Missão |
Catarina Fontainhas, do Grupo da LIAM de Linda-a-Velha
“Nenhum Cristão pode ficar indiferente a esta realidade”
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Catarina Alexandra Branco Alves Dias Fontainhas nasceu a 1 de Agosto de 1974 e é natural de Lisboa. É licenciada em Medicina Dentária desde Agosto de 2000. Está inserida no Grupo da LIAM (Liga Intensificadora de Ação Missionária) de Linda-a-Velha. Recentemente esteve em missão em São Tomé e Príncipe com o Projeto Abraçar a Missão.

 

Um caminho que foi acontecendo

Catarina vem de uma família católica e tem uma irmã. Frequentou um Colégio Católico até ao ensino secundário e, mais tarde, foi escuteira na Paróquia de Nossa Senhora da Ajuda (onde já tinha feito grande parte do seu percurso católico). Reside em Linda-a-Velha onde já deu catequese na Paróquia de Nossa Senhora do Cabo e pertence à Família Espiritana. Durante dois anos foi assistente na especialidade de Odontopediatria. No início da sua vida profissional, trabalhou com crianças “de bairros problemáticos da zona de Cascais, com deficientes e idosos carenciados.” Neste momento, trabalha no setor privado.

 

A Missão em São Tomé e Príncipe

A sua primeira experiência missionária ‘ad gentes’, em 2018, de 28 de julho a 25 de Agosto, que aconteceu em São Tomé e Príncipe (na cidade das Neves), é-nos contada na primeira pessoa: “Ficámos instalados nas Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição, onde está a Irmã Lúcia há cerca de 19 anos e que possui uma obra social relevante: Lar de Idosos, Creche, Jardim de Infância e escolas profissionais. Tem uma cozinha social que alimenta 1200 crianças, sendo a única refeição diária. Dei formação de primeiros socorros, alimentação, saúde e higiene aos professores, educadores de infância, cozinheiras e, no Hospital das Neves, formação de primeiros socorros aos agentes sanitários. Dadas as deficiências na área da saúde, dei consultas de Medicina, enfermagem e rastreios de saúde oral (Agradeço á colega Susana que colaborou bastante nesta Missão). É um povo que embora seja pobre é muito alegre, com muitos sorrisos e de grande afabilidade. É uma cidade de grandes carências, onde falta quase tudo. Os medicamentos são escassos e há falta de profissionais de saúde. Encontramos as mais variadas doenças, especialmente devido a deficiências alimentares e ausência de saneamento básico. Sensibilizou-me muito a ideia de partilha que este povo tem: assisti a uma criança a dividir uma bolacha por sete outras crianças, vi também um comprimido a ser repartido e uma escova de dentes para toda a família. Quando cheguei, um calor húmido, uma mistura de sentimentos que entreguei-me ao chamamento de DEUS, ao seu SIM e com a presença incondicional do AMOR a MARIA. Deparei-me com uma realidade, como era possível haver tanta Alegria, no meio de tanta miséria?  Com tão pouco se pode ser tão feliz. Todos os dias era contagiada com alegria, os belos sorrisos daquelas crianças que mal tinham para vestir, o olhar, os gestos, tudo isso enchia-me o coração. Comigo levava a bagagem cheia de Alegria e despojada de tudo e com o coração aberto para que Jesus entrasse em mim. Existem pessoas que vivem em condições desumanas, sem saneamento, com deficiências alimentares e com problemas de saúde... Dentro de mim dói...Como Cristã, não posso ficar indiferente perante tanto sofrimento humano. Estando na área da saúde, as necessidades são muitas, mas sentia-me feliz, dia após dia, convencia-me que não há  maior alegria  do que servir. O que mais me alegrava além de tratar feridas físicas e feridas provocadas pela dureza que a vida dá, foi o relacionamento com o outro. Tudo fazia para o próximo com Amor e Carinho, sentir e ver Jesus em todo o momento. Saudades... Sim, uma Igreja alegre, as celebrações eucarísticas, a alegria daquele povo em louvar o Nosso Senhor, uma Juventude que cativa, sem tempo...Tantas vezes emocionei-me, cada dia que passava sentir que o meu lugar era ali... fazer o bem. Deus chamou, e sou feliz por cumprir a vontade Dele. Foi um mês de missão, de partilha fraterna, de muita entrega, dedicação, alegria, todos os dias com vontade de fazer mais. Ainda hoje penso como estarão aquelas pessoas que diariamente me procuravam… Continuo com alguns desafios, procurando ajudar aquele povo e especialmente os que mais precisam, porque nenhum Cristão pode ficar indiferente a esta realidade”.

texto por Catarina António, FEC | Fundação Fé e Cooperação
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