Na Tua Palavra |
D. Nuno Brás
Vocação
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Uma das questões que, nos colóquios com jovens, mais vezes me é colocada é a da vocação: como percebemos a vocação, o chamamento de Deus?

Lemos os relatos dos evangelhos, e a vocação dos discípulos parece ser simples: “Partindo dali, Jesus viu um homem chamado Mateus, sentado no posto de cobrança, e disse-lhe: «Segue-me!» E ele levantou-se e seguiu-o” (Mt 9,9). E como este relato da vocação de S. Mateus, poderíamos encontrar vários outros.

Mas nós, hoje, como podemos perceber esta passagem de Jesus que chama, e que chama a segui-Lo e a fazer parte do grupo dos discípulos a quem Ele quer enviar?

A primeira resposta é a de que não existem modos feitos, acabados e facilmente perceptíveis que o Senhor usa para passar e chamar. Trata-se de algo pessoal, único. E, por isso, é necessário discernimento para distinguir a verdade ou a invenção do chamamento – isso é o tempo de Seminário: um longo tempo, que se impõe pela seriedade da missão.

Para muitos, no início está simplesmente uma disponibilidade e um caminho percorrido e a percorrer, que começa a fazer sentido e a impor-se como evidência, no contexto de uma comunidade cristã. Mas para muitos outros foi um acontecimento, um modo de ver, num determinado dia, bem concreto, uma palavra que nos foi dirigida e que, primeiro sem nos apercebermos e, depois, com clareza, interpela a nossa generosidade. Por entre o caminho, como que a marcar etapas, o temor e a confiança: o temor de não sermos capazes, a confiança que nos vem do Senhor e da Sua Presença.

Há dias, o Senhor passou uma vez mais por mim: “Está disponível para ser Bispo do Funchal?” – foi-me perguntado. Confiei no discernimento que outros fizeram, que o Sucessor de Pedro fez, e que podia eu dizer, se não erguer-me e seguir o Senhor?

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