Lisboa |
Encerramento da Visita Pastoral à Vigararia Lisboa II
“A força de Jesus Cristo atrai, vence e convence”
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O Cardeal-Patriarca considera que os cristãos fazem parte de uma “multidão” que “não é feita” pela sua “boa vontade”, mas “por Deus”. Na celebração de encerramento da Visita Pastoral à Vigararia Lisboa II, D. Manuel Clemente apontou ainda que “o êxito da visita” é “obra do Espírito”.

 

Na celebração de Ramos, em que deu “graças a Deus por tudo quanto aconteceu ao longo da Visita Pastoral à Vigararia Lisboa II”, D. Manuel Clemente falou das “duas multidões” dos Evangelhos e acrescentou “uma terceira multidão”. A “primeira multidão” é aquela que “no princípio da nossa celebração nós acompanhámos também” e que “representa a entrada triunfal de Jesus na cidade de Jerusalém”. “Era uma multidão alegre, feliz e contente, que acompanha o Senhor e O aclama”, recordou. “Passaram cinco dias e ouvimos outra multidão a aclamar de outra maneira. Aquela que pediu a Pilatos a morte de Jesus”, prosseguiu o Cardeal-Patriarca, alertando: “Estas duas multidões são duas possibilidades e ai de nós – a começar por ai de mim – quando elas acontecem connosco. Temos dias de Ramos e temos dias de pretório. Há dias de ramos e palmas e, quando Jesus se revela em toda a sua verdade, naquela realeza tão inesperada, perante tantas acusações, crucificam-no… são coisas para levar muito a sério. Temos constantemente de escolher de que multidão queremos fazer parte. Com certeza para O aclamar; mas depois também para O acompanhar”.

 

A terceira multidão

Na Igreja de Nossa Senhora dos Navegantes, na Paróquia do Parque das Nações, em Lisboa, no passado dia 14 de abril, Domingo de Ramos, D. Manuel Clemente falou da terceira multidão. “Há outra multidão, que não vem nos Evangelhos, mas que está aqui. É uma multidão que não se organiza por si nem é instigada por ninguém. Esta multidão, que nos traz aqui dois mil anos depois, vindos das várias paróquias desta vigararia ou de muitas outras partes, é a realização de uma outra profecia que o Senhor Jesus nos deixou: ‘Eu, quando for elevado da terra – ou seja, na Cruz – atrairei todos a Mim’. O que nos faz cristãos e mantém assim é a força que Jesus Cristo tem, que atrai, que vence e convence. Esta multidão, que somos nós, não é espontânea nem somos nós que a fazemos”, realçou. Para o Cardeal-Patriarca, “é importante ter consciência disto”. “A Igreja que somos, a assembleia dos cristãos, a gente que se reúne em torno da Cruz gloriosa de Jesus, esta multidão não somos nós que a fazemos. É feita pela atração que Jesus Cristo exerce em cada um de nós e é feita pelo Espírito. Em torno da Cruz gloriosa do Senhor, cada uma destas comunidade, cada um de nós, é sinal constante de esperança e de paz para o mundo”, assegurou o Cardeal-Patriarca, na celebração conclusiva da Visita Pastoral à Vigararia Lisboa II.

 

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O Cardeal-Patriarca agradeceu “a todos” os que colaboraram na Visita Pastoral à Vigararia Lisboa II, que decorreu de 10 de fevereiro a 14 de abril. “Quando chegamos ao fim desta Visita Pastoral, paróquia a paróquia, podemos perceber que o êxito da visita não decorreu apenas do nosso esforço. A Igreja presente nesta vigararia, como em toda a diocese e em todas as dioceses do mundo, é obra do Espírito, é uma multidão garantida por Deus. Demos graças a Deus por isso e aproveitemos a Semana Santa para permanecermos muito próximos da Cruz do Senhor”, convidou D. Manuel Clemente, no final da Eucaristia de encerramento da Visita Pastoral à Vigararia Lisboa II.

