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Editorial: Falar claro e em bom som
Alguém me dizia há dias que «os cristãos têm hoje necessidade de falar num modo claramente cristão, não apenas sobre o cristianismo mas também sobre todas as coisas».

Em primeiro lugar, existe a necessidade de falar sobre o próprio cristianismo, ou seja, não sobre o cristianismo que alguém bem pensante (e existem vários na nossa praça) inventa para si, mas sobre o cristianismo que nos vem de Jesus e que tem na Igreja o lugar de onde parte para a evangelização e a transformação do mundo.

Mas, depois, existe também a necessidade de um olhar cristão sobre toda a vida pública. E, neste ponto, devemos reconhecer que existe um deficit de presença cristã, em particular na vida pública portuguesa.

É certo que, em momentos decisivos, os cristãos não deixam de fazer ouvir a sua voz – seja através de pronunciamentos da hierarquia, seja através de acções e movimentos laicais, mesmo quando, pela frente, têm a certeza (ou a quase certeza) de uma derrota, como tem infelizmente acontecido com alguma da legislação produzida pelos últimos governos.

Mas isso, obviamente, não basta. Porque a questão não é simplesmente a de impedir a existência de leis contrárias à dignidade humana e ao sentir cristão. O problema, muito mais profundo, é o de modificar o tecido cristão da nossa sociedade portuguesa, o seu quotidiano, de forma a que ele seja, de novo, inspirado nos valores e atitudes do Evangelho. Só então podemos considerar que a evangelização é verdadeira e efectiva.

E, para isso, os cristãos não podem, decididamente, jogar na acomodação, na dúvida, no que, aparentemente, faz ter mais audiência mas que, ao fim e ao cabo, faz igualmente pensar que «o sal perdeu a força» e a luz, em vez de iluminar toda a vida pessoal e social, passou a ser uma pequena chama, colocada timidamente debaixo de um alqueire.

Não se trata aqui, obviamente, de fanatismo e, sobretudo, não se trata de retirar a quem quer que seja a liberdade de opinião e a liberdade religiosa. Trata-se, isso sim, do direito (e do dever) que nos assiste de proclamar bem alto, não apenas em matéria religiosa, mas em todos os âmbitos da vida humana, a palavra do Evangelho. Portugal tem necessidade de cristãos que dêem a cara por Cristo e pelo Evangelho, sem medo do que deles se possa dizer.

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