Lisboa |
Ordenação Episcopal de D. Américo Aguiar, novo Bispo Auxiliar de Lisboa
“Participar do sentimento de Deus, na procura incansável de cada um”
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Na celebração de Ordenação Episcopal de D. Américo Aguiar, o Cardeal-Patriarca pediu ao seu novo Bispo Auxiliar a participação “na procura incansável de cada um e no acolhimento feliz de quem regressa”. Autarcas do Porto e de Lisboa definem o mais jovem prelado português como uma “extraordinária mais-valia para a Igreja” e projetam um “excelente trabalho de cooperação” para a organização da JMJ 2022.

 

Na sua nova missão como Bispo Auxiliar de Lisboa, D. Américo Aguiar espera poder continuar a “construir pontes”. “Sempre me senti muito bem a fazer pontes. Quando era jovem e me meti na política, fiz pontes entre a direita e a esquerda. Depois, fiz pontes entre o Porto e Lisboa. Ando a fazer pontes entre o Benfica e o Porto… Penso que uma das nossas vocações é estabelecermos pontes, não sermos construtores de muros e obstáculos, mas sermos capazes de construir pontes, homens e mulheres de afeto. E, por isso, estais aqui tantos”, referiu D. Américo, no final da celebração da sua Ordenação Episcopal, no passado Domingo, 31 de março, na Igreja da Santíssima Trindade, no Porto.

Na sua alocução, perante uma igreja cheia, o novo bispo português agradeceu a presença de todos e garantiu continuar “matrimonialmente ligado” à diocese portuense, embora tenha agora a missão de Bispo Auxiliar de Lisboa. “Ninguém troca nada por nada”, salvaguardou. “Estamos todos juntos. Tenho o Porto e Lisboa no coração. Espero que o coração aguente”, gracejou.

 

“Participar do sentimento de Deus”

A celebração de Ordenação Episcopal de D. Américo Aguiar teve como Bispo ordenante principal o Cardeal-Patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente, e como Bispos ordenantes o Bispo do Porto, D. Manuel Linda, e o Arcebispo do Panamá, D. José Domingo Ulloa Mendieta. Na homilia da celebração, onde foi proclamado o Evangelho do Pai Misericordioso, o Cardeal-Patriarca desafiou os fiéis presentes a viverem a Quaresma, beneficiando da “confiança na inabalável disposição do pai” em receber o seu filho. “A Quaresma que vivemos é tempo favorável disso mesmo, da decisão em levantarmo-nos e voltarmos a Deus que sempre nos espera, como agora mesmo e nesta ocasião celebrativa. Temos Deus à nossa espera, fruamos sempre com Ele os dons que nos oferece, partilhando-os também”, convidou.

Na celebração onde participou a maioria dos bispos portugueses, além de muitos sacerdotes do Patriarcado e da Diocese do Porto, D. Manuel Clemente apresentou o “ministério ordenado” como “revelação concreta do coração divino, como sacramento de Cristo Pastor” e desafiou o novo prelado a “participar do sentimento de Deus”, na busca por cada um. “A graça e o encargo do sacramento que hoje celebramos, caríssimo D. Américo, são isto mesmo para ti, como para todos nós em Cristo Pastor: participar do sentimento de Deus, na procura incansável de cada um e no acolhimento feliz de quem regressa. É também este o critério com que a Igreja escolhe os seus ministros. Assim Jesus escolheu os Doze, para serem ‘pescadores de homens’, recolhendo-os em redes de convivência verdadeira e feliz, como cada comunidade ‘cristã’ há de ser e necessariamente ser”, referiu.

O Cardeal-Patriarca manifestou, no final, proximidade para com o novo bispo português, lembrando o falecimento, na véspera, da sua mãe (ver caixa): “Rezamos por ela, certos e bem certos de que te acompanha agora, como o fará sempre”.

 

“Quando damos, damos qualidade”

No início da celebração, o Bispo do Porto saudou D. Américo Aguiar, antigo membro do presbitério desta diocese nortenha, um “sacerdote que marcou indelevelmente, de maneira positiva a diocese e a cidade do Porto”. “Nós, quando damos, damos qualidade”, assinalou D. Manuel Linda, prevenindo o novo bispo que, onde estiver, “está em causa o nome do Porto”. “Deus te ajude a honrá-l’O, sempre”, desejou o Bispo do Porto.

