Editorial |
P. Nuno Rosário Fernandes
Celebrar a vida
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Aprendi que devemos saber valorizar a vida, em toda e qualquer situação. Seja nos momentos que nos são mais difíceis, seja nos mais favoráveis; quando estamos bem, ou quando estamos menos bem. É importante, sempre, olhar para a vida como dom gratuito, sobre o qual não temos qualquer legitimidade para o obstaculizar. Isto é, não podemos criar obstáculos à vida que nos é dada, com mais ou menos condições, porque de todas as situações podemos tirar alguma lição para o nosso amadurecimento, humano e espiritual, mas, sobretudo, para um maior e melhor conhecimento de nós próprios, como das nossas próprias limitações. Quando a vida é, para nós, apenas lugar de satisfação do nosso ego, pode parecer-nos que diante das dificuldades ela já não faz sentido. Mas, quando formos capazes de perceber que a nossa vida também é ou pode ser dom para os outros, mesmo enfrentando as nossas dificuldades, e que Deus pode servir-se do que somos e estamos a viver para transformar a vida dos que estão à nossa volta, então descobriremos um novo sentido na nossa vida ou uma nova sabedoria do que somos. Por isso, é sempre importante celebrar a vida, a nossa ou a dos outros, mesmo quando já não estão perto de nós.

Esta semana, desejo celebrar a vida de todos aqueles que, ao longo de 87 anos, têm feito este Jornal VOZ DA VERDADE. No passado dia 10 de janeiro, celebrámos a data da publicação do primeiro número do jornal diocesano de Lisboa, que aconteceu no ano 1932. É uma história que se vai fazendo, contando histórias da vida da Igreja, mostrando a Igreja, testemunhando a Igreja, anunciando Aquele que é a razão da nossa fé. A Igreja é o Corpo de Cristo e esse Corpo somos todos nós. Há uma hierarquia, é certo, mas cada vez mais vamos percebendo o desejo manifesto de uma participação de todos na Igreja de todos, propondo uma vida de santidade para todos. Por isso, quando digo que este jornal mostra a Igreja, significa que mostra e conta o que cada um é e faz como Igreja, nas suas diversas dimensões. Contamos a Diocese que somos e, por isso, contamos com a diocese. Isto é, mostre, conte, fale o que somos, connosco. Divulgue-nos e faça-nos ler. Porque ainda somos a Igreja de Lisboa em papel.

 

Editorial, pelo P. Nuno Rosário Fernandes, diretor

p.nunorfernandes@patriarcado-lisboa.pt

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