Lisboa |
Jornada Diocesana da Juventude
“Levar a novidade de Cristo a todos”
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“Levar a novidade de Cristo a todos”. Foi este o desafio lançado por D. Manuel Clemente aos mais de 1200 jovens participantes do encontro, com o horizonte posto na Jornada Mundial da Juventude em 2022.

 

A Jornada Diocesana da Juventude decorreu na Vila de Óbidos no Domingo, 7 de abril, e foi organizada pelo Serviço da Juventude do Patriarcado de Lisboa, em parceria com o pároco local, padre Ricardo Figueiredo, e com o apoio dos animadores e jovens de grupos e movimentos pertencentes à Vigararia de Caldas da Rainha-Peniche. Nem a chuva demoveu os mais de 1200 jovens de toda a diocese que participaram neste encontro que arrancou de manhã, no Pavilhão Gimnodesportivo de Óbidos, com um concerto do ‘Projecto ICTUS’, grupo da Paróquia da Ramada, que deu o mote para o clima de animação e alegria que foi sentido ao longo de todo o dia.

A oração inicial, já com a presença do Cardeal-Patriarca de Lisboa, deu início à caminhada até à Porta da Vila, e aí um édito medieval.

O tema da JDJ deste ano foi o mesmo escolhido para o orientar o ano pastoral da Diocese de Lisboa – ‘A liturgia como lugar de encontro’. As sessões de formação foram, por isso, dedicadas a explorar e aprofundar o significado e sentido de alguns momentos da Missa, assim como a sua evolução ao longo dos tempos. Foram sete as sessões disponíveis, cada uma com 30 minutos de duração, e cada jovem teve a oportunidade de escolher três temas durante a manhã – ‘História da Missa’, ‘Cantar na Missa’, ‘Rezar na Missa’, ‘Pedir perdão na Missa’, ‘Ler na Missa’, ‘Comungar na Missa’ e um Peddy paper preparado especialmente para os mais jovens participantes, de 14-15 anos.

 

“Irradiar luz e esperança”

Para o tempo livre que se seguiu, além do almoço, eram várias as propostas: confissões, adoração ao Santíssimo com turnos animados por grupos de jovens da vigararia local, um concerto especialmente preparado para este evento pela Orquestra Juvenil de Óbidos, composta por cerca de 25 jovens entre os 8 e os 20 anos de idade, e visitas aos muitos museus e espaços culturais existentes na vila.

A animação na rua, a alegria e o testemunho de fé foram permanentes e isso não foi passou despercebido a quem vive e trabalha dentro das muralhas e a quem as visitava. O Papa Francisco, na exortação apostólica ‘Cristo vive’, desafia a precisamente a isso: “O Senhor pensou em vós, jovens, como seus instrumentos para irradiar luz e esperança, porque quer contar com a vossa coragem, frescor e entusiasmo”.

 

Foco na JMJ Lisboa 2022

A JDJ continuou com o encontro de D. Manuel Clemente com os participantes (ver caixa), no pavilhão repleto e atento. Numa primeira parte, o Cardeal-Patriarca abordou o tema da Liturgia, respondendo depois a perguntas colocadas abertamente sobre temas que fazem parte da sua vida quotidiana dos jovens e quais as propostas e respostas da igreja para as suas dúvidas e inquietações. “Levar a novidade de Cristo a todos” foi o desafio deixado por D. Manuel Clemente.

O último momento do dia foi a Eucaristia, que decorreu já com a presença dos três Bispos Auxiliares de Lisboa – D. Joaquim Mendes, D. Daniel Henriques e D. Américo Aguiar –, de sacerdotes de toda a diocese e de membros das comunidades paroquiais locais.

A realização da Jornada Mundial da Juventude em Lisboa, em 2022, foi referida várias vezes durante este encontro, e foi sentido o entusiasmo que já está a gerar entre os jovens, que serão os principais protagonistas e a força que levará por diante esse projeto.

  

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Daniela Baiona, 23 anos, Linda-a-Velha

Foi a primeira vez que vim à JDJ e gostei muito de toda esta atividade, das sessões onde fui. Uma delas foi a do tema ‘Comungar na Missa’, que explicava o significado da comunhão em si, mas todos os momentos que também são comunhão durante a Missa.

