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“A oração transforma sempre a realidade”
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O Papa Francisco considerou que “Jesus é, sobretudo, um orante”. Na semana em que convidou a gestos de dom gratuito, o Papa desafiou os jovens a rezarem o terço pela paz, recordou os benefícios da integração europeia e deixou uma pergunta aos cristãos.

 

1. O Papa Francisco lembrou o poder da oração. “Desde as narrações da infância, a figura de Jesus é-nos apresentada pelo evangelista Lucas numa atmosfera densa de oração. Cada passo da sua vida aparece animado pelo sopro do Espírito, que O guia em todas as suas ações. Até as horas que precedem a sua morte são vividas num clima de oração, daí brotando uma calma surpreendente: Jesus consola as mulheres, reza pelos seus algozes, promete o paraíso ao bom ladrão e expira dizendo: «Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito». Jesus é, sobretudo, um orante; e, a pedido dum dos seus discípulos («Senhor, ensina-nos a rezar»), fez-Se também Mestre de oração, tendo-nos ensinado as palavras – por exemplo, o “Pai Nosso” –, mas também as atitudes e os sentimentos com que devemos dirigir-nos a Deus. As suas palavras dão-nos a certeza de que Deus é Pai e não Se esquece dos filhos que sofrem; responde sempre, não deixa nenhuma oração por atender: «Todo aquele que pede, recebe; quem procura, encontra; e, ao que bate, abrir-se-á». Quantas vezes, porém, entramos em crise, vendo que tais palavras não se realizam! Muitas das nossas orações – pelo menos assim parece – não obtêm qualquer resultado. Nesse caso, Jesus recomenda-nos que insistamos: não nos demos por vencidos! Porque a oração transforma sempre a realidade; se não mudarem as coisas ao nosso redor, pelo menos mudamos nós. É que, a toda a pessoa que reza, Jesus prometeu o dom do Espírito Santo; por isso, logo desde quando rezamos, ficam vencidos a solidão e o desespero. Tenhamos, pois, a certeza de que Deus responde sempre; o motivo por que tarda a fazê-lo, não o sabemos. Pode até acontecer que tenhamos de insistir a vida inteira, mas o desejo de felicidade, que todos trazemos no coração, um dia realizar-se-á, porque, no fim da nossa estrada, há um Pai de braços abertos que a todos espera”, salientou o Papa, na audiência-geral de quarta-feira, 9 de janeiro, ao prosseguir o ciclo de catequeses sobre o Pai Nosso.

 

2. Na Mensagem para o XXVII Dia Mundial do Doente, a 11 de fevereiro, o Papa lembrou que “o caminho mais credível de evangelização são gestos de dom gratuito como os do Bom Samaritano”. “O cuidado dos doentes precisa de profissionalismo e ternura, de gestos gratuitos, imediatos e simples, como uma carícia, pelos quais fazemos sentir ao outro que nos é ‘querido’”, escreveu o Papa Francisco, na mensagem divulgada terça-feira, 8 de janeiro, que tem como tema ‘Recebestes de graça, dai de graça’.

Francisco recordou “com alegria e admiração, a figura da Santa Madre Teresa de Calcutá, um modelo de caridade que tornou visível o amor de Deus pelos pobres e os doentes”. Madre Teresa, diz o Papa, “ajuda-nos a compreender que o único critério de ação deve ser o amor gratuito para com todos, sem distinção de língua, cultura, etnia ou religião”. “O seu exemplo continua a guiar-nos na abertura de horizontes de alegria e esperança para a humanidade necessitada de compreensão e ternura, especialmente para as pessoas que sofrem”, escreveu o Papa.

 

3. A poucos dias do início da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), que se realiza de 22 a 27 de janeiro, no Panamá, o Papa pediu que se reze pelos jovens, sobretudo os da América Latina, para que sigam o exemplo de Maria e sejam fiéis ao chamamento de Jesus para difundir com alegria o Evangelho. Na edição deste mês de ‘O Vídeo do Papa’ (www.thepopevideo.org), Francisco dirige-se também aos jovens de todo o mundo que, por esta altura, se preparam para viajar para o Panamá, pedindo-lhes que, cada um no seu idioma, rezem o terço e peçam forças para sonhar e trabalhar pela paz.

 

4. O Papa recordou os benefícios do processo de integração europeia das últimas décadas. “No contexto atual, em que prevalecem novos ímpetos centrífugos e a tentação de erguer novas cortinas, não se perca na Europa a consciência dos benefícios – sendo o primeiro deles a paz – trazidos pelo caminho de amizade e aproximação entre os povos empreendido depois da II Guerra Mundial”, salientou Francisco, no tradicional discurso ao corpo diplomático acreditado junto da Santa Sé, no dia 7 de janeiro.

O regresso dos nacionalismos é algo que preocupa o Papa. “É evidente que as relações dentro da comunidade internacional e o próprio sistema multilateral no seu conjunto estão a atravessar momentos difíceis, com o ressurgimento de tendências nacionalistas, que minam a vocação de as organizações internacionais serem espaço de diálogo e encontro para todos os países. Isto fica-se a dever, por um lado, a uma certa incapacidade do sistema multilateral oferecer soluções eficazes para várias situações já há muito não resolvidas, como alguns conflitos ‘congelados’, e enfrentar os desafios atuais de forma satisfatória para todos. Por outro lado, deve-se à maior preponderância nas organizações internacionais de poderes e grupos de interesses que impõem as suas perspetivas e ideias, desencadeando novas formas de colonização ideológica, não raro desrespeitadoras da identidade, dignidade e sensibilidade dos povos”, referiu.

 

5. O Papa perguntou aos católicos de todo o mundo se, no Natal, ofereceram “algum presente a Jesus”, pela sua festa, ou apenas trocaram presentes entre si, esquecendo os mais necessitados. “Se fomos ter com o Senhor de mãos vazias, hoje podemos remediar. Com efeito, o Evangelho contém, por assim dizer, uma pequena lista de prendas: ouro, incenso e mirra”, assinalou, na Solenidade da Epifania, na Basílica de São Pedro, no passado Domingo, 6 de janeiro. Francisco explicou que o ouro simboliza a necessidade de “adorar” Deus, acima de tudo; o incenso representa a oração, a relação com o divino; e a mirra evoca o cuidado com quem sofre.

Depois, na recitação do Angelus, o Papa apelou aos governos europeus para acolherem os migrantes salvos por dois navios de ONG, no Mediterrâneo, que aguardam autorização para desembarcar. “Há vários dias, 49 pessoas salvas no Mar Mediterrâneo estão a bordo de dois navios de ONG, à procura de um porto seguro para desembarcar. Dirijo um apelo sentido aos líderes europeus, para que mostrem solidariedade concreta em relação a estas pessoas”, pediu Francisco, na janela do apartamento pontifício, no Vaticano.

Aura Miguel, jornalista da Renascença, à conversa com Diogo Paiva Brandão
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