Lisboa |
Vigília de Pentecostes
“Que o fogo do Espírito nos mova à missão!”
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Na Vigília de Pentecostes na Sé de Lisboa, o Bispo Auxiliar D. Joaquim Mendes sublinhou que “na área metropolitana de Lisboa há 532.762 jovens, entre os 14 e os 30 anos, e em Portugal 1.873.504” e convidou os jovens cristãos ao anunciarem-lhes Jesus Cristo. “A grande maioria desconhece o grande anúncio: ‘Deus ama-te’, ‘Cristo salva-te’; ‘Ele vive’ (CV, cap. IV). Como lhes fazer chegar este anúncio? Como testemunhar-lhes que isto é verdade e que nós o experimentamos na nossa própria vida? Que o Espírito Santo renove em cada um de nós a experiência deste grande anúncio e que nós o levemos e testemunhemos a todos. Que o fogo do Espírito nos mova à missão!”, desejou o prelado.

Organizada pelo Serviço da Juventude de Lisboa, esta celebração, na noite de 22 de maio, contou com a participação dos jovens dos COVs e COPs (responsáveis vicariais e paroquiais), que tinham estado reunidos, nesse dia com o Comité Organizador Diocesano (COD) de Lisboa. “Nesta vigília, peçamos que o Espírito venha sobre nós, nos transforme, nos renove, nos mova à missão, a caminho da JMJ 2023”, salientou o Bispo Auxiliar do Patriarcado.

A Vigília de Pentecostes foi transmitida, em direto, na página no Facebook do Jornal VOZ DA VERDADE, com D. Joaquim Mendes a evidenciar três “sinais” que “o Espírito Santo pode realizar”: “a transformação” – “não tenhais medo de que Deus abra novas estradas na vossa vida”; “a unidade” – “o Espírito Santo gera comunhão, gera unidade, que não significa uniformidade, mas unidade na diversidade, na pluralidade, na multiplicidade”; e “a missão” – “o Espírito Santo faz-nos sair de nós, impele-nos a sair em direção às periferias geográficas e existenciais, para aí anunciar e testemunhar o Evangelho. E temos tantas periferias na nossa Diocese! Peçamos ao Espírito Santo que nos ajude a identificá-las e a sair”.

 

 

 

PASTORAL JUVENIL – LISBOA

Vigília de Pentecostes – Sé Patriarcal, 22 de maio 2021

 

1.  Pentecostes contemplamos e revivemos a efusão do Espírito Santo realizada por Jesus ressuscitado sobre toda a Igreja; um acontecimento de graça que encheu o Cenáculo de Jerusalém para se estender ao mundo inteiro.

A narração do Pentecostes que lemos no capítulo II dos Atos dos Apóstolos leva-nos a Jerusalém, ao que aconteceu naquele dia tão distante de nós, mas ao mesmo tempo tão perto que alcança o íntimo do nosso coração.

Ao ler a narração do Pentecostes, a primeira coisa que chama a nossa atenção é o rumor que vem do céu, semelhante a uma rajada de vento e enche a casa onde se encontravam reunidos os Apóstolos com Maria Mãe de Jesus.

Depois, “uma espécie de línguas de fogo” que se iam dividido e poisavam sobre cada um dos Apóstolos”.

“Rumor” e “fogo” são sinais concretos que tocam os Apóstolos, não só externamente, mas também no seu íntimo, na mente e no coração, de tal modo que “todos ficaram cheios do Espírito Santo”.

E os efeitos são surpreendentes: “começaram a falar outras línguas, conforme o Espírito lhes concedia que se exprimissem”; o rumor faz-se ouvir na cidade, onde se encontrava uma grande multidão, provenientes de diversas partes que acorre e ouve os Apóstolos a falar na sua própria língua, proclamando as maravilhas de Deus.

O Espírito Santo é reconhecido pelos seus efeitos. Não o vemos, mas identificamos os sinais da sua presença.

Gostaria de evidenciar três destes sinais que o Espírito Santo pode realizar, hoje, em nós.

 

2. O primeiro, a transformação.

O Espírito transforma!

O Espírito Santo rompe com os nossos esquemas, com as nossas seguranças, com o nosso horizonte tantas vezes limitado, fechado e egoísta, e projeta-nos no horizonte de Deus, abrindo-nos novas estradas.

Caríssimos jovens,

Não tenhais medo de que Deus abra novas estradas na vossa vida.

Acolhei o Espírito Santo, confiai nele, abandonai-vos a Ele com plena confiança, deixando que Ele se torne o guia da vossa vida e das vossas decisões.

Não tenhais medo da novidade de Deus que o Espírito Santo pode trazer à vossa vida! Permanecei abertos às surpresas de Deus.

Sede corajosos para seguir as novas estradas que a novidade de Deus vos propõe, guiados e sustentados pelo Espírito Santo.