Gostei também do encontro com os jovens da minha paróquia e com os outros que vieram de muitas paróquias. E a oportunidade de estar com o Senhor Patriarca, de ele ouvir as nossas perguntas.

 

José Maria, 20 anos, Seminarista

Foi um dia muito bom. Pude aprofundar mais o conhecimento acerca da Missa, nas três sessões que assisti: ‘Comungar na Missa’, ‘Cantar na Missa’ e a ‘História da Missa’. Gostei muito do primeiro tema, em que falámos da união, da maneira como podemos estar unidos a Jesus ao longo de toda a celebração.

Um encontro como o de hoje pode ser acerca do que um jovem procura e aquilo que a Igreja propõe para a vida, e vamos crescendo nessa proposta que nos torna verdadeiramente felizes.

 

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JMJ Lisboa 2022 “é uma onda juvenil que é importante surfar”

O Cardeal-Patriarca considera que a realização, em Lisboa, em 2022, da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) “é uma onda juvenil que é importante surfar”. Na conversa com os jovens, durante a Jornada Diocesana da Juventude, D. Manuel Clemente referiu que o encontro mundial que vai ter lugar na capital portuguesa daqui a três anos “é fruto desta onda juvenil católica que, desde há uma dúzia de anos, se tem agigantado e que é ainda maior do que aquela onda da Nazaré”.

Perante cerca de 1200 jovens, a maioria sentados no chão do Complexo Desportivo de Óbidos, o Cardeal-Patriarca assumiu que “a expectativa é imensa” para a JMJ em Lisboa e destacou a “movimentação juvenil católica muito importante”, uma vez que a Jornada Mundial da Juventude em Lisboa vai envolver “milhares de adolescentes, jovens e adultos”. O Cardeal-Patriarca tinha começado por revelar que “a preparação” da JMJ em Lisboa “começou há muitos anos” e recordou que, brevemente completa 20 anos como bispo e que, desde então, “já havia essa aspiração”. Depois, partilhou que quando escreveu ao Papa Francisco a dizer que o Patriarcado de Lisboa estava disponível para organizar a JMJ, se questionou: ‘O que fui eu fazer?!’, porque “passados dois meses tinha a resposta” do Vaticano com o sinal verde para avançar. “Aguentou-se o silêncio durante quase um ano e só em novembro é que a coisa transpirou para os media” contou aos jovens, reunidos em Óbidos.

Questionado sobre o recente Sínodo dos Bispos, em Roma, D. Manuel Clemente voltou a sublinhar a importância do protagonismo dos jovens: “Os jovens não são apenas o futuro da Igreja, os jovens são um exemplo de Igreja, são o presente da Igreja”. Sobre a exortação apostólica pós-sinodal ‘Christus vivit’ (‘Cristo vive’), do Papa Francisco, o Cardeal-Patriarca de Lisboa indicou que “a linha condutora da exortação do Papa é o reconhecimento do protagonismo juvenil”.

 

Casamento e homossexualidade

Nesta conversa, que durou quase uma hora, uma jovem quis saber a opinião de D. Manuel Clemente sobre o casamento sem filhos. “O matrimónio cristão é a unidade homem, mulher” e essa unidade “deve ser fecunda”, respondeu, acrescentando que no caso de algumas mulheres que não conseguem ter filhos, há casais que optam pela adoção ou por se dedicarem a outras causas pelo bem de todos.

Outro dos jovens perguntou diretamente ao Cardeal-Patriarca: ‘Qual a posição da Igreja sobre a homossexualidade?’. D. Manuel Clemente começou por explicar que “o ser humano manifesta-se no feminino ou no masculino”, contudo, acrescentou que “é certo que isto que se diz rapidamente, depois em alguns percursos existenciais, não é assim tão fácil de se verificar”. No entender da Igreja, segundo D. Manuel Clemente, “o ideal é que haja uma unidade psíquico-física”, mas “nem sempre é fácil e pode haver um choque”, que “percebemos, respeitamos”, contudo, “o ideal é manter a tal unidade psíquico-física”.

texto por Cláudia Lourenço; fotos por André Pereira e Nuno Lucena Batista
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