Lisboa |
I Encontro da Pastoral Penitenciária de Lisboa
“Aproximar esta periferia ao coração da diocese”
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O diretor do Sector das Capelanias Prisionais de Lisboa deseja “aproximar” a Pastoral Penitenciária “ao coração da nossa diocese e das nossas comunidades”. O I Encontro da Pastoral Penitenciária de Lisboa convidou a “estar com os últimos e atrasar o passo para que ninguém fique para trás”.

Cerca de 30 pessoas, “a grande maioria leigos”, participaram no I Encontro da Pastoral Penitenciária de Lisboa, que decorreu na manhã de 23 de outubro, no Seminário dos Olivais. “Foi uma experiência de uma comunidade cristã que, dentro dos estabelecimentos prisionais, é presença da transversalidade das paróquias. Estiveram presentes membros de quase todos os 12 estabelecimentos prisionais que temos na diocese. Foi muito positivo e muito aliciante, porque foi de facto o nosso primeiro encontro nesta realidade na qual a diocese está a fazer a sua descoberta nesta consciência de comunidade”, assinala, ao Jornal VOZ DA VERDADE, o diretor do Sector das Capelanias Prisionais de Lisboa, padre José Luís Costa.

O sacerdote explica que este encontro serviu, “fundamentalmente, para nos vermos e ver quem somos”. “Muitos de nós já nos conhecíamos de outros fóruns, particularmente daqueles que são realizados pela Coordenação Nacional da Pastoral Prisional, mas de facto ainda não tínhamos noção, nem consciência, da nossa identidade diocesana. E ela é importante”, reforça o padre José Luís, apontando ainda que “foi um passo importante para podermos aproximar esta periferia novamente ao coração da nossa diocese e das nossas comunidades”. Este responsável lembra que “esta não é, obviamente, uma pastoral de massa”, mas é “uma pastoral onde há uma massa crítica que a Igreja tem que olhar e aprender a estar com”.

O encontro contou com a participação de D. Joaquim Mendes, Bispo Auxiliar de Lisboa, e teve como tema ‘Levantar-se entre grades’. Paulo Neves, leigo ligado a esta pastoral, fez ‘O enquadramento da ação da Igreja Católica nos estabelecimentos prisionais e similares’ e “falou-nos da identidade do colaborador, do voluntário e a forma como, ao longo do tempo, se foi constituindo uma presença – que depois compreendemos sempre presente – da comunidade cristã nos estabelecimentos prisionais”, resume o padre José Luís. Já Eduarda Godinho, antiga provedora da Misericórdia de Oeiras, que foi diretora do EPL de Lisboa, falou sobre o tema ‘As oportunidades do voluntariado da comunidade cristã no espaço da reclusão’, convidando à “procura da relação positiva”. “É fácil diabolizarmos as estruturas e as instituições quando, na prática, aquilo que se pretende é a recuperação do recluso”, lembra o sacerdote. Por último, o cónego Rui Pedro Carvalho, coordenador diocesano do Sínodo dos Bispos, refletiu sobre ‘O desafio da sinodalidade entre os reclusos e os voluntários da Igreja Católica’, destacando que as prisões são “um espaço por excelência para este exercício de uma Igreja que tem de aprender a caminhar também com os seus fiéis que vivem em privação de liberdade”.

Os padres capelães prisionais encontram-se “duas vezes por ano”, numa “rotina” que “é para manter”, mas “terão que haver” mais “iniciativas” como este encontro. “Julgo ser importante a diocese, uma vez por ano, poder-se encontrar para ganhar proximidade e ritmo. Estarmos juntos, sentirmo-nos a caminhar e a fazer um percurso de sinodalidade. Ou seja, o poder estar com os últimos e atrasar o passo para que ninguém fique para trás”, deseja o diretor do Sector das Capelanias Prisionais de Lisboa.

texto por Diogo Paiva Brandão
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