 

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“Visita foi uma oportunidade pastoral forte”

O vigário da Vigararia Lisboa II agradeceu ao Cardeal-Patriarca os “dois meses tão intensos” da Visita Pastoral. “Desde o primeiro momento, acolhemos a visita com imensa alegria, com muito entusiasmo, conscientes de que era uma oportunidade pastoral forte para todas estas comunidades. Posso concluir, daquilo que já conversei com os meus colegas sacerdotes, nomeadamente os párocos, que foi de facto um momento especial, um privilégio, uma bênção, uma graça, termos podido viver este tempo de Visita Pastoral”, apontou o cónego Paulo Franco, no final da celebração conclusiva, sublinhando que a Visita Pastoral “aprofundou o sentido de Igreja”. “Queremos agradecer aos senhores Bispos Auxiliares a presença nas paróquias, que muito nos enriqueceu. Enriquecemos com as vossas palavras, com o vosso carinho e amizade, a vossa preocupação, na simplicidade e humildade com que a visita foi decorrendo”, salientou. Este sacerdote, que é pároco do Parque das Nações, destacou igualmente a palavra “compromisso”, referindo que a Visita Pastoral recordou “a consciência evangelizadora”, no “cumprimento da missão batismal”, e agradeceu “a colaboração” aos “leigos”, às “autarquias” e aos “sacerdotes religiosos da vigararia”.

 

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Visita Pastoral à Vigararia Lisboa II: encontro com os jovens

“Manter uma relação viva com Jesus Cristo vivo”

 

Os jovens foram o último grupo da pastoral com que o Cardeal-Patriarca se encontrou no âmbito da Visita Pastoral à Vigararia Lisboa II. No Parque das Nações, bem perto do local onde vai decorrer a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), em 2022, D. Manuel Clemente pediu compromisso aos jovens e lembrou a importância de Jesus na vida dos cristãos.

Questionado sobre como os jovens podem ser melhores cristãos na sociedade, o Cardeal-Patriarca partilhou uma conversa ocasional que tinha tido, momentos antes, ao ir a pé para o encontro com os jovens, “com um senhor que estava muito desiludido com isto tudo”. “‘Só com Jesus Cristo não estou desiludido’, disse ele. Creio que isto é o fundamental para responder à tua pergunta. Para um jovem que conhece Jesus Cristo, que morreu com trinta e poucos anos, Ele é uma referência tão forte que, mesmo que outras coisas o possam abalar, mantém-se sempre”, respondeu D. Manuel Clemente, no encontro que decorreu no dia 14 de abril, convidando os jovens a “manter uma relação viva com Jesus Cristo vivo, vencedor da morte, e fonte de esperança”.

Sobre como os jovens podem lidar com as crises de fé, o Cardeal-Patriarca lembrou que “quando tiverem 90 anos também as vão ter”. “A crise é algo que interrompe o caminho, que nos obriga a parar e a fazer um juízo. Mas Jesus Cristo apresentava-se como o caminho e é um caminho que se abre na terra, para Deus. Não tenham medo das coisas”, acrescentou.

Na terceira questão, os jovens perguntaram como se devem posicionar “perante assuntos da atualidade de difícil aceitação na Igreja”. Para D. Manuel Clemente, “a única maneira é participando”. “As crises não se resolvem de fora. Os problemas só se resolvem estando lá”, frisou, destacando que “os grupos de jovens proporcionam o encontro com o outro, com alguém que tem rosto”. “É tão bom que vocês estejam em grupos, que partilhem e se comprometam. Isto, como espectador não dá”, alertou.

A propósito das referências de fé que tem, o Cardeal-Patriarca partilhou a sua “noite de ateu, quando tinha 17 ou 18 anos”. “Entrei numa capela e foi como um pedregulho que me caiu: ‘Eu não acredito em nada disto… que vou fazer?’, pensei, ficando com uma angústia terrível”, contou. “Nessa noite, pensando sobre o que eu não colocava em causa, surgiu, com uma evidência que nunca mais passou, algo que nunca pus em causa: Jesus Cristo. O que temos, como cristãos, é a Pessoa de Jesus Cristo”, confidenciou.

