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“Louvar sempre a Deus, tanto nas horas felizes como nas adversidades”
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O Papa Francisco recordou que “a prece de louvor é útil”. Na semana em que publicou a Mensagem para o Dia Mundial do Doente, o Papa legislou sobre papel das mulheres na Igreja, condenou o ataque ao Capitólio e anunciou que iria ser vacinado, nesta semana, contra a covid-19.

 

1. O Papa dedicou a catequese da audiência-geral de quarta-feira à importância da oração de louvor. “Os santos mostram-nos que se pode louvar sempre a Deus, tanto nas horas felizes da vida, como nas adversidades”, afirmou, no passado dia 13 de janeiro, apontando ainda o exemplo de São Francisco de Assis, que louvou a Deus por todos os dons da criação, incluindo pela “irmã morte”.

No encontro realizado na biblioteca do Palácio Apostólico, Francisco elogiou a atitude humilde dos mais simples e recordou que “a prece de louvor é útil” e que “deve ser praticada não só quando a vida nos enche de felicidade, mas, sobretudo, nos momentos difíceis, quando o caminho é íngreme”. “Rezar é como respirar oxigénio puro, que purifica a alma e te faz olhar para longe, sem ficares preso ao momento difícil e sombrio dos problemas. Deus é o amigo fiel, é este o fundamento da oração”, garantiu. Mesmo nas “nossas derrotas pessoais, as situações em que não vemos clara a presença e a ação de Deus, quando parece que o mal prevalece e não há modo de o deter”, o Santo Padre garante que Ele “está ao nosso lado, espera-nos sempre. É uma sentinela que te ajuda a avançar com segurança nos momentos difíceis e sombrios”.

Rezar quando tudo corre bem não custa, concluiu Francisco, mas os santos e santas “mostram-nos que podemos louvar sempre, nos momentos bons e maus, porque Deus é o Amigo fiel, e o seu amor nunca desilude”. Por isso, “tenhamos coragem de dizer bendito sejais Senhor”, pois “louvar o Senhor faz-nos muito bem!”.

 

2. Na mensagem para o 29.º Dia Mundial do Doente, a 11 de fevereiro, com o tema ‘Um só é o vosso Mestre e vós sois todos irmãos’, o Papa lembra todos os que sofrem os efeitos da pandemia e considera que este é o momento propício para prestar uma especial atenção às pessoas doentes e a todos aqueles que as acompanham. Francisco reconhece que “a experiência da doença faz-nos sentir a nossa vulnerabilidade e, ao mesmo tempo, a necessidade natural do outro. Torna ainda mais nítida a nossa condição de criaturas, experimentando de maneira evidente a nossa dependência de Deus”. O Papa diz que pensa “de modo particular nas pessoas que sofrem em todo o mundo os efeitos da pandemia do coronavírus. A todos, especialmente aos mais pobres e marginalizados, expresso a minha proximidade espiritual, assegurando a solicitude e o afeto da Igreja”.

O Papa deixa uma crítica ao referir que “a atual pandemia colocou em evidência tantas insuficiências dos sistemas sanitários e carências na assistência às pessoas doentes”. E acrescenta que se viu que “aos idosos, aos mais frágeis e vulneráveis, nem sempre é garantido o acesso aos cuidados médicos, ou não o é sempre de forma equitativa. Isto depende das opções políticas, do modo de administrar os recursos e do empenho de quantos revestem funções de responsabilidade”. Por outro lado, Francisco admite que “a pandemia destacou também a dedicação e generosidade de profissionais de saúde, voluntários, trabalhadores e trabalhadoras, sacerdotes, religiosos e religiosas”, dizendo que todos eles “com profissionalismo, abnegação, sentido de responsabilidade e amor ao próximo, ajudaram, trataram, confortaram e serviram tantos doentes e os seus familiares”.

 

3. O Papa Francisco estabeleceu uma lei que reconhece, de forma estável e institucional, o acesso das mulheres aos ministérios do leitor e do acólito. É já comum a participação de mulheres que leem a Palavra de Deus durante as celebrações litúrgicas, que ajudam no serviço do altar ou que são ministras extraordinárias da comunhão. Na prática, nada muda. A novidade desta legislação é que esta realidade fica instituída. Apesar de já ser autorizada por grande parte dos bispos, esta nova legislação derroga o que tinha sido estabelecido por Paulo VI, em 1972, que limitava estes ministérios apenas a pessoas do sexo masculino, “como percurso propedêutico com vista aos ministérios sagrados”.

Mas, como agora se distinguem “ministérios laicais” (a que podem aceder homens e mulheres) dos “ministérios ordenados” (que se recebem mediante o sacramento da ordem, exclusivo a pessoas do sexo masculino), este ‘Motu proprio’, ‘Spiritus Domini’, altera simplesmente o primeiro parágrafo do cânone 230 do Código de Direito Canónico. A partir de agora, o Papa estabelece que as mulheres podem aceder a estes ministérios laicais, atribuídos “mediante um ato litúrgico que os institui” e convida a reconhecer que estes atos “são essencialmente distintos do ministério ordenado, que se recebe através do sacramento da ordem”.

 

4. A situação nos EUA preocupa o Papa que, no final do Angelus de Domingo, 10 de janeiro, condenou a violência e apelou à reconciliação nacional e ao respeito pelos valores democráticos americanos. Francisco começou por saudar toda a população “abalada pela recente invasão do Congresso” e disse que reza “pelos cinco que perderam a vida naqueles momentos dramáticos”. O Papa reafirmou que “a violência é sempre autodestrutiva”, que “nada se ganha com a violência e muito se perde” e exortou “as autoridades do Estado e toda a população a manterem um elevado sentido de responsabilidade, afim de serenarem os ânimos, de se promover a reconciliação nacional e tutelar os valores democráticos enraizados na sociedade americana”.

Na reflexão que antecedeu o Angelus, o Santo Padre refletiu sobre o valor do batismo, que marca a identidade de todo o cristão. Por isso, “o dia do batismo deve ser lembrado, é uma data para assinalar e celebrar todos os anos. Desde então e para sempre somos os filhos amados de Deus”.

 

5. O Papa Francisco anunciou, no dia 9 de janeiro, que iria ser vacinado contra a covid-19 nessa semana, e criticou os que se opõem à vacinação. “Na próxima semana começaremos a fazê-lo aqui [no Vaticano] e marquei a minha vez. Temos de o fazer”, revelou, numa entrevista ao canal televisivo Canale 5. “Acredito que, do ponto de vista ético, todos devem ser vacinados. É uma escolha ética, pois o que colocamos em risco é a nossa saúde, a nossa vida, mas também a vida dos outros”, explicou, questionando: “Não sei por que alguém diz: ‘Não, a vacina é perigosa’. Se os médicos a apresentam como algo que pode ser bom, que não apresenta nenhum risco particular, por que não recebê-la?”.

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