Na Tua Palavra |
D. Nuno Brás
Que pegada?
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Nos últimos tempos é frequente ouvirmos falar da “pegada ecológica”. Trata-se da marca que cada um de nós, cada empresa ou instituição deixa atrás de si ao usar os recursos naturais do planeta.

Com efeito, ao nosso dispor não se encontra um infinito de recursos naturais. Ao fazermos uso daqueles recursos que deveriam ser usados pelos que vêm depois de nós estamos a deixar uma marca, uma pegada negativa no ambiente. Ao contrário, quando o nosso modo de viver é de tal modo que não usamos os recursos que se encontram à nossa disposição, mas antes os poupamos e deles cuidamos, estamos a deixar uma pegada “positiva”.

Creio, no entanto, que as pegadas que deixamos não são apenas ecológicas. São também “pegadas espirituais”. Quero dizer: cada um de nós deixa atrás de si uma marca espiritual, positiva ou negativa no nosso mundo. E fazemo-lo sempre, em cada momento que vivemos (não apenas quando nos ocupamos na oração ou noutra realidade da vida da fé).

Aquele cuja vida é usada para fazer o mal, esse deixa ao seu redor e para as gerações vindouras uma marca, uma “pegada espiritual” de destruição do próprio ser humano. Ao contrário, aquele que se preocupa em fazer o bem, em viver com Deus e em mostrá-lo a todos deixa atrás de si uma boa “pegada espiritual”. E quando a nossa vida é marcada, como gosta de recordar o Papa Francisco, pela mediocridade, pela superficialidade e pela indecisão, não julguemos que ninguém dará por nós. Pelo contrário, as nossas serão pegadas assim mesmo: marcas de mediocridade, superficialidade e indecisão.

Contudo, as pegadas dos cristãos hão-de ir mais longe. Quem olhar para as marcas que deixamos neste mundo deveria encontrar nelas as marcas de Jesus Cristo, muito mais que as nossas próprias. Quer dizer: deveria encontrar as marcas do amor que Deus é. E essas marcas deveriam convidar todos a viver nesse amor que é a fonte de tudo quanto existe.

E não somos apenas nós, enquanto pessoas, quem deixa estas marcas espirituais: também as instituições, as sociedades e os próprios países.

Afinal de contas: que pegada espiritual estamos a deixar para aqueles que hão-de viver depois de nós?

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