A quinta e última questão colocada pelos jovens a D. Manuel Clemente referiu-se à JMJ e às expectativas do rejuvenescimento da fé. Tal como tinha feito em Óbidos, na semana anterior, durante a Jornada Diocesana da Juventude, o Cardeal-Patriarca lembrou “a força extraordinária dos jovens católicos” e apontou que o encontro mundial que acontece em Lisboa daqui a três anos será “o ponto de encontro da onda juvenil católica que não para de crescer e se vai expandir ainda muito mais”.

 

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Visita Pastoral às paróquias de Santa Maria dos Olivais e Olivais Sul

“Manifestar a todos o amor de Deus”

 

“Não podemos viver tranquilos, perante tantas crianças, jovens, adultos, idosos que não conheçam o amor do Senhor”. Foi com esta mensagem que D. Joaquim Mendes, Bispo Auxiliar de Lisboa, terminou a Visita Pastoral às paróquias de Santa Maria dos Olivais e Olivais Sul.

Em Domingo de Ramos, o prelado desafiou a uma Igreja em saída. “Não podemos ficar no conforto da comunidade, enquanto tanta gente vive como se Deus não existisse. ‘Sair’, ir ao encontro, manifestar a todos o amor de Deus, ser sinais, testemunhas e portadores do seu amor junto de todos”, desafiou ainda D. Joaquim Mendes.

Santa Maria dos Olivais e Nossa Senhora da Conceição de Olivais Sul foram as duas últimas paróquias da Vigararia Lisboa II a receber a Visita Pastoral, entre os dias 9 e 14 de abril, com o pároco a sublinhar o “momento festivo”, mesmo “sem os miúdos da paróquia, que estão de férias da escola e da catequese”. “No início da Visita Pastoral, em fevereiro, o senhor D. Joaquim visitou a catequese, para poder estar com os miúdos e com os escuteiros”, ressalva, ao Jornal VOZ DA VERDADE, o padre Bruno Machado, recordando também “a visita às instituições e aos grupos paroquiais”. “Foi uma presença interessante. Foi uma oportunidade para revitalizar os conselhos pastorais, que estavam um pouco adormecidos, e que prepararam a visita desde o início do ano”, acrescenta o sacerdote, frisando as “mensagens de ânimo e de estímulo” deixadas pelo Bispo Auxiliar nos Olivais e Olivais Sul. “São comunidades com muita gente em que a vida paroquial passa muito pela disponibilidade e pela doação dos catequistas e dos visitadores. São comunidades envelhecidas, com muita gente doente e isolada, mas as paróquias têm leigos que os visitam e ajudam e o senhor Bispo ressalvou isso mesmo, a disponibilidade para estar com os idosos. Em algumas tardes, fomos visitar os doentes e os lares e foi importante para muita gente, sobretudo da Paróquia de Santa Maria dos Olivais, onde visitámos idosos que deram muito à paróquia, não só pelo trabalho, mas também em recursos. Aos doentes, D. Joaquim pediu-lhes para rezarem pelas paróquias; e às paróquias pediu para não se esquecerem dos doentes”, refere.

Do programa da Visita Pastoral, o padre Bruno destaca a Via-Sacra de sexta-feira, 12 de abril. “A comunidade mobilizou-se e foi muito importante para estas duas paróquias, que fazem fronteira, mas têm realidades muito diferentes: Olivais Sul é uma paróquia urbana, enquanto Santa Maria dos Olivais é uma aldeia dentro da cidade. Desde que partilham o pároco, temos feito um esforço por juntar recursos e aproveitar o melhor das duas”, garante o sacerdote.

texto e fotos por Diogo Paiva Brandão
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