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À procura da Palavra
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DOMINGO X COMUM Ano B

“Quem fizer a vontade de Deus

esse é meu irmão, minha irmã e minha Mãe.”

Mc 3, 35

 


É difícil explicar o mal. Procuramos causas, respostas e justificações. Percebemos que sofremos por males inevitáveis, e por muitos outros, evitáveis. A Bíblia também procurou encontrar uma causa e deixou-nos o relato a que chamamos “do pecado original”. Mais do que uma explicação, é uma narração que tem a ver com todos os humanos: somos Adão e Eva, e a liberdade de escolher é uma maravilha e um risco. Há ali medo, acusações, rupturas de relação, dor de errar, castigo: mas Deus promete a esperança. A intimidade ferida irá ser curada; o mal e os seus efeitos não terão a palavra definitiva.


De Jesus chega a dizer-se que estava “fora de si”, e que libertava e curava porque se aliara ao “chefe dos demónios”. Quer a sua família que tenta, talvez, protegê-l’O, quer os escribas que o acusam de agir em nome do demónio, contrastam com a “nova família de Jesus”, aqueles que o Escutam e se sentam à sua volta. Reconhecer Jesus como vencedor do mal exige uma escolha transformadora. Mexe com hábitos e rotinas. Põe em causa explicações em que as pessoas são escravas de forças desconhecidas. Deita abaixo o poder de quem domina pelo medo e pela culpa. É mais fácil ceder à cegueira do que não entendemos, fugir do encontro que liberta e desacomoda, recusar as responsabilidades próprias nas escolhas erradas. Se o mal só pode ser vencido pelo bem, que endurecimento de coração e de inteligência leva a recusar aquele que o faz?


À “nova família de Jesus” pertencem os que procuram fazer a vontade de Deus. O critério dos laços familiares foi alargado ao infinito. Não basta conhecer (ou julgar que se conhece) Jesus, nem apresentar um currículo religioso apropriado. A biologia e a tradição são secundarizadas. E tudo aquilo que podiam significar de “prisão”, também. É preciso sintonizar com o bater do coração de Deus, mergulhar na vida nova de ser “irmão” de Jesus, escutar a sua palavra e encarná-la na própria vida. Pois a vontade de Deus é a felicidade de todos, a plenitude do ser humano. Ainda que haja males que perdurem, o dinamismo que Jesus oferece liberta e unifica, dignifica e desenvolve, renova e salva.

 

Mais do que deixar respostas para os mistérios do mal e dos males, o convite de Jesus é a enfrentá-los. Condenar o mal, mas não desistir de salvar o malvado. Suprimir os males evitáveis, que têm a nossa assinatura de autor! Usar a inteligência e fazer todo o bem possível. Não cada um por si, pois o mal do egoísmo ou da indiferença é o primeiro a vencer, mas com outros, em “família nova”!

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