousa Magalhães, Leigos para o Desenvolvimento
Procurar viver a simplicidade do amor e da vida
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Susana Cristina Sousa Magalhães nasceu a 25 de junho de 1987, em Vila Nova de Famalicão. É licenciada em Marketing pelo Instituto Superior de Contabilidade e Administração do Porto. Entre setembro de 2014 e setembro de 2015 esteve em missão em São Tomé e Príncipe com os Leigos para o Desenvolvimento. 

 

Frequentou o ensino primário, básico e secundário em Famalicão e em 2006 ingressou na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, no curso de Filosofia. No entanto, decidiu mudar de curso e ingressou no Instituto Superior de Contabilidade e Administração do Porto, tendo concluído a licenciatura em Marketing. Vive em Famalicão com os seus pais. Tem um irmão mais velho que lhe deu “mais razões para um grande amor e novo sentimento na minha vida – ser tia”. “Este núcleo familiar é de máxima importância na minha vida. Um pilar. Que me ama, alimenta, abriga, protege e ampara. São pilar para mim e sei que o sou para eles. Sentimento maior é também a minha relação com o Rui, o meu namorado. Fomos companheiros de missão, em São Tomé e Príncipe, e agora em caminho para sermos companheiros de e para a vida. Vamos casar no dia 15 de setembro deste ano.” Profissionalmente, tem trabalhado na sua área de formação, “num âmbito mais geral de marketing e comunicação. Neste momento trabalho numa clínica dentária na área de gestão de pacientes. Gosto muito do que faço pelo contacto diário com as pessoas e por ajudar a criar cada vez mais sorrisos. Contudo, no futuro pretendo explorar mais a área social e talvez trabalhar no terceiro setor.”

 

Viver com alegria a missão do dia a dia

A sua família é católica e cresceu “nesse ambiente de amor”. Pertence à Paróquia de São Tiago de Antas, no Arciprestado de Vila Nova de Famalicão, foi batizada no dia 8 de agosto de 1987 e fez o Crisma em 2003.  Aceitou o desafio de fazer parte do Grupo de Jovens e para ser catequista. “Dois desafios que aceitei e se tornaram um marco no meu caminho com Deus. Foram essenciais para o crescimento na minha fé e para uma relação mais próxima com Deus. Foi a partir daqui que construí uma verdadeira relação de amizade. E foi também com o grupo de jovens que percebi que mesmo quando não era tão fiel a esta minha relação de amizade, mesmo quando achava que caminhava sozinha, Ele continuava lá e pegava em mim ao colo. Através desta relação próxima com a minha paróquia conheci mais de perto o trabalho de missionários, o sentimento de ser e estar para o outro e a vontade de entreajuda foi assim amadurecendo. Confirmando que estar próximo do outro é a grande missão. Durante alguns anos, fui trabalhando na missão diária e procurando ir ao encontro do que me era pedido. O que nem sempre é fácil, quer ouvir e perceber o que Ele me pede, quer aceitar o que me é pedido”, partilha. Em 2012 soube da existência da ‘Missão +’, “uma atividade dos Missionários Combonianos e que consiste numa semana de serviço missionário e de vida comunitária em Camarate, em especial no Bairro da Torre, na Quinta das Mós e em Fetais. Voltei a Camarate mais vezes e fui amadurecendo a ideia de dar mais do meu tempo… Se por um lado acredito e defendo que a missão não tem de ser fora da nossa área de residência, do nosso país, onde como Cristãos devemos viver com alegria a missão do dia a dia, por outro lado, também fui percebendo a dimensão da palavra Igreja, e tudo o que pode ser feito quando não há qualquer tipo de fronteiras, quando não há divisões, o desafio para a Missão Ad Gentes.”

 

“Beleza santomense são as pessoas”

Integrou a formação dos Leigos para o Desenvolvimento em 2013 em setembro de 2014 partiu por um ano para S. Tomé e Príncipe e conta-nos: “Dos vários projetos que os Leigos para o Desenvolvimento desenvolvem em São Tomé e Príncipe, eu fiquei responsável pela formação profissional no Bairro da Boa Morte, pela Representação Institucional e Angariação de Fundos e como projeto pastoral a dinamização e acompanhamento de um grupo de jovens.  Foram tempos de muita aprendizagem, quer pela riqueza e até complexidade dos projetos, mas também pela adaptação à realidade, pelo gerir de expectativas, pela mudança dos nossos ritmos. Perceber que mesmo quando projetamos toda a nossa energia, o nosso trabalho, o nosso conhecimento para chegar aos objetivos, mesmo sabendo que temos que ‘dar o litro’, a grande lição passa também por confiar, saber esperar, e, quando necessário, saber simplesmente estar. Nestes meus projetos apercebi-me também da riqueza que é trabalhar verdadeiramente em conjunto, tanto pelo trabalho desenvolvido com a comunidade local, pela entreajuda entre os sete membros da comunidade LD e também pela continuidade dos projetos e da missão, ou seja, pelo trabalho que foi desenvolvido antes da nossa presença e pelo que será feito nos anos seguintes. É bonito ver os frutos da nossa dedicação, da nossa presença. Reconhecer a importância da semente, do trigo e do restolho. Foi também um tempo de maior proximidade a Deus, onde existem menos distrações e onde facilmente reconhecemos quem nos lidera, quem nos guia. Foi um ano muito intenso, muito cheio de sentimentos, difícil de explicar e transmitir o que realmente foi, aquele verdadeiro cliché de que não há palavras suficientes para falar sobre missão. Eu vivi em São Tomé e São Tomé alojou-se no meu coração, ganhei uma nova casa, quase que uma nova identidade. Reconhecer que agora parte de mim está lá, pelo muito que fui e vivi durante aquele ano, mas muito em especial pelas pessoas que conheci e que levo para a vida. A beleza de São Tomé é conhecida pelas paisagens verdes e praias paradisíacas, uma biodiversidade reconhecida mundialmente, mas posso afirmar com toda a certeza que o expoente máximo da beleza santomense são as pessoas. Pela sua autenticidade, generosidade, simplicidade, entrega, e pelo sorriso fácil e genuíno.” Diz que regressar a Portugal foi “viver um misto de sentimentos, se por um lado a saudade da família e dos amigos torna o regresso prazeroso, por outro lado fica para trás um ano intenso e nasce uma nova saudade, de outros amigos, de outros lugares.”

Neste momento faz parte da equipa do Centro Missionário e Arquidiocesano de Braga (CMAB) e em conjunto com o Rui (o seu namorado) estão a fazer a formação do projeto ‘Salama’, um projeto do CMAB. “E assim pretendo continuar o meu caminho como discípula missionária de Jesus, consciente desta importância de sair de mim mesma e procurar viver como o outro a simplicidade do amor e da vida. Num ano especial em que se aproxima a confirmação de um amor para a vida, de caminhar lado a lado com o Rui, a construir juntos e a ser testemunho de vida e de fé”, conclui.

texto por Catarina António, FEC | Fundação Fé e Cooperação
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