A celebração, que decorreu na Igreja da Santíssima Trindade, no Porto, contou também com a presença do Primeiro-Ministro, António Costa, que, no início da celebração, garantiu sentir “admiração” por D. Américo Aguiar. No final, o chefe de Governo salientou que o novo Bispo Auxiliar de Lisboa é “um homem de pontes”, que “bem precisamos”. “Como disse D. Américo, é preciso muitas pontes”, defendeu António Costa, que esteve acompanhado por outros membros do Governo, além dos autarcas de Lisboa e Porto e outras entidades civis e militares.

Momentos antes da celebração, o presidente da Câmara Municipal do Porto disse que D. Américo Aguiar é uma “extraordinária mais-valia para a Igreja portuguesa”. À Agência Ecclesia, Rui Moreira lembrou a “garra e a forma desassombrada” do novo Bispo Auxiliar de Lisboa, afirmando “a certeza” de um “futuro muito promissor”. “Acho que o senhor padre Américo, que agora é bispo, fará muito bem o papel, seja no Porto, seja em Lisboa, em Roma, em qualquer sítio. As pessoas de bem não têm lugar, têm todos os lugares”, afirmou o autarca portuense.

Por sua vez, o presidente da Câmara Municipal de Lisboa definiu a Ordenação Episcopal de D. Américo Aguiar como “um dia importante também para a cidade de Lisboa” e considerou que o novo bispo, de quem espera um “excelente trabalho de cooperação”, vai “encarar o novo desafio com grande entusiasmo, paixão e dedicação, que coloca em todas as coisas”, referindo-se à organização da próxima Jornada Mundial da Juventude, na capital portuguesa, em 2022, que terá D. Américo Aguiar como um dos responsáveis. “Creio que vai correr tudo muito bem e a organização da jornada não poderia estar em melhores mãos”, acrescentou Fernando Medina.

 

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“Para levar a sério”

Na véspera da Ordenação Episcopal, D. Américo Aguiar recebeu a notícia do falecimento de sua mãe, Clotilde Ferreira Alves. Para o novo Bispo Auxiliar, este acontecimento fê-lo ter a certeza que “Nosso Senhor não brinca em serviço”. “Quando decidi escolher como lema episcopal ‘In manus tuas’ (‘Nas Tuas mãos’), invocando o senhor D. António Francisco, não tinha consciência do que se ia passar nestas 24 horas. Entendi que ‘In manus tuas,’ se é para levar a sério, é para levar a sério”, referiu o novo Bispo Auxiliar, no final da celebração da Ordenação Episcopal, na Igreja da Trindade, no Porto.

Na Missa exequial, celebrada na igreja do Mosteiro de Leça do Balio, poucas horas antes da ordenação, o Cardeal-Patriarca lembrou o momento em que, dias após a sua ordenação diaconal, recebeu, também ele, a notícia do falecimento do seu pai. Para D. Manuel Clemente, estes acontecimentos recordam a certeza da vida cristã. “Percebemos muito pouco, mas percebemos o essencial”, sublinhou, na homilia da celebração.

 

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“O que eu sou, devo-o à cidade”

O novo Bispo Auxiliar de Lisboa visitou, no dia seguinte à Ordenação Episcopal, a Câmara Municipal do Porto para “agradecer à cidade” e afirmar que vai “continuar a fazer pontes”, sem esquecer a sua diocese de origem. “O que eu sou, devo-o à cidade, para o bem e para o mal, e, por isso, muito obrigado ao meu Porto”, disse D. Américo Aguiar, ao ser recebido, no dia 1 de abril, pelo presidente da câmara municipal, Rui Moreira, e pelos vereadores. De acordo com o portal www.porto.pt, o novo Bispo Auxiliar de Lisboa referiu que deseja continuar a “fazer pontes” e garantiu que vai permanecer “matrimonialmente ligado à Diocese do Porto”.

texto por Filipe Teixeira; fotos por Arlindo Homem e João Lopes Cardoso
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