Lisboa |
Missa com a comunidade ucraniana de Lisboa
“Ucrânia é a nossa terra na oração e na solidariedade”
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O Cardeal-Patriarca de Lisboa assegurou que, em Portugal, os ucranianos “estão na sua casa”. D. Manuel Clemente celebrou Missa com a comunidade ucraniana, na Igreja de Arroios, onde portugueses e ucranianos rezaram pela Paz.

 

“Deus está connosco. Está aqui em Lisboa, está lá na Ucrânia, está onde os combates desgraçadamente prosseguem. Ele está com todos”, garantiu o Cardeal-Patriarca, na homilia da celebração no rito bizantino, da Igreja Greco-Católica Ucraniana. Na manhã do Domingo I da Quaresma, 6 de março, portugueses e ucranianos rezaram pela Paz, com D. Manuel Clemente a deixar “uma palavra de muita amizade e de muita estima” por cada um. “Aqui, em Lisboa, estão na vossa terra. Porque agora, esta é a vossa terra, também. Como a vossa terra, da Ucrânia, é também a nossa terra na oração e na solidariedade. Com Cristo no Pai, não há fronteiras. Com Cristo no Pai, a vitoria é sempre a da vida”, frisou. Na Igreja de Arroios, habitualmente utilizada por esta comunidade católica estrangeira, o Cardeal-Patriarca sublinhou que aquela era uma “celebração de esperança”. “Aqueles irmãos e irmãs que já morreram e foram vítimas desta desgraçada guerra, estando com Cristo, estão em Deus, não se perdem. Deus não perde nenhum deles – temo-los presentes nesta Eucaristia. Com Deus, a vitória da vida está sempre garantida”, salientou.

A embaixadora da Ucrânia em Portugal também esteve presente na Missa em Arroios. “O ocupante russo está na nossa terra. O nosso povo heroico está a lutar pela sua independência, pela preservação da sua soberania. Estou convencida de que vamos vencer”, afirmou Inna Ohnivets, agradecendo depois o apoio dos portugueses: “Em nome da Ucrânia, gostaria de expressar a nossa gratidão profunda ao povo português pela solidariedade, pelo apoio. Os portugueses são os nossos irmãos e isso vai ajudar para a nossa vitória”.

A cerimónia religiosa, de quase duas horas, terminou com o Cardeal-Patriarca de Lisboa a garantir que todos os ucranianos vão ser bem recebidos no País. “As Igrejas de Portugal estão convosco. O povo português está convosco. Estais em vossa casa, os que já cá estais e outros que venham, é a vossa casa. Estamos na casa de todos e a Paz acontecerá para todos, de certeza”, garantiu, em tom esperançoso, D. Manuel Clemente.


 

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“Preservar a segurança no nosso País”

No final da Missa, em declarações aos jornalistas, a embaixadora ucraniana disse acreditar que o conflito ainda poderá acabar através do diálogo. “A crise humanitária vai aumentar e, por isso, é necessário realizar outros passos para se sentar e começar as negociações diplomáticas entre a Rússia e a Ucrânia, para preservar a segurança no nosso país”, apontou Inna Ohnivets. No final, em tom de desabafo, a embaixadora explicou que os ucranianos não pertencem ao mundo russo: “Hoje, viemos aqui a esta igreja católica rezar juntamente com os portugueses. Isso significa que a Ucrânia pertence ao mundo ocidental, não ao mundo russo, porque o mundo russo, como podemos ver, é um mundo de tortura, morte e crueldade”.

 

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“Absolutamente necessário” parar conflito na Ucrânia

O Cardeal-Patriarca de Lisboa apelou a negociações entre a Rússia e Ucrânia, que levem ao fim de uma guerra sem sentido. “Quando as coisas não se resolvem com diálogo, quando as partes não se encontram realmente, podem-se interromper conflitos, mas eles ficam lá latentes e podem voltar outra vez. É absolutamente necessário, antes de mais, que a parte militar acabe e que a parte pessoal de diálogo continue com força, porque é uma tristeza as imagens que nos chegam, as histórias que estas pessoas da Ucrânia nos contam das suas famílias, do que lá está a acontecer agora. São tão dramáticas. Porquê tanta vida estragada de ucranianos e de russos, que também estão a morrer e as famílias estão a sofrer? Não faz sentido”, alertou D. Manuel Clemente, em declarações aos jornalistas, no final da Missa com a comunidade ucraniana, em Arroios.

 

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Campanha da Cáritas

A Cáritas Portuguesa iniciou, dia 7 de março, uma campanha de angariação de fundos, para apoiar as populações afetadas pela guerra na Ucrânia, que conta com o apoio da Conferência Episcopal Portuguesa. A verba angariada vai reforçar a capacidade de resposta da Cáritas na Ucrânia, nos países fronteiriços e no eventual acolhimento a famílias deslocadas em Portugal. A campanha vai decorrer até final do mês, havendo vários meios de doação: MB Way, transferência bancária e multibanco.

Informações: www.caritas.pt/ucrania

texto por Diogo Paiva Brandão; fotos por Filipe Teixeira
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