Lisboa |
Visita Pastoral à Vigararia Lisboa II: encontro com os catequistas e chefes de agrupamentos do CNE
“É tempo de uma grande criatividade”
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“A realidade é outra” e requer, da parte dos catequistas e chefes de agrupamento do CNE, uma “criatividade acrescida”. No encontro com esta “primeira frente da evangelização”, da Vigararia Lisboa II, o Cardeal-Patriarca convidou estes agentes pastorais a não terem medo. “O que faz a evangelização é o Espírito Santo”, assegurou D. Manuel Clemente.

 

“Muitos nasceram numa sociedade com muita ‘cristandade’, onde pertencer à Igreja, estar na catequese, era quase como existir. Mas, hoje, temos consciência que uma grande parte da sociedade já não partilha a nossa fé. Como era de antes não é agora. Agora, é outra realidade; é, sobretudo, outro desafio”, começou por sublinhar o Cardeal-Patriarca de Lisboa, no encontro que reuniu, no passado Domingo, 24 de março, na Paróquia de Moscavide, os catequistas e os chefes de agrupamento de escuteiros da Vigararia Lisboa II.

Na opinião de D. Manuel Clemente, a sociedade atual vive semelhanças com aquela sociedade que deu início à “nossa história cristã”. “Quando lemos os textos do Novo Testamento, os Evangelhos, os Atos dos Apóstolos, as cartas de Paulo... vemos situações muito mais parecidas com a nossa atual do que aquela que foi há quatro ou cinco gerações”, apontou, exemplificando com o facto de, atualmente, numa paróquia a maior parte das pessoas não ter nascido lá e, nalguns casos, até serem “bi” ou “tri-paroquiais”, partilhando, durante o mesmo tempo, várias paróquias. “As realidades das comunidades cristãs já não são o que eram. Esta situação requer, da nossa parte, uma criatividade acrescida”, apontou.

O Cardeal-Patriarca garantiu a estes agentes pastorais, que estão na “primeira frente da evangelização”, que “nenhuma evangelização acontece porque a gente quer, mesmo quando somos nós a querer”. “O que faz a evangelização é o Espírito Santo. Nós temos que fazer a nossa obrigação, mas o que resulta é pelo Espírito”, assegurou.

 

“Falem de Cristo!”

No encontro que decorreu na Igreja de Santo António de Moscavide, D. Manuel Clemente lembrou aos catequistas da Vigararia Lisboa II os seus tempos de catequizando e apontou o fundamental da missão de catequista: “Se me perguntarem o que é que ficou, eu lembro-me! O que sobressai disso tudo? Uma presença. Com 6, 7, 8 anos eu sentia que, ali, com aquela conversa da catequista, com a Missa, com o estarmos ali naqueles Domingos de manhã, havia uma presença: Cristo Ressuscitado. Isto é o fundamental. É aquilo que nos faz viver em Cristo e querer crescer n’Ele, apesar de todas as infidelidades, mas com vontade de recomeçar, porque Ele está sempre disponível”, recordou o Cardeal-Patriarca, incentivando as largas dezenas de catequistas a cumprirem a sua missão “o melhor que puderem e souberem”. “Falem do que falarem, falem de Cristo. E, depois, quem abre o coração para aderir àquilo que disserem não são as vossas palavras ou os lindos discursos. Deus abre os corações para aderirem ao Evangelho. Tudo isto é obra de Deus”, assegurou, incentivando os catequistas a terem “confiança” e a “não ter medo”.

 

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No início deste encontro vicarial, foram apresentados os números de catequistas, catequizandos e agrupamentos de escuteiros das paróquias da Vigararia Lisboa II. No conjunto das 11 paróquias, existem 317 catequistas, com 2182 crianças e adolescentes na catequese e 192 chefes de escuteiros. “Em relação à catequese existe, em cada paróquia, um coordenador paroquial e todos os meses se reúnem para trabalhar em Igreja, partilhar experiências e preparar encontros de formação e convívio. A nossa formação é uma preocupação constante”, afirmou a responsável vicarial da Catequese, Maria da Purificação Guilherme, da Paróquia dos Olivais Sul.

 

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Vidas realizadas em Cristo

Na Missa que concluiu o encontro vicarial de catequistas, o Cardeal-Patriarca desafiou estes agentes pastorais a uma vida “absolutamente e eternamente realizada em Jesus Cristo”. “Caros catequistas, isto tem que ser vivido diretamente por vocês e, concretamente, no contacto que têm com as crianças, adolescentes e jovens a quem se dirijam. É preciso que eles vejam, na vossa forma de estar, na vossa forma de ser, uma vida que está realizada em Deus. Venha o que vier, ela já está segura”, pediu.

Na igreja paroquial de Moscavide, o Cardeal-Patriarca apelou a que, da ação dos catequistas, possa ficar, para as crianças e adolescentes, o exemplo de “atenção a cada um, de paciência e de capacidade de recomeçar constantemente”. “Que tudo isto passe para os que recebem a catequese perceberem também o que a vida pode ser, quando é uma vida bonita, porque é devidamente vivida no bem e na paz que em Jesus Cristo se alcança e que Deus garante. Ele caminha connosco e leva-nos onde é preciso ir, para que a sua vida seja a vida de toda a gente”, terminou.

texto e fotos por Filipe Teixeira
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