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Papa agradece aos que lutam contra o coronavírus
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O Papa Francisco agradeceu a todos os que estão a contribuir para combater a epidemia do Covid-19. Na semana em que encorajou os sacerdotes a levar a comunhão aos infetados, o Papa manifestou ainda a sua solidariedade às vítimas do coronavírus. Foi também divulgado o tema da mensagem para o Dia do Migrante e Refugiado e a intenção para este mês.

 

1. Na primeira audiência-geral depois da declaração da quarentena nacional em Itália, o Papa dirigiu-se aos fiéis a partir da Biblioteca Pontifícia, no Vaticano, agradecendo a todos os que estão a contribuir para combater a epidemia do Covid-19. “Quero dirigir-me, neste momento, a todos os doentes que têm o vírus e que sofrem da doença e aos muitos que sofrem incertezas sobre a própria doença. Agradeço, de todo o coração, ao pessoal hospitalar, aos médicos, enfermeiras e enfermeiros, os voluntários que, neste momento tão difícil, estão ao lado das pessoas que sofrem. Agradeço a todos os cristãos e a todos os homens e mulheres de boa vontade que estão a rezar, todos unidos, independentemente da tradição religiosa a que pertencem. Obrigado, de todo o coração, por este esforço”, disse Francisco, no passado dia 11 de março, numa mensagem vídeo.

Neste mesmo dia, a Santa Sé, através de um documento publicado pelo Dicastério para o Desenvolvimento Humano Integral, convidou os católicos a verem nas vítimas do novo coronavírus “imagens de Cristo que sofre”, nesta altura da Quaresma. “O abraço do Jesus sofredor, diz-nos o Papa Francisco, transforma-se no abraço de todos os que sofrem no nosso mundo, incluindo todos os que são afetados pelo Covid-19. Esses são a imagem de Cristo que sofre, e tal como a vítima na parábola do Bom Samaritano, precisam da humanidade dos gestos concretos de proximidade”, refere o texto assinado pelo cardeal Peter Turkson. “Pedimos às autoridades políticas e económicas que não negligenciem a justiça social e apoiem a economia e a investigação, agora que o vírus está a criar, infelizmente, uma nova crise económica”, acrescentou. O Vaticano procurou dar o exemplo, a este respeito, tendo anunciado esta semana que ia baixar as rendas aos comerciantes que arrendam espaços à Santa Sé, em Roma, ajudando-os assim a suportar a perda de negócio por causa do coronavírus.

 

2. O Papa Francisco pediu, no Vaticano, que os padres tenham a coragem de “sair” para levar a Eucaristia às pessoas afetadas pela epidemia do Covid-19. “Rezemos ao Senhor pelos nossos sacerdotes, para que tenham a coragem de sair e ir ao encontro dos doentes, levando a força da Palavra de Deus e a Eucaristia, acompanhando os trabalhadores sanitários, os voluntários, no trabalho que estão a fazer”, referiu, no passado dia 10 de março, antes de presidir à Eucaristia na capela da Casa de Santa Marta, transmitida pelos serviços de informação da Santa Sé, através da internet. As celebrações matinais decorrem com a presença de um grupo restrito de pessoas e são excecionalmente transmitidas em direto, esta semana, como forma de manifestar a proximidade do Papa às pessoas atingidas pela epidemia do novo coronavírus. “Continuamos a rezar juntos pelos doentes, os agentes sanitários, as pessoas que sofrem por causa desta epidemia”, disse Francisco. A Santa Sé clarificou, depois, que o apelo do Papa deve ser cumprido pelos sacerdotes “de acordo com as medidas de saúde estabelecidas pelas autoridades italianas”.

Neste dia, a Santa Sé decidiu fechar a entrada de turistas na Praça e Basílica de São Pedro. Em comunicado, o Vaticano explicou que a decisão se insere num pacote de “novas medidas para evitar a difusão de coronavírus”, e que “as medidas permanecem em vigor, salvo indicação em contrário, até 3 de abril”, ou seja, antes da Semana Santa.

No dia 8, a Santa Sé tinha anunciado, como medida preventiva, que ia encerrar o Museu do Vaticano, as catacumbas da Basílica de São Pedro, o Museu das Vilas Pontifícias e o Centro Museológico das Vilas Pontifícias até 3 de abril, devido ao surto de coronavírus.

 

3. O Papa manifestou a sua solidariedade às vítimas da epidemia de Covid-19, no dia em que presidiu à recitação do Angelus na Biblioteca do Vaticano, para evitar concentração de pessoas na Praça de São Pedro. “Estou próximo, com a oração, das pessoas que sofrem com a atual epidemia de coronavírus e com todos aqueles que cuidam delas. Lembrei-me muito delas nestes dias de retiro”, observou Francisco, no passado Domingo, 8 de março.

Numa transmissão online acompanhada por algumas centenas de pessoas na Praça de São Pedro e emitida pelos canais online do Vaticano, o Papa convidou todos os afetados pela epidemia a “viver esse momento difícil com a força da fé, a certeza da esperança e o fervor da caridade”. “Que o tempo da Quaresma nos ajude a dar um sentido evangélico também a este momento de provação e de dor”, apelou Francisco, que acabaria por ir à janela do apartamento pontifício, no final da oração, para saudar brevemente e abençoar os peregrinos e visitantes que se reuniram na Praça de São Pedro.

 

4. O 106.º Dia Mundial do Migrante e do Refugiado vai ser comemorado a 27 de setembro de 2020. Como título da sua mensagem anual, o Papa escolheu como tema ‘Forçados como Jesus Cristo a fugir’. A mensagem será centrada no cuidado pastoral das pessoas deslocadas internamente, que são atualmente mais de 41 milhões em todo o mundo. Como o título deixa patente, a mensagem parte da experiência do jovem Jesus e da sua família como pessoas deslocadas e refugiadas. Essa experiência fornece uma base cristológica específica para a ação cristã de acolhida ou hospitalidade. Nos próximos meses, o tema será desenvolvido em seis subtemas, expressos em seis pares de verbos: conhecer para compreender; aproximar-se para servir; ouvir para se reconciliar; compartilhar e assim crescer; envolver para promover; e, finalmente, colaborar e, portanto, construir.

 

5. A unidade dos cristãos na China. É esta a intenção do Papa Francisco para este mês de março, expressa em mais um ‘O Vídeo do Papa’, onde são pedidas orações pela Igreja na China e lançado um apelo à unidade e à fidelidade ao Evangelho. No vídeo, o Papa centra a sua mensagem na comunidade cristã na China, onde “a Igreja olha para o futuro com esperança”. ‘O Vídeo do Papa’ de março encoraja ainda os cristãos chineses a serem “cristãos de verdade”, “bons cidadãos” e a “promoverem o Evangelho sem proselitismo”, e pede a todos que rezem “para que a Igreja persista na fidelidade ao Evangelho e cresça na unidade”.

Aura Miguel, jornalista da Renascença, à conversa com Diogo Paiva Brandão
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