Editorial |
P. Nuno Rosário Fernandes
O Cardeal Ribeiro na comunicação social
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Neste Domingo de Cristo Rei, a nossa Igreja local, o Patriarcado de Lisboa, celebra os 50 anos da tomada de posse do Patriarca de Lisboa D. António Ribeiro. Sobre o 15.º Patriarca de Lisboa, podemos dizer que era um homem silencioso e discreto, mas que marcou a Igreja em Lisboa e em Portugal pela sua forma discreta de estar e de agir. Embora, para muitos, pudesse não o aparentar, era um homem da comunicação, do qual se poderão distinguir dois tempos: o tempo anterior à nomeação episcopal, em que foi assistente de diversos organismos da Ação Católica e apresentou programas de televisão, na recém-criada Rádio Televisão Portuguesa, no início dos anos 60, e era por isso um homem comunicador; e o tempo pós-nomeação episcopal e depois patriarcal, em 1971, tornando-se um homem mais silencioso e discreto, sem querer dar nas vistas, mas atuando e falando quando necessário.

Em estudo académico que iniciei há uns anos, identifiquei ao longo de todo o seu pontificado, como Cardeal-Patriarca de Lisboa, a publicação de apenas três entrevistas concedidas à comunicação social: duas ao ‘Diário de Notícias’, em 1976 e 1996, e uma última ao jornal ‘O Independente’, em 1997. No entanto, em pesquisa bibliográfica, feita na mesma época, descobri aquela que foi apresentada, na altura, como a sua primeira entrevista enquanto Patriarca de Lisboa, no jornal ‘O Século’, no dia 14 de maio de 1971, também com uma chamada de primeira página. Tratava-se de uma entrevista feita a D. António Ribeiro, então responsável pelo Secretariado Nacional das Comunicações Sociais, por ocasião da celebração do dia que a Igreja dedica aos meios de comunicação, e que estava preparada para ser publicada. Nessa altura, o referido jornal aproveitou a publicação da entrevista no momento da nomeação patriarcal, apresentando-a, assim, como a primeira entrevista do novo Patriarca de Lisboa, nomeado a 13 de maio, um dia antes.

Para o leitor, estes dados podem ter pouco ou nenhum interesse, mas, no panorama histórico, quando se pensa que D. António Ribeiro apenas concedeu três entrevistas em todo o seu pontificado, este dado vem acrescentar algo mais para o conhecimento de uma pessoa que quase se transfigurou na sua personalidade, certamente, pelo peso e responsabilidade do cargo que assumiu, mas que trouxe também novidade na pastoral da diocese.

A publicação apresentada, este Domingo, de uma compilação de textos dirigidos aos jovens por D. António Ribeiro, é também exemplo de uma abertura que manifestou, também com a criação do Secretariado Diocesano da Pastoral Juvenil que ainda procura animar a pastoral dos jovens. No caminho para a JMJ Lisboa 2023, este é também um contributo importante. Depois desta celebração comemorativa pode ser que também eu prossiga na investigação.

 

Editorial, pelo P. Nuno Rosário Fernandes, diretor

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