Editorial |
P. Nuno Rosário Fernandes
O Natal veio para ficar
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Um novo ano começou e aproveito a ocasião para desejar aos nossos leitores um santo ano, pleno das graças e da bênção de Deus, com a Paz que o Deus que se faz Menino nos veio trazer. Não costumo olhar para trás e avaliar o ano que passou, para dizer se foi bom ou mau. Foi aquilo que Deus permitiu que eu pudesse viver. Umas vezes melhor, outras não tão bem; umas vezes permitindo que aquilo que sonhamos possa acontecer, outras fazendo a Sua vontade, tão distante da minha. Mas é importante, sobretudo, confiar e acreditar, que em cada dia é Ele que nos vai conduzindo, e é no seu Espírito Santo que somos convidados a discernir o que é a Sua vontade. Por isso, o que vai ser este novo ano? Não sei, mas irei descobrindo em cada dia, nos desafios, nos acontecimentos e nas propostas que Ele vai fazendo e proporcionando.

Quem me conhece sabe que sou dado às tecnologias, gosto de acompanhar a evolução, sobretudo quando esta permite melhorar o modo de comunicar Deus ao mundo. Mas a tecnologia é muito mais do que isso e, desta forma, também sou, muitas vezes, desconfiado em relação ao uso que o Homem quer fazer da própria tecnologia, superando-se e ultrapassando-se a si próprio. Vemo-la aplicada a muitas dimensões da vida e, em grande parte, trazendo benefício ao Homem. Outras vezes, sujeitando o mundo à destruição. Assusta-me quando vejo que a evolução tecnológica oferece um sentimento de poder desmedido ao Homem, que nem sempre faz bom uso desse poder; preocupa-me que a evolução tecnológica roube lugar de trabalho e de sustento de muitas famílias; deixa-me dúvidas, se a mesma evolução aplicada à saúde, passa a ser instrumento para pôr e dispor da própria vida; poderia elencar muitos ‘ses’, mas tudo depende do bom senso não de quem cria, mas de quem procura recriar.

Exemplo disso é a denominada inteligência artificial, de que vamos ouvindo falar, com todos os riscos que pode trazer.  Mas, no segundo dia deste ano, vi uma notícia sobre um software que, aplicado a um piano de cauda ‘especial’, faz tocar o respetivo piano, sozinho. Um software que cria um efeito de pressão nas teclas e leva a que estas, criando movimentação autónoma, executem qualquer peça musical. A mesma notícia referia que esta criação abre possibilidades para a aprendizagem do mesmo instrumento, mas, sublinhava o entrevistado, que nesta procura de evolução tecnológica, “o céu é o limite”. Ora, o céu já foi conquistado, por isso acredito que mais cedo ou mais tarde vamos passar a ser um mundo de máquinas onde, também, os concertos musicais se fazem sem a participação do ser mais belo, mas tão complexo, criado por Deus. Deus criou o mundo, o Homem e todas as coisas; mas o Homem recria-se a si próprio e, qualquer dia, não é capaz de se encontrar. 

Anima-me, porém, saber que o Natal veio para ficar.

 

Editorial, pelo P. Nuno Rosário Fernandes, diretor

p.nunorfernandes@patriarcado-lisboa.pt

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