 

3. O segundo sinal da presença do Espírito Santo é a unidade.

O Espírito Santo gera comunhão, gera unidade, que não significa uniformidade, mas unidade na diversidade, na pluralidade, na multiplicidade: de muitos e diferentes que somos o Espírito Santo faz de nós a Igreja, Corpo de Cristo.

Se acolhermos e nos deixarmos guiar pelo Espírito Santo a riqueza, a variedade e a diversidade de dons e carismas nunca serão fonte de competição ou de conflito, mas riqueza, complementaridade, enriquecimento para a realização da missão.

O Espírito Santo, de muitos e diferentes que somos, faz a Igreja, e a Igreja leva-nos a Cristo. Os caminhos paralelos são perigosos.

Busquemos e desejemos a unidade, que Jesus pediu ao Pai antes de morrer por nós: “Que todos sejam um só, tal como tu, Pai, estás em e eu em ti, para que o mundo acredite que tu me enviaste” (Jo 17,21).

É o Espírito Santo que realiza a verdadeira unidade.

Não há evangelização sem comunhão. Sem o Espírito seremos como que uma ONG.

Testemunhemos a beleza da comunhão, da unidade no caminho de preparação para a JMJ 2023, a nível dos comités paroquiais, vicariais, diocesano.

 

4. O terceiro sinal da presença do Espírito é a missão.

O que sucedeu há mais de dois mil anos em Jerusalém, não é um acontecimento distante de nós, mas um acontecimento que nos alcança e se torna experiência viva em cada um de nós.

O Pentecostes do Cenáculo de Jerusalém é o início, um início que se perpetua até ao fim dos tempos.

O Espírito Santo é o grande dom de Jesus ressuscitado, concedido aos apóstolos, e através deles e dos seus sucessores, deve chegar a todos.

No Batismo e no Crisma recebemos o Espírito Santo, que nos vincula à pessoa de Jesus e à sua missão.

Cada uma e cada um de nós, em virtude da unção batismal e da unção crismal, pode dizer como Jesus: “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque me ungiu e me envia a anunciar a Boa Nova, a ser sinal e portador do amor de Deus a todos, sobretudo junto dos mais pobres…”, a continuar a missão de Jesus hoje.

O Espírito Santo faz-nos sair de nós, impele-nos a sair em direção às periferias geográficas e existenciais, para aí anunciar e testemunhar o Evangelho.

E temos tantas periferias na nossa Diocese!

Peçamos ao Espírito Santo que nos ajude a identificá-las e a sair.

A sair dos «nossos cenáculos»: dos «cenáculos» dos nossos sofás, das nossas rotinas, do nosso grupo de amigos, dos nossos grupos e Movimentos, das nossas comunidades, para anunciar o Evangelho, levar Jesus, testemunhar o amor de Deus, com a nossa presença e disponibilidade para ajudar, para servir, como fez Nossa Senhora.

Depois de o Espírito Santo ter descido sobre Ela e, nela, ter gerado Jesus, “levantou-se” e “pôs-se a caminho” para ir ao encontro de Isabel.

“O acolhimento do dom de Deus que lhe foi comunicado mexeu com Ele, sugeriu-lhe a ir mais além”.

O “levantar-se”, “o pôr-se a caminho”, o sentir a inquietação da missão é um sinal da presença do Espírito Santo.

 

5. Caríssimos jovens,

Nesta vigília, peçamos que o Espírito venha sobre nós, nos transforme, nos renove, nos mova à missão, a caminho da JMJ 2023, acolhendo o desafio que o Papa Francisco nos faz na “Exortação Apostólica Cristo vive” (n. 177): “Não tenhais medo de ir e levar Cristo a qualquer ambiente, até às periferias existenciais, inclusive a quem parece mais distante, mais indiferente. O Senhor procura a todos, quer que todos sintam o calor da sua misericórdia e do seu amor. Convida-vos a ir sem medo com o anúncio missionário onde quer que nos encontremos e com quem estivermos, no bairro, no estudo, no desporto, nas saídas com os amigos, no voluntariado ou no trabalho, é sempre bom e oportuno partilhar a alegria do Evangelho. E a vós, jovens, quer-vos como seus instrumentos para derramar luz e esperança, porque quer contar com a vossa valentia, frescura e entusiasmo”.

 

6. Na área metropolitana de Lisboa há 532.762 jovens, entre os 14 e os 30 anos e em Portugal 1.873.504.

A grande maioria desconhece o grande anúncio: “Deus ama-te”, “Cristo salva-te”; “Ele vive” (CV, cap.IV).

Como lhes fazer chegar este anúncio? Como testemunhar-lhes que isto é verdade e que nós o experimentamos na nossa própria vida?

Que o Espírito Santo renove em cada um de nós a experiência deste grande anúncio e que nós o levemos e testemunhemos a todos.

Que o fogo do Espírito nos mova à missão!

 

† Joaquim Mendes

Bispo Auxiliar de Lisboa

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